
SUZB3
COMPRASUZANO S.A.
Process IndustriesPreço Atual
Preço Alvo
Potencial
No 2T26, a Suzano entregou EBITDA de R$4,7 bi, alta de 3% t/t e queda de 23% a/a, em linha com a estimativa de R$4,6 bi, com receita de R$11,6 bi; o trimestre foi marcado por vendas de celulose de ~2,9 Mt, queda de 11% a/a, preço médio de exportação de US$601/t, alta de 7% t/t, e pressão de custos, com custo caixa de celulose em R$972/t, 10% acima do 1T26, enquanto o EBITDA de papel somou R$521 mi. Na prévia do trimestre, a expectativa já era de um resultado fraco, com EBITDA de R$4,6 bi, volumes menores, câmbio mais forte e inflação de custos, em um contexto de BHK na China a ~US$604/t no 2T26. Entre os KPIs, o FCFE alcançou R$2,4 bi, equivalente a yield anualizado de ~19%, embora com contribuição de capital de giro e derivativos, e a dívida líquida ficou em R$66,1 bi, com alavancagem de 3,3x; após o trimestre, a companhia concluiu a compra de 51% da JV de tissue com a Kimberly-Clark por US$1,3 bi. No curto prazo, o mercado de fibra curta melhorou com dois reajustes consecutivos de US$20/t para a China, em setembro e outubro, levando a referência de ~US$580/t para perto de US$600/t, apoiada por estoques menores, custo marginal chinês mais alto e adiamento do OKI II para 2027. A administração vê espaço para o EBITDA da Arbex subir de ~US$500 mi para US$700 mi em três anos, enquanto a alocação de capital segue focada em desalavancagem, com pico de alavancagem esperado no 3T26 e melhora a partir do 4T26. Em valuation, a ação negocia a 5,6x EBITDA 2027 e ~11% de yield de fluxo de caixa ao acionista, com preço-alvo de R$72. Para investidores, recomenda-se acompanhar a sustentação da celulose em ~US$600/t e o risco de excesso de oferta em 2027, com mais de 6 Mt de capacidade integrada na China, além de OKI II e Sucuriú.
