
TAEE11
VENDATRANSMISSORA ALIANÇA DE ENERGIA ELÉTRICA S.A.
Industrial ServicesPreço Atual
Preço Alvo
Potencial
A Taesa reportou 2T26 com operação resiliente, mas lucro pressionado pelo financeiro: a receita líquida BRGAAP somou R$679 mi, +9,3% a/a, o EBITDA ficou em R$577 mi, +10,6% a/a e acima da estimativa de R$565 mi, com margem de 85%, sustentado por novas energizações, reforços e reajustes inflacionários da RAP. Na linha final, a equivalência patrimonial de R$91 mi e a despesa financeira líquida de R$367 mi, afetada pela maior variação monetária da dívida indexada ao IPCA, levaram o lucro líquido regulatório a R$207 mi, abaixo dos R$231 mi esperados e -28,5% a/a; o imposto positivo de R$33 mi mitigou parte da pressão. A alavancagem ex-subsidiárias permaneceu em 4,7x dívida líquida/EBITDA, e a companhia anunciou R$207 mi em dividendos adicionais, com payout de 100% do lucro regulatório do trimestre e yield de 1,6%. No recorte setorial, a transmissão teve temporada mais fraca, e o BTG manteve Taesa como única recomendação de venda na cobertura de utilities, citando valuation mais exigente. Em sensibilidade para TIR real de 9% até o fim de 2026, o papel teria upside negativo de 9%, enquanto o setor segue exposto à backwardation das taxas reais e ao custo de captação mais alto. A visão relativa também permaneceu desfavorável: em julho, o banco abriu posição comprada em Engie contra Taesa, encerrada depois com ganho de 1,7%, e em setembro passou a preferir Orizon contra Taesa; nos três meses anteriores, Orizon havia ficado 19% atrás de Taesa, abrindo espaço para reversão relativa. Com gate de valuation, o papel aparece com preço-alvo de R$37,0, abaixo de R$38,3 no relatório de resultados. Para investidores, recomenda-se acompanhar a trajetória dos juros reais, o custo da dívida indexada ao IPCA e a sustentação do dividendo em um setor de transmissão com números mais fracos.
