
RAPT4
NEUTRORandon
Bens de CapitalPreço Atual
Preço Alvo
Potencial
A Randoncorp segue em um momento de recuperação parcial, com sinais operacionais mistos em um setor pressionado por taxas de juros elevadas e ambiente externo incerto. No 1T a receita líquida foi de R$3,1 bilhões (-3% a/a) e o EBITDA ajustado somou R$370 milhões (-13% a/a), com margem ajustada de 12% e prejuízo líquido de R$48 milhões, mas com melhora sequencial de margens, especialmente em autopeças (receita de R$1,0 bilhão; margem EBITDA ajustada de 13% e forte avanço t/t). No 4T o EBITDA ajustado ficou em R$330 milhões (margem de ~10%), impactado por itens não recorrentes (impairment de goodwill da Hercules e provisões ligadas à Addiante) e queda de volumes em alguns negócios. A alavancagem está elevada, em 3,2x dívida líquida/EBITDA ajustado, e o guidance para 2026 projeta receita consolidada de R$12,5–14,0 bilhões, receita externa US$780–840 milhões, margem EBITDA de 12–14%, capex de R$380–420 milhões e premissa cambial USD/BRL em 5,6. No âmbito setorial, o pico do ciclo de juros pressiona volumes e lucro líquido, com bens de capital em geral mais fracos, enquanto locadoras leves e concessionárias mostram resiliência. Principais riscos: alavancagem elevada, custos financeiros em cenário de juros altos, volatilidade cambial e impactos de tarifas externas sobre exportações e cadenas de suprimentos. Recomenda-se acompanhar de perto a execução da desalavancagem, recuperação de volumes, conversão de margem em caixa e cumprimento do guidance, além da evolução das vendas internacionais e do impacto de medidas tarifárias e cambiais sobre a rentabilidade.
