PINE4
COMPRABCO PINE S.A.
FinancePreço Atual
Preço Alvo
Potencial
O Banco Pine reportou 2T26 sólido, com lucro líquido de R$165,7 mi e ROAE de 37,5%, sustentado por receitas mais fortes e bom controle de custos, apesar da alta das provisões. A margem financeira somou R$626 mi, +10% t/t e +163% a/a, enquanto as receitas de serviços ficaram em R$37 mi, +42% t/t e +5% a/a; as despesas administrativas foram de R$137 mi, praticamente estáveis no trimestre, levando o índice de eficiência a 20,0%, ante 22,0% no 1T26 e 32,4% no 2T25. A carteira de crédito expandida atingiu R$21,8 bi, +10% t/t e +40% a/a, com destaque para o consignado privado, que chegou a R$6,5 bi, +30% t/t e +183% a/a, passando a 30% da carteira; a composição mais rentável, com consignado privado e cartões, subiu para 35,8% do total. No atacado, os empréstimos somaram R$7,1 bi, com 91% da carteira em operações estruturadas e com garantias reais. Do lado da qualidade dos ativos, houve piora: as provisões alcançaram R$260 mi, +24% t/t e +390% a/a, com custo de risco de 5,0%; o NPL acima de 90 dias subiu para 2,7%, de 2,2% no 1T26, os créditos em Estágio 3 foram a 4,6%, de 4,4%, e a cobertura caiu para 105%, de 113%. Em capital, o banco encerrou o trimestre com Basileia de 14,3%, Tier 1 de 11,2% e R$679 mi de capital excedente. A carteira securitizada cresceu 43% t/t, para R$3,4 bi, após oferta de R$1,25 bi do FIDC Pine INSS III. Em valuation, a ação negocia a 4,1x P/L 2026E, com preço-alvo de R$20,00. Para investidores, recomenda-se acompanhar a evolução da inadimplência no varejo, especialmente no consignado privado, em meio à volatilidade regulatória do segmento.
