Energisa - Radar de Resultados 2T26
Energisa (ENGI11)
(Participação BTG Equity Research) · Resultado 2T26
Comentário de Resultado
No 2T26, a receita líquida totalizou R$ 9,2 bilhões, avançando +7,9% a/a e +25,6% t/t, enquanto o EBITDA reportado somou R$ 2,3 bilhões (+4,1% a/a e +9,1% t/t), refletindo um efeito não recorrente do acordo da ERO com o estado de Rondônia relacionado à dívida da CAERD, que adicionou R$ 489,0 milhões ao EBITDA e elevou as despesas financeiras líquidas em R$ 594,0 milhões, levando as despesas financeiras líquidas a R$ 1,8 bilhão no trimestre (ou R$ 1,2 bilhão excluindo o evento). Já o EBITDA ajustado ficou em R$ 2,0 bilhões, estável a/a (+0,6%) e -5,9% t/t, com margem EBITDA ajustada de 21,1%, queda de 1,5 p.p. a/a e 7,1 p.p. t/t, em um trimestre pressionado principalmente por distribuição, onde o EBITDA ajustado foi de R$ 1,7 bilhão e o volume cresceu +4,5% a/a, mas as perdas ficaram em 12,28% (abaixo do limite regulatório de 13,05%) e a alta de PMSO no segmento (+12% a/a, com aumentos de +40% a/a em EMT e +35% a/a em EMS) limitou a conversão operacional. Nos demais negócios, transmissão reportou EBITDA regulatório de R$ 164,0 milhões, (re)energisa, geração centralizada e serviços somaram R$ 40,0 milhões, e ES Gás ficou em R$ 58,0 milhões. No resultado final, a companhia teve prejuízo líquido de R$ 40,0 milhões no 2T26 (versus lucro de R$ 490,0 milhões no 2T25), enquanto, no acumulado do 6M26, a receita líquida ajustada atingiu R$ 14,6 bilhões (+6% a/a), o EBITDA ficou em R$ 4,6 bilhões (+1% a/a) com margem EBITDA em 25% (-2 p.p. a/a), o resultado financeiro piorou para -R$ 2,9 bilhões (+70% a/a) e o lucro líquido consolidado recuou para R$ 535,0 milhões (-65% a/a), com investimentos de R$ 3,3 bilhões (+11% a/a). Em estrutura de capital, o caixa era de R$ 12,8 bilhões em junho de 2026, a dívida líquida chegou a R$ 32,5 bilhões no 6M26 (+18% a/a) e a alavancagem encerrou o 2T26 em 3,1x dívida líquida/EBITDA, versus 3,5x no 1T26.
Nossa Visão: A alavancagem da Energisa apresentou melhora no trimestre, com a dívida líquida/EBITDA recuando de 3,5x no 1T26 para 3,1x no 2T26, apesar dos impactos não recorrentes relacionados ao acordo da ERO com o estado de Rondônia. Assim, houve uma redução de 0,4x t/t, indicando uma desalavancagem, mesmo que poluída por itens não recorrentes.
Cronograma de amortização da dívida bancaria e de emissao (R$ milhões).
Fonte: Companhia e BTG Pactual
Os dados apresentados nas tabelas e gráficos foram elaborados com base nas informações divulgadas pela Companhia e podem divergir dos números reportados no relatório de Equity Research, em função dos ajustes que a equipe de análise pode realizar a seu critério.
