
POMO4
NEUTROMARCOPOLO S.A.
Producer ManufacturingPreço Atual
Preço Alvo
Potencial
No 2T26, a Marcopolo reportou receita de R$2,4 bi, alta de 3% a/a, e EBITDA ajustado de R$349 mi, queda de 12% a/a e 6% abaixo da estimativa, com margem de 15% e pressão de mix menos favorável, exportações mais fracas e despesa de reestruturação de R$10 mi na Metalsur; o lucro líquido foi de R$271 mi, acima da projeção, apoiado por ganhos cambiais e menor alíquota. Na prévia, a expectativa era de receita de R$2,4 bi, EBITDA de R$371 mi e lucro de R$240 mi, já refletindo recuperação de volumes, mas com mix pior. Os volumes do trimestre somaram 4,2 mil unidades, com 3,4 mil no Brasil, 356 exportadas e 394 faturadas no exterior; a receita doméstica avançou 11% a/a para R$1,5 bi, ou 62% do total, puxada por micro-ônibus, enquanto a externa caiu 8% para R$911 mi. Dados da FABUS em junho já indicavam esse quadro, com 1.388 unidades consolidadas da companhia, alta de 17% a/a, mas mix doméstico concentrado em micro e miniônibus, 66% do total. A alavancagem industrial subiu para 0,3x EBITDA e o capital de giro foi pressionado pelo ciclo mais longo do setor público. Entre as âncoras, a companhia elevou o capex de 2026 para R$300–350 mi, mantém payout de 40%–50% e anunciou dividendo de R$0,13 por ação, ou R$161 mi, além de recompra de até 49 mi de PN, cerca de 4% do capital; juntas, as medidas somam retorno potencial próximo de 7%. O valuation segue comprimido, em ~5,0–5,5x P/L 2026E e 4,3–4,6x P/L 2027E, com DY de ~9%–10%. A tese segue equilibrada entre fundamentos sólidos, caixa confortável e expansão internacional, com Austrália forte e entrada na Espanha, e um ciclo doméstico mais lento em urbanos e rodoviários. Para investidores, recomenda-se acompanhar a confirmação de pedidos do Caminho da Escola, a recuperação do mix no 2S26 e a demanda intermunicipal, que caiu para 36,7 mi de passageiros em 2025, recuo de 9,7%.
