
PRIO3
COMPRAPRIO S.A.
Energy MineralsPreço Atual
Preço Alvo
Potencial
No 2T26, a PRIO entregou receita líquida de US$1,224 bi, +10% t/t e +160% a/a, com EBITDA ajustado de US$879 mi, praticamente estável t/t e em linha com o esperado, apesar de produção +11% t/t para 172 mil bpd, vendas de 15,2 mi bbl, lifting cost de US$8,9/bbl e desconto ao Brent menor, em US$6,9/bbl; a pressão veio de royalties e participações especiais em ~12% da receita bruta, ante 6% no 1T26, além do imposto de exportação. Na prévia, o banco esperava EBITDA ex-IFRS 16 de ~US$869 mi, +2% t/t, com FCFE de ~US$490 mi e yield de ~5%, versus FCFE reportado de ~US$440 mi, ou ~4,7–5%, ainda pressionado por capex de ~US$285 mi e capital de giro. O lucro líquido foi de US$413 mi, -10% t/t e +237% a/a; a dívida líquida caiu para US$4,05 bi, de US$4,37 bi, e a alavancagem recuou para ~1,5x, com meta implícita de ~1,0x DL/EBITDA a US$60/bbl. Os dados operacionais de julho reforçaram o momentum, com produção de 196 mil bpd e vendas de 6,4 mi bbl. Para 2026, o BTG projeta produção de 195–200 mil bpd até o fim do ano e acima de 220 mil bpd em 2027, com capex anual normalizado de US$400–600 mi; nesse cenário, o FCFE potencial de 2026–27 fica em US$1,7–2,6 bi, com yield ao acionista perto de 30% até 2029. A extensão do imposto de 12% sobre exportações segue como principal pressão regulatória: no cenário-base de Brent a US$81, o EBITDA de 2026 cairia de US$3,421 bi para US$3,325 bi se o tributo durar até agosto, ou para US$3,131 bi até o fim do ano. Em capital, a companhia já recomprou 15,4 mi de ações em 2026, cerca de 2% do valor de mercado, por ~US$175 mi. Em valuation, o material traz preço-alvo de R$72–73 para o fim de 2027. Para investidores, recomenda-se acompanhar a trajetória do Brent, a duração do imposto de exportação e a execução dos projetos em Albacora Leste, Frade e Peregrino.
