
RAPT4
NEUTRORANDONCORP S.A.
Producer ManufacturingPreço Atual
Preço Alvo
Potencial
No 2T26, a Randoncorp reportou receita líquida de R$3,3 bi, estável a/a e em linha com o esperado, com EBITDA de R$440,4 mi, alta de ~19% a/a e 5,4% acima da estimativa, levando a margem a 13,3% versus 11,2% no 2T25 e 12,7% esperados. O trimestre mostrou melhora sequencial de volumes e eficiência operacional, com reboques voltando ao azul, autopeças acelerando margens e a Frasle sustentando a principal contribuição, com receita de R$1,4 bi, EBITDA de R$282 mi e margem de 20%. Na prévia operacional, o destaque foi justamente a recuperação sequencial das divisões mais ligadas ao ciclo industrial, com receita de reboques em R$768 mi, estável a/a e +6% t/t, e autopeças em R$1,1 bi, estável a/a e +10% t/t, reforçando uma leitura de normalização gradual após uma base fraca. Apesar do avanço operacional, o lucro líquido seguiu pressionado: o material cita prejuízo de R$90 mi, impactado por ~R$80 mi ligados à descontinuidade da Delta Global, e prejuízo recorrente de ~R$11 mi; na tabela financeira, o LL reportado foi de -R$39,5 mi e o ajustado de -R$10,8 mi. A equivalência patrimonial negativa, sobretudo pela Addiante, e juros ainda elevados limitaram a conversão do EBITDA em resultado final. Na estrutura de capital, a alavancagem caiu para 2,9x dívida líquida/EBITDA ajustado, de 3,1x no 1T26, com melhora de capital de giro. Em valuation, o material cita ~4x EV/EBITDA, com 2026E em 4,5x P/L e 4,8x EV/EBITDA, além de preço-alvo de R$8,0. Para investidores, recomenda-se acompanhar a recuperação da demanda das montadoras e os próximos passos societários envolvendo RAPT3 e o aumento de participação do controlador, vistos como potenciais gatilhos para a tese.
