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A SpaceX reportou 2T26 acima das expectativas, com receita líquida de US$7,8 bi, alta de 92% a/a, EBITDA ajustado de US$3,5 bi, avanço de 192% a/a, e prejuízo líquido de US$541 mi, bem abaixo da perda de um ano antes; o capex somou US$18,4 bi. O principal destaque foi IA, com receita de US$2,6 bi, alta de 248% a/a, e EBITDA de US$1,15 bi, enquanto conectividade entregou US$4,3 bi de receita, alta de 66% a/a, EBITDA de US$2,6 bi e adição de 1,7 mi de assinantes Starlink, levando a base a 12 mi. Em lançamentos, a receita foi de US$962 mi, alta de 29% a/a, com 78 lançamentos no acumulado do ano e mais de 1.000 toneladas colocadas em órbita. A companhia indicou mais de US$100 bi de receita anual recorrente ao fim do ano, incluindo Cursor, além de expansão de capacidade para mais de 2 GW até o fim de 2026 e potencial de ficar mais perto de 10 GW do que de 5 GW no próximo ano. No operacional, a sinalização para a Starship também foi positiva, com possibilidade de recuperação do Super Heavy e do estágio superior já no próximo voo e meta de ao menos um voo por dia dentro de um ano. Em valuation, o material traz preço-alvo de R$77 para o BDR, ante R$42,7, sustentado por crescimento em IA, expansão da Starlink, melhora de rentabilidade e avanço tecnológico. Para investidores, recomenda-se acompanhar a conversão da forte expansão de IA e conectividade em geração de caixa, além do ritmo de execução da Starship e da expansão de capacidade em 2026.
