
SBFG3
COMPRAGRUPO SBF SA
Retail TradePreço Atual
Preço Alvo
Potencial
O Grupo SBF entregou um 2T26 forte, com receita líquida de R$2,22 bi (+22% a/a), lucro bruto de R$1,11 bi (+24%) e EBITDA ajustado ex-IFRS 16 de R$249 mi (+49%), com margem de 11,2% (+200 bps), acima das estimativas; o destaque foi a Fisia, com receita de R$1,33 bi (+27%), enquanto a Centauro somou R$1,12 bi (+19%). Na prévia, a companhia já aparecia entre os melhores nomes do varejo, com expectativa de receita em alta de ~21% puxada pela Copa. Operacionalmente, a Centauro acelerou o SSS para 24% e o GMV digital cresceu 34,4%, enquanto a Fisia avançou em todos os canais, sobretudo atacado e digital. As vendas ligadas à Copa passaram de 1,5 mi de itens até julho, incluindo 1,0 mi de camisas da seleção, +57% vs a Copa de 2022, reforçando o ganho de tração da plataforma esportiva em um trimestre de demanda mais favorável para a categoria. O lucro líquido ajustado ex-IFRS 16 foi de R$142 mi (+63%), ajudado também por menor alíquota efetiva de imposto na Fisia. O ponto de atenção ficou no caixa: o fluxo operacional foi de R$91 mi, -47% a/a, pressionado por consumo de capital de giro de R$158 mi e aumento de R$276 mi em recebíveis ligados ao ciclo da Copa; com capex de R$103 mi, o fluxo após capex ficou levemente negativo em R$12 mi. A dívida líquida encerrou o trimestre em R$1,18 bi, ante R$506 mi um ano antes, com alavancagem de ~1,5x EBITDA, ainda com melhora sequencial de 0,1x vs 1T26. Em um varejo discricionário ainda sensível a juros altos, crédito restrito e renda pressionada, o trimestre reforça a boa execução operacional, mas a sustentabilidade de crescimento, margens e conversão de caixa no pós-Copa será o principal teste. Em valuation, o material cita preço-alvo de R$16,0 para SBFG3. Para investidores, recomenda-se acompanhar a normalização do capital de giro no 3T26 e a demanda do varejo esportivo após o evento.
