PGMN3
COMPRAEMPREENDIMENTOS PAGUE MENOS S.A.
Retail TradePreço Atual
Preço Alvo
Potencial
A Pague Menos reportou 2T26 com vendas brutas de R$4,3 bi, alta de 9% a/a, EBITDA pré-IFRS 16 de R$282 mi, +15% a/a, e margem de 6,5%, +40 bps, sustentada por melhor alavancagem operacional e diluição de despesas, enquanto o lucro líquido ajustado pré-IFRS 16 ficou em R$74 mi, abaixo da estimativa de R$93 mi por efeitos não caixa e impostos mais altos. O principal ponto de atenção foi a desaceleração do crescimento, com SSS de 8% e MSSS de 7,8%, versus 13% no 1T26, refletindo menor contribuição de GLP-1, cuja participação na receita caiu de 9,1% para 8,2%, e OTC mais fraco. Na prévia do 3T26, a expectativa era de receita bruta +8% a/a, SSS de 6,5% e leve queda de margem, ainda em um contexto de desempenho relativamente sólido para o varejo farmacêutico. Entre os KPIs, a companhia ganhou 13 bps de market share, para 6,7%, elevou a produtividade por loja para R$856 mil por mês, +6,9% a/a e +4,6% t/t, e reduziu a alavancagem para 1,8x dívida líquida/EBITDA, ante 2,6x um ano antes; na geração de caixa setorial, a conversão de fluxo de caixa operacional melhorou para 58% e o FCF/EBITDA para 25%, com pressão temporária de estoques ligada ao novo CD da Paraíba. As âncoras estruturais seguem em GLP-1 e execução: o mercado farmacêutico brasileiro atingiu ~R$170 bi em 2024-25, com projeção de crescimento de 10–12% em 2025-26, e o mercado de GLP-1 pode superar R$17 bi em 2026; a companhia ainda enfrenta rupturas de oferta nessa categoria, mas mira vendas médias por loja de R$930 mil–R$950 mil por mês até o fim de 2026, com ~50 aberturas em 2026 e 50–70 em 2027. No valuation, a ação era citada a ~6x P/L 2026 e ~5,5x P/L 2027, com preço-alvo de R$9,00. Para investidores, recomenda-se acompanhar a normalização de oferta de GLP-1, a trajetória de SSS e margem no 3T26 e o efeito de juros menores, que, em cenário setorial, poderia elevar o lucro líquido da companhia em ~5,7% para cada 100 bps de queda do CDI.
