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Sacre Investimentos
SU

SUZB3

COMPRA

SUZB3

Setor Geral

Preço Atual

R$ 45,99

Preço Alvo

R$ 72,00

Potencial

56.56%
Última análise: 13/08/2026
Performance
Resumo Executivo

No 2T26, a Suzano entregou EBITDA de R$4,7 bi, +3% t/t e -23% a/a, em linha com a estimativa de R$4,6 bi e ligeiramente abaixo do consenso, com receita de R$11,6 bi; o principal ponto fraco foi o custo caixa de celulose em R$972/t, +10% t/t e 6% acima do esperado, pressionado por manutenção, insumos e madeira, enquanto o EBITDA de papel ficou em R$521 mi, 12% abaixo da estimativa. Na prévia, o trimestre já parecia mais fraco para a companhia, com volumes menores, real 4% mais forte t/t e custos mais altos; a expectativa era de receita de R$11,5 bi, EBITDA de R$4,6 bi, +1% t/t e -24% a/a, lucro líquido de R$1,3 bi e alavancagem de 3,3x. Em operação, as vendas de celulose somaram 2,9 Mt, -11% a/a, com menor volume para a Ásia, enquanto o preço médio de exportação subiu para US$601/t, em linha com a BHK China a US$604/t, +4% t/t. O FCFE foi de R$2,4 bi, equivalente a yield anualizado de 19%, mas com qualidade mista por R$483 mi de liberação de capital de giro e R$824 mi de ganhos com derivativos. A dívida líquida caiu para R$66,1 bi, embora a alavancagem tenha subido de 3,2x para 3,3x pelo menor EBITDA acumulado. Após o trimestre, a companhia concluiu a compra de 51% da JV de tissue com a Kimberly-Clark por US$1,3 bi, com impacto de apenas 0,1x–0,2x na alavancagem, e segue priorizando desalavancagem para ~2,5x até o fim de 2027 ou meados de 2028, antes de discutir uma política de dividendos mais robusta. A administração vê risco de correção de 5%–10% nos preços da celulose na China, hoje perto de US$600/t, em um mercado ainda pressionado por estoques altos e utilização global abaixo de 90%. Em valuation, a ação negocia a ~5,0x–5,3x EV/EBITDA 2026E, com preço-alvo de R$72. Para investidores, recomenda-se acompanhar a trajetória de custos, preços na China e a velocidade de desalavancagem.