
SEER3
NEUTROSER EDUCACIONAL S.A.
Consumer ServicesPreço Atual
Preço Alvo
Potencial
A Ser Educacional reportou 2T26 sólido e em linha, com receita líquida de R$622 mi (+5,6% a/a), EBITDA ajustado de R$180,7 mi (+10,8%), margem de 29,1% (+1,4 p.p.) e lucro líquido ajustado de R$115,4 mi (+33,3%); o lucro contábil foi de R$106,3 mi (+30,7%). O avanço veio do presencial, com base de alunos de 195,1 mil (+4,4%) e ticket médio +5% a/a, ou +8% ex-medicina, apoiado por repasse de inflação, melhor mix em saúde e reajustes em campi mais ocupados. Em medicina, a base cresceu 6%, enquanto o ticket ainda caiu 2%, mas com pressão menor que no trimestre anterior. Já digital e híbrido seguiram fracos, com base de 118,4 mil alunos (-18,3%), refletindo captação mais fraca, maior evasão e foco em rentabilidade; com isso, o presencial passou a 59% da base de ensino superior, de 53% um ano antes. Na prévia setorial do 2T26, o BTG já indicava trimestre sem grandes eventos para educação, com EAD tradicional perdendo volume e formatos presencial e híbrido mais resilientes, ainda que com custos acadêmicos maiores. Em caixa, o fluxo operacional após capex foi de R$66 mi (+8%), mesmo com capex orgânico de R$23,8 mi (+12,9%). A dívida líquida ex-leasing caiu para R$443 mi (-31,5% a/a), com alavancagem estável em 0,8x após pagamento de R$61,1 mi em dividendos. No 1T26, a companhia já havia mostrado receita +8%, EBITDA +10% e alavancagem de 0,75x, reforçando a trajetória de eficiência e desalavancagem. No setor, a regulação segue como ponto central: o novo marco favorece presencial e híbrido, enquanto o ENAMED e os resultados do ENADE reforçam maior escrutínio sobre qualidade, sobretudo em medicina e licenciaturas; no ENADE 2025, a Ser ficou no meio da tabela entre listadas, com 10% dos alunos em cursos Conceito 3+. Em valuation, o material traz preço-alvo de R$15,00. Para investidores, recomenda-se acompanhar captação no 2S26, retenção, evolução do mix presencial/digital e os desdobramentos regulatórios até 2027.
