
RAIL3
COMPRARUMO S.A.
TransportationPreço Atual
Preço Alvo
Potencial
No 2T26, a Rumo entregou receita líquida de R$3,9 bi (+6% a/a), EBITDA reportado de R$2,1 bi e EBITDA ajustado de R$2,3 bi, com margem de 58%, abaixo de 61% no 2T25, e lucro líquido ajustado de R$688 mi; os volumes seguiram fortes em 23,8 bi de TKU (+9% a/a), com destaque para o Corredor Norte em 19,4 bi de TKU (+8%), enquanto tarifas ainda fracas limitaram a expansão de margem. Na prévia operacional, maio e junho já mostravam essa força, com recordes de 8,2 bi e 8,0 bi de TKU, e julho acelerou para 8,4 bi de TKU (+12% a/a), sustentado por soja, fertilizantes e combustíveis, apesar de milho ainda mais fraco. O capex foi de R$1,6 bi no trimestre, abaixo de R$1,8 bi no 1T26, e a dívida líquida fechou em R$17,3 bi, com alavancagem estável em 2,1x. A companhia também passou a detalhar desembolsos ao poder concedente, com R$575 mi no 3T26, R$99 mi no 4T26, R$652 mi em 2027, R$154 mi em 2028 e R$63 mi em 2029, aumentando a visibilidade de caixa. Em Malha Oeste, o 5º aditivo criou um regime transitório de até 180 dias, sem operação ferroviária, com custos mínimos potencialmente reembolsáveis e sem responsabilidade solidária da holding listada; o único desembolso potencial citado é de até R$26 mi, enquanto o acerto com o governo deve considerar passivos e créditos. Isso reduz risco regulatório em um tema que o mercado tratava por passivos de R$2–3 bi; o valuation citado embute provisão de ~R$2,9 bi na dívida líquida, equivalente a ~11% do valor de mercado. A entrada da Fase 1 de Lucas do Rio Verde, com capacidade de até 10 Mt/ano, reforça a avenida de crescimento de volumes. Com FCF ainda dependente da maturação do ciclo de investimentos, a ação negocia perto de 6x EV/EBITDA 2026. Para investidores, recomenda-se acompanhar frete rodoviário, contratação de grãos para 2027 e riscos climáticos do El Niño.
