CSN - Radar de Resultados 2T26
CSN (CSNA3)
(Participação BTG Equity Research — CSN / CMIN) · Resultado 2T26
Comentário de Resultado
A receita líquida somou R$ 11,3 bilhões no 2T26, ante R$ 10,7 bilhões no 1T26, enquanto o EBITDA ajustado atingiu R$ 2,8 bilhões (+4,9% a/a), frente a R$ 2,6 bilhões no trimestre anterior. A margem EBITDA ajustada ficou praticamente estável em 23,4%, ante 23,5% no 1T26, refletindo a recuperação gradual de Aço, cuja margem EBITDA voltou a dois dígitos, alcançando 10,5%, ante 7,0% no 1T26. O desempenho também foi favorecido por Logística, com EBITDA de R$ 0,5 bilhão, ante R$ 0,4 bilhão no trimestre anterior, e por Energia, cujo EBITDA de R$ 0,2 bilhão foi beneficiado por uma receita não recorrente. Em Mineração (CMIN), o EBITDA ajustado ficou em R$ 1,0 bilhão, com queda t/t pressionada pelo aumento dos fretes, dos custos C1 e por uma parada de manutenção, apesar dos volumes de vendas de 11,8 milhões de toneladas, estáveis a/a. No balanço, a dívida líquida ajustada aumentou para R$ 42,1 bilhões, ante R$ 35,7 bilhões no 1T26, enquanto o caixa e as disponibilidades recuaram para R$ 15,9 bilhões, de R$ 19,3 bilhões. Com isso, a alavancagem avançou para 3,49x dívida líquida/EBITDA, ante 3,24x. O aumento da dívida líquida refletiu principalmente as amortizações de pré-pagamentos e o aporte de R$ 0,5 bilhão na Transnordestina, além de um consumo de caixa de aproximadamente R$ 0,7 bilhão no trimestre, desconsiderando o efeito de cerca de R$ 1,2 bilhão relacionado a adiantamentos de minério de ferro.
Nossa Visão
O trimestre mostra melhora operacional, mas com pouco avanço na estrutura de capital, com a alavancagem subindo marginalmente para 3,49x e o caixa recuando para R$ 15,9 bilhões. A geração de caixa permanece pressionada, com consumo de cerca de R$ 0,7 bilhão no trimestre, reforçando a necessidade de medidas para redução do endividamento. Apesar da recuperação do Aço, com margem EBITDA de 10,5%, e do suporte pontual de Energia, a piora em Mineração, pressionada por fretes e custos, mantém a geração operacional sensível a fatores exógenos. Nesse contexto, a principal via para a desalavancagem segue sendo a venda e monetização de ativos, cuja execução será determinante para uma redução mais significativa do endividamento.
Destaques Financeiros
| Indicador | 2T26 | 1T26 | 2T25 | vs 2T25 | vs 1T26 |
|---|---|---|---|---|---|
| Receita Líquida (R$ mm) | 11.306 | 10.606 | 10.696 | +5,7% | +6,6% |
| Lucro Bruto (R$ mm) | 2.931 | 2.523 | 2.728 | +7,5% | +16,2% |
| EBITDA Ajustado (R$ mm) | 2.773 | 2.646 | 2.643 | +4,9% | +4,8% |
| Margem EBITDA Ajustado | 23,4% | 23,9% | 23,5% | -0,1 p.p. | -0,5 p.p. |
| Vendas de Aco (mil t) | 1.182 | 1.116 | 1.013 | +16,7% | +5,9% |
| Vendas de Minerio (mil t) | 11.849 | 9.633 | 11.838 | +0,1% | +23,0% |
| Margem Aco | 10,5% | - | - | - | - |
| Dívida Líquida Ajustada (R$ mm) | 42.138 | 40.505 | 35.655 | +18,2% | +4,0% |
| Caixa/Disponibilidades (R$ mm) | 15.898 | 14.615 | 19.274 | -17,5% | +8,8% |
| Dív. Líq./EBITDA Ajustado | 3,49x | 3,36x | 3,24x | +0,25x | +0,13x |
| Capex Total (R$ mm) | 1.414 | 1.126 | 1.331 | +6,2% | +25,6% |
| Consumo de Caixa (R$ mm) | 700 | - | - | - | - |
Os dados apresentados nas tabelas e gráficos foram elaborados com base nas informacoes divulgadas pela Companhia e podem divergir dos números reportados no relatorio de Equity Research, em função dos ajustes que a equipe de análise pode realizar a seu critério.
