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COMPRAIrani
Papel & CelulosePreço Atual
Preço Alvo
Potencial
A Irani apresentou resultados trimestrais ligeiramente abaixo do esperado em razão de efeitos não recorrentes e sazonalidade — o EBITDA veio em R$114 milhões (ajustado ~R$120 milhões) com volumes consolidados em ~71kt (42kt de papelão ondulado e 29kt de papel para embalagens) — mas a leitura consolidada mantém um pano de fundo operacional resiliente. Custos por tonelada subiram para ~R$3.283/t no trimestre afetados por compras pontuais e energia, enquanto preços médios de papelão e papel para embalagens rondaram R$6,1k/t e R$5,3k/t, respectivamente. O fluxo de caixa operacional foi pressionado (FCFE negativo de R$28 milhões) em função de capex elevado (R$84 milhões), porém a gestão espera normalização do investimento ao longo do ano e um FCF yield projetado em 13–14% para 2026; a companhia negocia em torno de 5x EV/EBITDA 2026, com alavancagem em ~2,0–2,1x e ROIC já em 13% com potencial de subir para >15% à medida que preços de aparas (OCC) recuam abaixo de R$1.000/t (spot entre R$950–1.050/t). No âmbito setorial, há sinais de recuperação tática: preços de celulose retomaram suporte em aproximadamente US$600/t, mas o setor segue sujeito a sazonalidade, variação cambial e riscos de oferta (medidas na Indonésia e novos projetos). Riscos-chave incluem volatilidade do OCC, execução e cronograma do projeto NEOS, exposição a sazonalidade e movimentos do câmbio. Para investidores, recomenda-se acompanhar evolução dos preços de OCC, geração de caixa e capex, aprovação/cronograma do NEOS e tendências de ROIC e alavancagem como gatilhos para reavaliação.
