
RDOR3
COMPRARede D'or
SaúdePreço Atual
Preço Alvo
Potencial
A Rede D’Or apresenta desempenho operacional sólido dentro de um setor de saúde complementar em recuperação moderada, com indicadores concretos que sustentam a tese: receita consolidada de R$14,6 bilhões e EBITDA ajustado de R$3,14 bilhões, crescimento de cerca de 20% no segmento hospitalar e ~29% em seguros; lucro líquido ajustado ficou em R$948 milhões, enquanto a dívida líquida está em R$22,1 bilhões com alavancagem de 1,75x. O plano de expansão orgânica permanece praticamente intacto, com pipeline remanescente de 2.690 leitos para o período 2026–2028, elevando a base para ~16,2 mil leitos (crescimento ~20%) e capex médio por leito mantido em R$1,4 milhão. A companhia privilegia projetos brownfield (~75%) e avança em joint ventures (Atlântica D’Or), incluindo um greenfield de ~180 leitos em São Conrado. A governança e o alinhamento dos controladores reforçam confiança: família Moll reinvestiu cerca de 43% dos recursos recebidos e realizou compras relevantes, enquanto a tesouraria recomprou ~R$1,9 bilhão em ações; por outro lado, a redução de participação do GIC tem sido fonte de pressão vendedora. No setor, a ANS aprovou reajuste de 5,11% para planos individuais e a sinistralidade setorial está em ~77,5%, com prêmios crescendo 9% a/a — cenário que favorece grandes players integrados como Rede D’Or, SulAmérica e Bradesco Saúde. Principais riscos incluem pressão tributária transitória, possíveis vendas do GIC, custos de capital elevados, mudanças trabalhistas e execução do pipeline. Recomenda-se monitorar execução de leitos, normalização da alíquota efetiva de impostos, evolução da sinistralidade e desdobramentos sobre a participação do GIC, considerando que a ação negocia em torno de 15x P/L (desconto ~20% sobre média histórica) e preço-alvo mantido em R$54.
