
SUZB3
COMPRASUZANO
Papel & CelulosePreço Atual
Preço Alvo
Potencial
A Suzano chega a este ciclo em posição relativa de força operacional, mas com resultados e sentimento pressionados pelo ambiente setorial. A companhia negocia em múltiplos historicamente descontados — cerca de 5–5,3x EV/EBITDA projetado para 2026 — enquanto reportou EBITDA consolidado fraco (≈R$4,6 bilhões), embarques sólidos (2,8 Mt) e preço médio de exportação de celulose em US$562/t. Custos incomodam: custo caixa de celulose ficou em R$882/t (R$802/t excl. paradas), capex elevado no trimestre (~R$3 bilhões) e FCFE negativo, mantendo alavancagem estável em ~3,2x e limitando recompra/dividendos no curto prazo. Na interação com a gestão, houve reafirmação de disciplina: prioridade em reduzir alavancagem para ~2,5x até o horizonte indicado, integração da KC sem busca por grandes aquisições ou greenfields, foco em redução de capex e ganhos de eficiência, e possibilidade de nova política de dividendos após desalavancagem. O setor de commodities reforça a conjuntura adversa — fretes mais caros, inflação de insumos, apreciação do real e estoques elevados na China — com risco de correção de preços de celulose (5–10% a partir de níveis próximos a US$600/t) e aumento de capacidade chinesa. Principais riscos são pressão de preços (especialmente fibra longa), câmbio, custos e ausência de catalisadores de curto prazo. Investidores devem acompanhar a evolução da alavancagem, execução da integração da KC, compressão de custo/capex e sinais de normalização de preços/FX, considerando o valuation deprimido frente às vantagens estruturais da companhia.
