
SMTO3
NEUTROSão Martinho
AgronegócioPreço Atual
Preço Alvo
Potencial
A São Martinho mostrou resiliência operacional em uma safra desafiadora, entregando EBITDA ajustado de R$ 1,1 bilhão no quarto trimestre e EBITDA da safra em R$ 3,5 bilhões, com EBITDA unitário de R$ 984/t ATR no encerramento e picos de R$ 1.109/t ATR em trimestres anteriores, mesmo com moagem aquém do potencial. A companhia comercializou 40% do etanol anual no período final e encerrou com estoques relevantes (cerca de 30% da produção anual ainda por vender), enquanto o guidance projeta moagem em ~23,7 milhões de toneladas de cana e produção de ATR em ~3,37 milhões de toneladas; a operação de milho foi guiada para ~495 mil toneladas processadas. O capex de manutenção veio em R$ 2,0 bilhões, enquanto o investimento em expansão do etanol de milho subiu para cerca de R$ 800 milhões na próxima safra, elevando o desembolso acumulado do projeto a R$ 1,06 bilhão; o capex maior pressiona o fluxo de caixa e reduz o FCF yield normalizado para ~10,5% (ou próximo de zero ao incorporar integralmente expansões). O balanço registrou alavancagem de 1,8x dívida líquida/EBITDA, em parte por aumento sazonal de capital de giro. Custos caixa foram de R$ 1.870/t no açúcar e R$ 2.719/m³ no etanol, níveis acima dos preços spot, com hedge de apenas 301 mil toneladas de açúcar (<30% da produção). Persiste risco relevante de compressão de margens se preços não melhorarem; mitigadores incluem ganho de produtividade (TCH) esperado, diluição de custos e captura de eficiências (~7% necessárias). Investidores devem acompanhar evolução de preços do açúcar e etanol, execução do capex de milho, desalavancagem do balanço, dinâmica de estoques e hedge, e potenciais riscos de estouro de orçamento e sazonalidade operacional.
