
RECV3
NEUTROPETRORECÔNCAVO S.A.
Energy MineralsPreço Atual
Preço Alvo
Potencial
A PetroReconcavo reportou no 2T26 EBITDA ajustado ex-IFRS 16 de R$396 mi, alta de 28% t/t e 6% a/a, levemente abaixo da expectativa, com receita líquida de R$808 mi, lucro líquido de R$203 mi e melhora sustentada por Brent mais forte, preços realizados mais altos e maior eficiência de custos no midstream. A produção total foi de 24,1 mil boed, estável versus a expectativa, mas com queda de 1% t/t e 12% a/a, sendo 13,7 kbpd de petróleo e 10,4 mil boed de gás; o lifting cost subiu para US$16,8/boe, de US$15,8/boe no 1T26 e US$13,9/boe no 2T25, pressionado por menores volumes e apreciação do real. No caixa, o FCFE foi de R$80 mi, ou yield de 3%, próximo da estimativa de R$87 mi, e chegaria a cerca de R$245 mi sem capital de giro e hedges; a alavancagem ficou estável em 1,0x Dívida Líquida/EBITDA, o capex somou R$193 mi, queda de 2% t/t, e a companhia anunciou R$100 mi em JCP, equivalente a DY de 3,4%. Na atualização operacional de julho, a produção recuou para 23,7 mil boed, queda de 2% m/m, com Potiguar em 11,9 mil boed, -3% m/m, afetado por interrupções de energia no complexo de Sabiá e normalização de poços após workovers, enquanto Bahia ficou estável em 11,8 mil boed. Como âncora para a tese, cerca de 55% da produção de petróleo dos próximos 12 meses está protegida por hedges, o que limita a captura de alta do Brent no curto prazo, enquanto contratos de gás e maior exposição ao Brent em 2027 podem ajudar. Em valuation, o material traz preço-alvo de R$12,0. Para investidores, recomenda-se acompanhar a recuperação de produção no 2S26, a execução dos workovers e a evolução dos preços de gás.
