
RADL3
COMPRARAIA DROGASIL S.A.
Retail TradePreço Atual
Preço Alvo
Potencial
A Raia Drogasil entregou 2T26 sólido e em linha, com EBITDA ajustado pré-IFRS 16 de R$1,02 bi, alta de 18% a/a, margem de 8,0% praticamente estável e lucro líquido ajustado de R$424 mi, +24%, sustentados por receita bruta de R$12,8 bi, +18,3%, SSS de 12,5% e lojas maduras +10,9%, acima do reajuste CMED de 2,8%, sinalizando ganho de volume. O desempenho foi forte em todas as categorias, com medicamentos de marca +24,3%, genéricos +14,5%, OTC +13,0% e HPC +13,8%; a margem bruta ficou em 28,9%, com pressão limitada de mix por GLP-1 compensada por melhores acordos comerciais e eficiência. Na prévia, o BTG esperava receita +18,5%, SSS consolidado de 13,6% e leve recuo de margem EBITDA, o que foi confirmado sem surpresa relevante. A companhia abriu 76 lojas líquidas no trimestre, encerrou junho com 3.687 unidades e 329 inaugurações em 12 meses; a participação de mercado chegou a 19,7%, +1,7 p.p. a/a. No digital, as vendas cresceram 52%, para R$3,9 bi, já em 31% da receita de varejo, enquanto o tráfego do app seguiu forte, com MAUs +27% a/a e liderança em sessões por usuário entre as grandes redes. A geração de caixa operacional somou R$879 mi e o fluxo de caixa R$550 mi, com conversão de 54% do EBITDA; a alavancagem caiu para 0,8x dívida líquida/EBITDA, reforçando a flexibilidade para expansão orgânica e investimentos digitais. No setor, a tese segue apoiada por um mercado farmacêutico de ~R$170 bi, com crescimento projetado de 10–12% em 2025–26, ganho de participação das redes e demanda resiliente. GLP-1 pode acelerar esse vetor: o mercado brasileiro pode superar R$17 bi em 2026, embora com maior pressão competitiva após a reversão de restrições da Anvisa para plataformas digitais. Em valuation, o BTG mantém compra, com preço-alvo de R$30. Para investidores, recomenda-se acompanhar a sustentação do SSS em dois dígitos, a evolução das margens com GLP-1 e a intensidade competitiva no canal digital.
