
RECV3
NEUTROPetroreconcavo
Petróleo & GásPreço Atual
Preço Alvo
Potencial
A PetroReconcavo vem apresentando resultados operacionais estáveis, com EBITDA de R$295m no quarto trimestre e R$310m no trimestre mais recente, geração de fluxo de caixa para o acionista de R$65m (aprox. 7% FCFE yield anualizado) e anúncio de dividendos intermediários de R$100m (yield de 2,6%). O balanço tem se fortalecido com queda do capex (R$234m ex-midstream no 4T; R$197m no trimestre seguinte) e alavancagem próxima de 1,0x (1,1x → 1,04x). Melhorias de eficiência no midstream, especialmente após a participação na UPGN Guamaré, reduziram custos, ainda que o custo de extração tenha subido para US$15,82/boe após volatilidade de volumes e apreciação do real (ante US$14,32/boe anteriormente). Uma parcela relevante da produção (c.60–65%) está protegida por hedge, limitando a captura imediata de um Brent mais alto, enquanto contratos de gás com indexação ao petróleo oferecem optionality para 2027. As reservas e o PV10 sofreram revisão marginal (PV10 ~10% abaixo A/A), refletindo revisão de produção e menor completoção no curto prazo. No contexto setorial, o prêmio geopolítico elevou o Brent à faixa de US$75–80/bbl, beneficiando independentes; em cenário de Brent em US$80, estimativas indicam FCFE yields aproximados de 27% para PRIO, 23% Brava e ~21% para RECV. Riscos-chave incluem execução de workovers, limitação por hedges, sensibilidade ao câmbio e incertezas geopolíticas/logísticas. Recomenda-se aos investidores monitorar a evolução da produção (especialmente 2S26), a posição de hedge, reapreçamento de contratos de gás e comunicados sobre o programa de workovers e política de distribuição de caixa.
