
PNVL3
COMPRADIMED S.A. DISTRIBUIDORA DE MEDICAMENTOS
Retail TradePreço Atual
Preço Alvo
Potencial
A Panvel entregou 2T26 sólido, acima das estimativas, com receita bruta consolidada de R$1,63 bi (+16% a/a), SSS de 13,5%, vendas no varejo de R$1,63 bi (+15,8%) e EBITDA ajustado pré-IFRS16 de R$88,5 mi (+26%), com margem de 5,4% (+40 bps); o lucro líquido ajustado pré-IFRS16 foi de R$39 mi (+39%), enquanto a margem bruta caiu 50 bps, para 30,2%, pelo maior peso de GLP-1. Na prévia do 3T26, a expectativa era de continuidade do bom momento, com SSS de 14% e expansão de ~50 bps na margem EBITDA pré-IFRS16, em um varejo farmacêutico ainda mais resiliente que outras verticais de consumo. Entre os principais KPIs, a produtividade atingiu R$819 mil por loja por mês, a alavancagem permaneceu saudável em 0,9x dívida líquida/EBITDA e a participação de mercado no Sul subiu 100 bps a/a, para 13,5%. Os GLP-1 seguem como vetor relevante: cresceram 63,6% a/a no 2T26, chegaram a 11,3% da receita de varejo e podem se aproximar de 12% da receita líquida em 2026; o BTG estima mercado brasileiro acima de R$16–17 bi em 2026, com margem bruta da categoria convergindo para ~25% até o fim de 2026 e acima de 30% no médio prazo. Após o resultado, as estimativas foram elevadas, com alta de ~11% no lucro líquido pré-IFRS16 e de 4,7% no EBITDA pré-IFRS16 para os próximos anos. A tese combina execução consistente, digitalização, ganho de participação e espaço para expansão no PR e em SC, embora a aceleração de aberturas siga importante para reduzir o risco do guidance de 2030, que prevê receita bruta de R$11,5–12 bi, margem EBITDA de 6,7–7% e 950–1.000 lojas. Em valuation, a ação negocia a múltiplos mais baixos que pares de crescimento do varejo farmacêutico, e o material traz preço-alvo de R$19 para o fim de 2027. Para investidores, recomenda-se acompanhar a execução da expansão, a evolução do mix de GLP-1 e o ambiente competitivo no canal digital.
