
PLPL3
COMPRAPLANO & PLANO DESENVOLVIMENTO IMOBILIÁRIO S.A.
FinancePreço Atual
Preço Alvo
Potencial
A Plano&Plano reportou 2T26 fraco, com lucro líquido de R$53 mi, queda de 37% a/a e abaixo do esperado, apesar de receita líquida de R$915 mi, alta de 17% a/a e em linha com as estimativas. O lucro bruto ajustado somou R$272 mi, alta de 1% a/a, enquanto a margem bruta caiu para 29,7%, recuo de 480 bps, e o ROE anualizado ficou em 19%. A principal pressão veio da rentabilidade, sem recuperação sequencial das margens e com piora de 130 bps t/t nas margens do estoque a vender no mercado privado. Na prévia operacional do trimestre, as vendas brutas somaram R$977 mi, queda de 2% a/a, os distratos recuaram 42% a/a, para R$61 mi, e as vendas líquidas avançaram 2% a/a, para R$917 mi, com velocidade de vendas de 19% e lançamentos de R$826 mi, queda de 41% a/a, integralmente enquadrados na Faixa 2 do MCMV. A geração de caixa foi o principal ponto negativo: o consumo de caixa ficou em R$103–105 mi no trimestre, acima do esperado, elevando a dívida líquida para R$251 mi, ou 21% do patrimônio líquido, ainda em nível descrito como confortável. Parte da queima refletiu atrasos de ~R$50 mi em recebimentos do Pode Entrar e de ~R$35 mi em cessões de recebíveis de clientes com renda informal. No setor, o 2T26 foi mais fraco para baixa renda, com vendas líquidas consolidadas subindo só 2% a/a e velocidade de vendas cerca de 300 bps menor, em meio a critérios mais restritivos da Caixa, depois normalizados em julho. Após o resultado, houve revisão mais dura das estimativas para a companhia, com corte de ~45% no lucro projetado de 2027. Ainda assim, o papel segue negociando a múltiplos baixos para 2027, em linha com o setor de baixa renda a ~3x–5x P/L, e o material mais recente cita preço-alvo de R$12. Para investidores, recomenda-se acompanhar a normalização do funding via Caixa, a recomposição de margens e a conversão de recebíveis em caixa.
