Copel - Radar de Resultados 2T26
Copel (CPLE3)
(Participação BTG Equity Research) · Resultado 2T26
Comentário de Resultado
A Copel reportou EBITDA recorrente de R$ 1,6 bilhão no 2T26 (+20,8% a/a), com margem EBITDA recorrente de 27,1% (de 24,7% no 2T25), refletindo principalmente a contribuição de Distribuição, cujo EBITDA ajustado foi de R$ 766,0 milhões (+34,5% a/a), sustentado por volume distribuído +7,3% a/a e controle de custos com PMSO recorrente praticamente estável (-0,4% a/a), enquanto perdas ficaram em 7,7% (estável t/t e abaixo do limite regulatório de 8,6%) e os indicadores de qualidade melhoraram, com DEC em 7,88 horas (de 8,14 horas em dez/25) e FEC em 5,36 (de 5,8 em dez/25). Em Geração, Transmissão e Comercialização, o EBITDA ajustado somou R$ 860,0 milhões (+10% a/a), com custos gerenciáveis -6% a/a e ganhos na comercialização (hidromodulação e exposição a preços no submercado Sul), parcialmente compensados por maior curtailment em 23,7% (de 15,7% no 2T25) e provisões para contingências de R$ 20,0 milhões (de R$ 5,0 milhões no 2T25). O lucro líquido recorrente foi de R$ 645,0 milhões (+42,6% a/a), enquanto a dívida líquida ajustada avançou para R$ 19,7 bilhões (de R$ 16,3 bilhões), levando a alavancagem a 2,9x (de 2,7x), apesar do caixa de R$ 3,8 bilhões e liquidez corrente de 1,3x (de 1,0x).
Nossa Visão: Sob a ótica de crédito, os números reforçam uma trajetória operacional estável no trimestre, com melhoria de EBITDA e de margem e boa execução em Distribuição, o que tende a sustentar a geração de caixa recorrente, embora a leitura venha acompanhada de um aumento de endividamento, com dívida líquida maior e alavancagem subindo para 2,9x, ainda em nível administrável, mas apontando para menor flexibilidade caso haja pressão adicional em Geração, Transmissão e Comercialização, onde o curtailment mais alto e maiores contingências podem adicionar volatilidade. A posição de caixa de R$ 3,8 bilhões e a melhora da liquidez corrente para 1,3x funcionam como amortecedor de curto prazo, mas o ponto de atenção segue na manutenção do equilíbrio entre investimentos e desalavancagem para evitar que o aumento marginal de alavancagem se torne tendência.
Destaques Financeiros
| Indicador | 2T26 | 1T26 | 2T25 | vs 2T25 | vs 1T26 |
|---|---|---|---|---|---|
| EBITDA (R$ mm) | 1.993,8 | 1.907,8 | 1.582,8 | +26,0% | +4,5% |
| EBITDA Recorrente (R$ mm) | 1.612,6 | 1.754,6 | 1.335,0 | +20,8% | -8,1% |
| Lucro Líquido (R$ mm) | 1.047,5 | 694,0 | 573,6 | +82,6% | +50,9% |
| Lucro Líquido Recorrente (R$ mm) | 645,1 | 638,9 | 452,4 | +42,6% | +1,0% |
| LPA Recorrente (R$) | 0,33 | 0,24 | 0,22 | +50,0% | +37,5% |
| ROE | 4,3% | 3,0% | 2,5% | +1,8 p.p. | +1,3 p.p. |
| Margem EBITDA | 28,8% | 28,0% | 25,4% | +3,4 p.p. | +0,8 p.p. |
| Margem EBITDA Recorrente | 27,1% | 27,5% | 24,7% | +2,4 p.p. | -0,4 p.p. |
| Endividamento do PL | 81,4% | 81,4% | 77,1% | +4,3 p.p. | 0,0 p.p. |
| Liquidez Corrente | 1,3 | 1,3 | 1,0 | +30,0% | 0,0 |
| Alavancagem (Dív. Líq./EBITDA Rec. LTM) | 2,9x | 2,8x | 2,9x | 0,0x | +0,1x |
| Dívida Líquida Ajustada (R$ mm) | 19.651 | 17.457 | 16.300 | +20,6% | +12,6% |
Os dados apresentados nas tabelas e gráficos foram elaborados com base nas informacoes divulgadas pela Companhia e podem divergir dos números reportados no relatorio de Equity Research, em função dos ajustes que a equipe de análise pode realizar a seu critério.
