
SAPR11
NEUTROSanepar
Serviços BásicosPreço Atual
Preço Alvo
Potencial
Nos relatórios combinados, a Sanepar apresenta receitas resilientes, com R$1,95 bi e R$1,89 bi em dois resultados recentes, impulsionadas por aumento tarifário (tarifa implícita próxima de R$7,25/m³ versus R$6,82/m³) e volumes faturados positivos (+1–1,2% para água e +2,4–2,6% para esgoto), mas sofre pressão de custos que comprimem margens: EBITDA reportados foram de R$844 milhões e EBITDA ajustado de R$756 milhões, abaixo das estimativas, e lucros líquidos de R$353 milhões e R$361 milhões, impactados por alíquota efetiva maior e despesas financeiras acima do previsto em um dos períodos. Opex cresceu de dois dígitos (11–12% a/a), explicado por elevação dos custos de energia (ex.: R$117,3 milhões vs R$106,8 milhões), maiores provisões para contingências e provisões para devedores duvidosos (chegando a R$77 milhões) e indenizações trabalhistas relevantes (R$72 milhões). A alavancagem permanece muito baixa (cerca de 0,6–0,7x dívida líquida/EBITDA), apoiada pelo ingresso de R$4,05 bilhões em créditos fiscais, o que dá folga financeira. O monitor setorial do BTG Pactual complementa a leitura, fornecendo benchmarks de valuation, dados operacionais, short interest e price targets que ajudam a contextualizar desempenho e riscos relativos no setor de utilities. Principais riscos: pressão contínua de custos operacionais (energia, provisões), maior carga tributária e volatilidade regulatória/tarifária. Recomenda-se acompanhar de perto a evolução do opex e das provisões, a aplicação dos créditos fiscais, os indicadores setoriais de valuation e short interest e eventuais mudanças regulatórias que afetem tarifas e fluxo de caixa.
