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Sacre Investimentos
11 de ago. de 20263 min

Copel - Radar de Resultados 2T26

A Copel acelerou o desempenho operacional no 2T26, com EBITDA recorrente em alta e margem maior, enquanto a alavancagem subiu para 2,9x com aumento da dívida líquida.

Copel (CPLE3)

(Participação BTG Equity Research) · Resultado 2T26

Comentário de Resultado

A Copel reportou EBITDA recorrente de R$ 1,6 bilhão no 2T26 (+20,8% a/a), com margem EBITDA recorrente de 27,1% (de 24,7% no 2T25), refletindo principalmente a contribuição de Distribuição, cujo EBITDA ajustado foi de R$ 766,0 milhões (+34,5% a/a), sustentado por volume distribuído +7,3% a/a e controle de custos com PMSO recorrente praticamente estável (-0,4% a/a), enquanto perdas ficaram em 7,7% (estável t/t e abaixo do limite regulatório de 8,6%) e os indicadores de qualidade melhoraram, com DEC em 7,88 horas (de 8,14 horas em dez/25) e FEC em 5,36 (de 5,8 em dez/25). Em Geração, Transmissão e Comercialização, o EBITDA ajustado somou R$ 860,0 milhões (+10% a/a), com custos gerenciáveis -6% a/a e ganhos na comercialização (hidromodulação e exposição a preços no submercado Sul), parcialmente compensados por maior curtailment em 23,7% (de 15,7% no 2T25) e provisões para contingências de R$ 20,0 milhões (de R$ 5,0 milhões no 2T25). O lucro líquido recorrente foi de R$ 645,0 milhões (+42,6% a/a), enquanto a dívida líquida ajustada avançou para R$ 19,7 bilhões (de R$ 16,3 bilhões), levando a alavancagem a 2,9x (de 2,7x), apesar do caixa de R$ 3,8 bilhões e liquidez corrente de 1,3x (de 1,0x).

Nossa Visão: Sob a ótica de crédito, os números reforçam uma trajetória operacional estável no trimestre, com melhoria de EBITDA e de margem e boa execução em Distribuição, o que tende a sustentar a geração de caixa recorrente, embora a leitura venha acompanhada de um aumento de endividamento, com dívida líquida maior e alavancagem subindo para 2,9x, ainda em nível administrável, mas apontando para menor flexibilidade caso haja pressão adicional em Geração, Transmissão e Comercialização, onde o curtailment mais alto e maiores contingências podem adicionar volatilidade. A posição de caixa de R$ 3,8 bilhões e a melhora da liquidez corrente para 1,3x funcionam como amortecedor de curto prazo, mas o ponto de atenção segue na manutenção do equilíbrio entre investimentos e desalavancagem para evitar que o aumento marginal de alavancagem se torne tendência.

Principais indicadores

Cronograma de amortizacao e perfil da divida

Evolucao da alavancagem

Composicao acionaria

Destaques Financeiros

Indicador2T261T262T25vs 2T25vs 1T26
EBITDA (R$ mm)1.993,81.907,81.582,8+26,0%+4,5%
EBITDA Recorrente (R$ mm)1.612,61.754,61.335,0+20,8%-8,1%
Lucro Líquido (R$ mm)1.047,5694,0573,6+82,6%+50,9%
Lucro Líquido Recorrente (R$ mm)645,1638,9452,4+42,6%+1,0%
LPA Recorrente (R$)0,330,240,22+50,0%+37,5%
ROE4,3%3,0%2,5%+1,8 p.p.+1,3 p.p.
Margem EBITDA28,8%28,0%25,4%+3,4 p.p.+0,8 p.p.
Margem EBITDA Recorrente27,1%27,5%24,7%+2,4 p.p.-0,4 p.p.
Endividamento do PL81,4%81,4%77,1%+4,3 p.p.0,0 p.p.
Liquidez Corrente1,31,31,0+30,0%0,0
Alavancagem (Dív. Líq./EBITDA Rec. LTM)2,9x2,8x2,9x0,0x+0,1x
Dívida Líquida Ajustada (R$ mm)19.65117.45716.300+20,6%+12,6%

Acesse a analise completa.

Os dados apresentados nas tabelas e gráficos foram elaborados com base nas informacoes divulgadas pela Companhia e podem divergir dos números reportados no relatorio de Equity Research, em função dos ajustes que a equipe de análise pode realizar a seu critério.