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Sacre Investimentos
13 de ago. de 20263 min

CSN - Radar de Resultados 2T26

A CSN elevou receita e EBITDA no 2T26, com margem EBITDA praticamente estável, enquanto a alavancagem aumentou para 3,49x, com maior dívida líquida e menor caixa.

CSN (CSNA3)

(Participação BTG Equity Research — CSN / CMIN) · Resultado 2T26

Comentário de Resultado

A receita líquida somou R$ 11,3 bilhões no 2T26, ante R$ 10,7 bilhões no 1T26, enquanto o EBITDA ajustado atingiu R$ 2,8 bilhões (+4,9% a/a), frente a R$ 2,6 bilhões no trimestre anterior. A margem EBITDA ajustada ficou praticamente estável em 23,4%, ante 23,5% no 1T26, refletindo a recuperação gradual de Aço, cuja margem EBITDA voltou a dois dígitos, alcançando 10,5%, ante 7,0% no 1T26. O desempenho também foi favorecido por Logística, com EBITDA de R$ 0,5 bilhão, ante R$ 0,4 bilhão no trimestre anterior, e por Energia, cujo EBITDA de R$ 0,2 bilhão foi beneficiado por uma receita não recorrente. Em Mineração (CMIN), o EBITDA ajustado ficou em R$ 1,0 bilhão, com queda t/t pressionada pelo aumento dos fretes, dos custos C1 e por uma parada de manutenção, apesar dos volumes de vendas de 11,8 milhões de toneladas, estáveis a/a. No balanço, a dívida líquida ajustada aumentou para R$ 42,1 bilhões, ante R$ 35,7 bilhões no 1T26, enquanto o caixa e as disponibilidades recuaram para R$ 15,9 bilhões, de R$ 19,3 bilhões. Com isso, a alavancagem avançou para 3,49x dívida líquida/EBITDA, ante 3,24x. O aumento da dívida líquida refletiu principalmente as amortizações de pré-pagamentos e o aporte de R$ 0,5 bilhão na Transnordestina, além de um consumo de caixa de aproximadamente R$ 0,7 bilhão no trimestre, desconsiderando o efeito de cerca de R$ 1,2 bilhão relacionado a adiantamentos de minério de ferro.

Nossa Visão

O trimestre mostra melhora operacional, mas com pouco avanço na estrutura de capital, com a alavancagem subindo marginalmente para 3,49x e o caixa recuando para R$ 15,9 bilhões. A geração de caixa permanece pressionada, com consumo de cerca de R$ 0,7 bilhão no trimestre, reforçando a necessidade de medidas para redução do endividamento. Apesar da recuperação do Aço, com margem EBITDA de 10,5%, e do suporte pontual de Energia, a piora em Mineração, pressionada por fretes e custos, mantém a geração operacional sensível a fatores exógenos. Nesse contexto, a principal via para a desalavancagem segue sendo a venda e monetização de ativos, cuja execução será determinante para uma redução mais significativa do endividamento.

Principais indicadores

Cronograma de amortizacao e perfil da divida

Evolucao da alavancagem

Composicao acionaria

Destaques Financeiros

Indicador2T261T262T25vs 2T25vs 1T26
Receita Líquida (R$ mm)11.30610.60610.696+5,7%+6,6%
Lucro Bruto (R$ mm)2.9312.5232.728+7,5%+16,2%
EBITDA Ajustado (R$ mm)2.7732.6462.643+4,9%+4,8%
Margem EBITDA Ajustado23,4%23,9%23,5%-0,1 p.p.-0,5 p.p.
Vendas de Aco (mil t)1.1821.1161.013+16,7%+5,9%
Vendas de Minerio (mil t)11.8499.63311.838+0,1%+23,0%
Margem Aco10,5%----
Dívida Líquida Ajustada (R$ mm)42.13840.50535.655+18,2%+4,0%
Caixa/Disponibilidades (R$ mm)15.89814.61519.274-17,5%+8,8%
Dív. Líq./EBITDA Ajustado3,49x3,36x3,24x+0,25x+0,13x
Capex Total (R$ mm)1.4141.1261.331+6,2%+25,6%
Consumo de Caixa (R$ mm)700----

Acesse a analise completa.

Os dados apresentados nas tabelas e gráficos foram elaborados com base nas informacoes divulgadas pela Companhia e podem divergir dos números reportados no relatorio de Equity Research, em função dos ajustes que a equipe de análise pode realizar a seu critério.