Credit Pack – Unidas (4T25)
Ver Relatório CompletoCrescimento sustentado por GTF e seminovos, com aumento das margens operacionais
A companhia encerrou 2025 com receita líquida consolidada de R$ 7,3 bilhões (+13% a/a), principalmente devido aos segmentos: (i) GTF Leves, com receita de R$ 1,2 bilhão (+23% a/a), refletindo aumento de tarifa (+15% a/a), maior volume da frota locada (+7% a/a) apesar da diminuição da frota total (-5% a/a); (ii) GTF Pesados, com receita de R$ 1,0 bilhão (+9% a/a), impulsionada pela mudança no mix de contratos e aumento de tarifas (+11% a/a),mesmo com uma redução da frota locada (-2% a/a); e (iii) venda de seminovos, com receita de R$ 3,4 bilhões (+19% a/a), impulsionada pelo maior volume de vendas (+7% a/a) - decorrente da renovação de frota - bem como preços médios mais elevados no nicho de veículos leves (+9% a/a) e pesados (+1,1% a/a). O segmento de RaC apresentou receita de 1,7 bilhão (-1% a/a), impactado pela redução da frota locada média, que atingiu 36,9 mil (-8% a/a) e pela diminuição da frota total (-4,6% a/a), parcialmente compensada pelo aumento de tarifa (+7% a/a).
O EBITDA consolidado atingiu R$ 2,7 bilhões (+12% a/a), com margem de 67,9% (+2,6 p.p a/a), refletindo ganhos de eficiência, aumento de tarifas e melhor mix de contratos, com destaque para GTF Pesados, que apresentou a maior expansão de margem no período (69,8%; +3,8 p.p a/a). Apesar da redução de frota em alguns segmentos e do encerramento da operação de Full Service em pesados, a rentabilidade operacional mostrou evolução consistente.
Melhor performance do EBITDA e menor queima de caixa auxiliam no processo de desalavancagem
Apesar do leve aumento da dívida líquida para R$ 8,6 bilhões (+4% a/a), a alavancagem da Unidas encerrou o ano em 3,3x, redução de 0,2x em relação ao 4T24, refletindo o maior EBITDA no período e, portanto, permanecendo abaixo do limite de covenant de 4,0x. Se considerarmos os passivos de risco sacado e arrendamento, os níveis de alavancagem ainda permanecem próximos ao indicador reportado. No período, a companhia registrou consumo de caixa de R$ 64 milhões (vs. -R$ 476 milhões em 2024), pressionado pelo maior custo da dívida, com juros pagos de R$ 1,7 bilhão (+30% a/a), parcialmente compensados pelo menor consumo de capital de giro e pela redução do capex líquido para R$ 1,0 bilhão (-32% a/a), que reflete maior volume de vendas de frota, uma vez que o capex bruto permaneceu em patamar semelhante ao de 2024 (R$ 4,4 bilhões em 2025). Ainda assim, a melhora operacional contribuiu para a desalavancagem, enquanto a posição de liquidez cobre cerca de 80% das dívidas com vencimento até 2027.
Expansão operacional consistente, porém com custo da dívida limitando uma desalavancagem maior
Os resultados indicam melhora na rentabilidade operacional, com expansão de margens em todos os segmentos principais, sustentada por aumento de preços e eficiência, acompanhada de maior disciplina na alocação de capital. Por outro lado, o elevado custo da dívida segue pressionando o resultado líquido e o fluxo de caixa, limitando a velocidade de desalavancagem, apesar da melhora gradual nos indicadores.
