Cenário de Câmbio | Janeiro 2026
Ver Relatório CompletoO ano de 2026 começa com elevado risco geopolítico, mas com um atípico movimento de apreciação do ouro associado a uma forte valorização de moedas latinas frente do dólar americano. Com exceção do minério de ferro, que enfrenta um momentum negativo para preço, demais commodities como petróleo, soja e cobre vem apresentando performance positiva e, portanto, atraindo fluxo de capital em um momento de maior tensão global. É fato, também, que o holofote em torno das ações de Donald Trump, seja no tema Groelândia, seja na suposta interferência no Federal Reserve, colocam o pace da moeda americana sob forte incerteza.
No Brasil, dados de atividade mais fortes ajustaram a precificação do ciclo de corte de juros para iniciar em março e, com a contínua incerteza do lado eleitoral pela indefinição dos candidatos que disputarão o pleito, é possível que o orçamento de corte monetário seja um pouco menor, favorecendo a moeda no curto prazo e, assim, justificando a recente apreciação do real.
Com tudo na mesa, estamos mais cautelosos sobre esta melhora recente, entendendo que se trata de um movimento conjuntural dos fatores supracitados e que, à medida que a agenda eleitoral avançar para um cenário de pequenas diferenças de intenções de votos, a volatilidade pode se fazer mais presente nos preços, provocando alguma desvalorização frente o patamar atual.
Portanto, nosso cenário base estima que a média trimestral da taxa de câmbio no 4T26 seja, aproximadamente, de R$/US$ 5,5.
Em anexo, o relatório completo
BTG Pactual Macro Strategy
