
TAEE11
VENDATRANSMISSORA ALIANÇA DE ENERGIA ELÉTRICA S.A.
Industrial ServicesPreço Atual
Preço Alvo
Potencial
TAEE11 reportou 2T26 com EBITDA de R$577 mi, alta de 10,6% a/a e margem de 85%, sustentado por novas energizações como Pitiguari, Tangará, Saíra Fase 2 e Ananaí, além de reforços e reajustes inflacionários da RAP; o operacional veio em linha, mas o lucro líquido regulatório ficou em R$207 mi, 28,5% abaixo do 2T25 e abaixo do esperado, pressionado por despesas financeiras líquidas de R$367 mi, acima da estimativa, por maior variação monetária da dívida indexada ao IPCA. A receita líquida BRGAAP somou R$679 mi, +9,3% a/a, e o opex ficou em R$102 mi. Entre os KPIs, a equivalência patrimonial foi de R$91 mi e a alavancagem ex-subsidiárias permaneceu em 4,7x dívida líquida/EBITDA. A companhia anunciou R$207 mi em dividendos adicionais, com payout de 100% do lucro regulatório trimestral e dividend yield de 1,6%, reforçando a previsibilidade de caixa, embora o custo da dívida siga comprimindo a linha final. No setor, o BTG segue vendo utilities como classe defensiva, com retorno histórico médio de 15,1% versus 10,5% da Selic e 10,1% do Ibovespa, mas destaca que juros reais elevados seguem pressionando nomes mais alavancados. Em valor relativo, TAEE11 aparece como funding em posição comprada em EGIE3 contra TAEE11, por negociar a valuation mais alto. Em cenário de TIR real de 9% até o fim de 2026, a ação teria upside negativo de 9%, e o papel segue como única recomendação de venda da cobertura. Com gate de valuation, o preço-alvo é R$37,0, abaixo de R$38,3 de mercado no relatório. Para investidores, recomenda-se acompanhar a trajetória dos juros reais e do custo da dívida, principal vetor para o lucro em transmissão.
