
SANB11
NEUTROBCO SANTANDER (BRASIL) S.A.
FinancePreço Atual
Preço Alvo
Potencial
O 2T26 do Santander Brasil foi fraco e abaixo das expectativas, com lucro líquido ajustado de R$3,0 bi, queda de 20% t/t e 18% a/a, ROE de 12% e lucro antes de impostos de R$2,5 bi, mais de 40% menor t/t e a/a; a pressão veio de receita mais fraca e piora da qualidade dos ativos, apesar de uma receita fiscal positiva de R$584 mi e de despesas operacionais de R$6,6 bi abaixo do esperado. A carteira ampliada cresceu 1% t/t, para R$714,8 bi, mas a margem com clientes caiu 3% t/t, para R$16,1 bi, a margem de mercado ficou negativa em R$718 mi, tarifas recuaram 2% t/t, para R$5,3 bi, e a eficiência piorou para 39,3%. Em crédito, as provisões subiram 21% t/t, para R$7,7 bi, o NPL acima de 90 dias ficou em 3,29%, a formação de ativos em Estágio 3 avançou 40% t/t, para R$8,8 bi, e a cobertura caiu; o CET1 permaneceu em 11,2%. Como leitura adicional, o Grupo Santander reportou no Brasil lucro de R$3,6 bi no 2T26, com ROE de 14%, provisões mais comportadas e depósitos +5% t/t, mas ainda com tarifas fracas e maior pressão em resultado financeiro. No capital, o patrimônio líquido contábil foi a R$98,2 bi, enquanto o patrimônio tangível caiu 6% t/t, para R$43,9 bi, pressionado por ativos fiscais diferidos de R$58,7 bi. Em paralelo, a controladora lançou oferta para adquirir os ~10% de SANB11 que ainda não detém, com relação de troca equivalente a valor implícito de ~R$29,04 por unit, prêmio de 15% e referência de ~1,15x P/VPA, versus ~1,0x P/VPA de SANB11 e ~1,55x P/VPA do Grupo; a operação pode reduzir free float e liquidez, sem fechamento formal de capital. Para investidores, recomenda-se acompanhar a trajetória de provisões, inadimplência e capital, além dos desdobramentos da oferta da controladora e de eventuais mudanças regulatórias em crédito ao consumidor.
