
SMFT3
COMPRASmart Fit
Varejo & ConsumoPreço Atual
Preço Alvo
Potencial
A SmartFit tem mostrado desempenho operacional robusto em meio a um setor de varejo sob pressão macroeconômica: a receita consolidada atingiu cerca de R$2,1 bilhões com EBITDA de R$672 milhões e margem bruta em torno de 52%, apoiada por 5,6 milhões de membros (excl. TotalPass) e ~467 mil assinantes digitais. A geração de caixa operacional foi forte (≈R$635 milhões) e o fluxo de caixa livre positivo (≈R$85 milhões), com dívida líquida/EBITDA em ~1,14x, enquanto o mercado precifica a ação em múltiplos na faixa de ~11–14x P/L para 2026 e um preço‑alvo atualizado de R$31. A principal novidade operacional é a aceleração do TotalPass: ~2,1 milhões de clientes e uma rede de parceiros que ultrapassa 34 mil unidades no Brasil (9 mil no México), elevando o segmento “Outros” para ~R$193 milhões e margem bruta de 85,7%. Isso tem reduzido a base B2C reportada, mas incrementado check‑ins, ticket médio e monetização por visita (≈0,8x do B2C no Brasil), sugerindo potencial de escala e melhoria de margem na plataforma. No âmbito setorial, o fitness e o varejo farmacêutico seguem resilientes, mas o consumo discricionário sofre com juros altos, endividamento e compressão de múltiplos; políticas como uso de FGTS e mudanças fiscais podem aliviar liquidez, porém com efeito defasado. Riscos relevantes incluem canibalização do B2C pelo TotalPass, pressão de custos e capex de expansão, e sensibilidade à evolução das taxas de juros. Recomenda‑se que investidores monitorem KPIs do TotalPass (monetização por visita, mix de planos, MAU), conversão de caixa, alavancagem e execução da expansão, além dos sinais macro (juros/crédito) que determinarão a sustentabilidade do crescimento.
