Pular para o conteúdo principal
Sacre Investimentos
SIMH3

SIMH3

COMPRA

SIMPAR S.A.

Transportation

Preço Atual

R$ 6,54

Preço Alvo

R$ 11,00

Potencial

68.20%
Última análise: 13/08/2026
Performance
Resumo Executivo

A Simpar reportou 2T26 em linha com o esperado, com receita líquida de R$11,3 bi (+9% a/a) e EBITDA de R$3,4 bi (+15% a/a), ou R$3,4 bi ajustado (+16% a/a), enquanto o prejuízo líquido ajustado ex-minoritários ficou em R$19 mi, melhor que a prévia de -R$64 mi. Na prévia, o BTG já esperava receita de R$11,2 bi e EBITDA de R$3,4 bi, refletindo melhora operacional mesmo em um trimestre ainda pressionado por juros altos no resultado financeiro. Entre as controladas, a Vamos mostrou melhora sequencial de ocupação, menos retomadas e avanço em seminovos; a Movida teve trimestre sólido com volumes robustos em RAC, tarifas maiores, expansão de margem e alavancagem controlada; a JSL evoluiu com o amadurecimento da estratégia comercial; e a Automob seguiu mais fraca, pressionada por juros elevados e menor demanda em pesados. Na estrutura de capital, a alavancagem consolidada caiu para 2,8x dívida líquida/EBITDA, de 3,0x no 1T26, com caixa de R$14,1 bi, dívida consolidada de R$55,3 bi e dívida líquida da holding em R$1,4 bi, ante R$2,8 bi no trimestre anterior; o custo médio da dívida bruta recuou para 16,4% e o prazo médio da dívida líquida ficou em 3,8 anos. O capex líquido foi de R$3,1 bi, puxado por expansão. Como âncora adicional de desalavancagem, a venda da CS Porto Aratu por EV de R$1,8 bi, com equity de R$750 mi e dívida líquida de R$1,0 bi, deve reduzir a dívida líquida da holding para ~R$800 mi e a alavancagem consolidada para 2,7x; no ativo, a Simpar obteve MOIC de 5,8x em 3,6 anos, e o programa de reciclagem de capital já soma EV de R$3,9 bi, MOIC médio de 2,9x e TIR de 36%. A tese segue apoiada na execução das subsidiárias e na reciclagem de ativos para destravar capital. Com recomendação de compra no material, o valuation traz preço-alvo de R$11,0. Para investidores, recomenda-se acompanhar a continuidade da desalavancagem e o efeito dos juros altos sobre lucro líquido e demanda em veículos pesados.