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Sacre Investimentos
18 de ago. de 20263 min

Eneva - Radar de Resultados 2T26

A Eneva elevou a receita no 2T26, mas viu queda de EBITDA e compressão de margem, enquanto a alavancagem subiu para 3,2x com aumento da dívida líquida.

Eneva (ENEV3)

(Participação BTG Equity Research) · Resultado 2T26

Comentário de Resultado

A receita operacional líquida atingiu R$ 4,0 bilhões no 2T26 (+13,1% a/a), mas o EBITDA ICVM 527/12 recuou para R$ 1,2 bilhão (-25,8% a/a), com margem EBITDA de 31,2% (-16,3 p.p. a/a), refletindo principalmente o encerramento de contratos regulados das UTEs a gás do ES, a desconsolidação de Pecém II e maior incidência de ILPs, enquanto, no trimestre, houve ainda efeitos não caixa ligados à venda do ativo, com o EBITDA ajustado indicado em R$ 1,4 bilhão (-16,5% a/a) ao excluir R$ 128,0 milhões de custos não caixa relacionados a Pecém II e R$ 27,0 milhões de custos de indisponibilidade referentes ao 4T25. No resultado final, o lucro líquido reportado ficou em R$ 31,2 milhões (-91,4% a/a), apesar de despesas financeiras líquidas de R$ 637,0 milhões e imposto de renda positivo em R$ 48,0 milhões. Em caixa e dinâmica de investimentos, o fluxo de caixa operacional somou R$ 1,7 bilhão (+32,4% a/a), enquanto os investimentos ficaram em R$ 1,6 bilhão (estável a/a), com caixa de R$ 2,5 bilhões em jun/26, ao mesmo tempo em que a dívida líquida subiu para R$ 19,8 bilhões (+29,4% a/a), levando a alavancagem para 3,2x dívida líquida/EBITDA LTM (vs 2,7x no 2T25).

Nossa Visão: O resultado da Eneva no trimestre apresentou boa geração de caixa operacional, de R$ 1,7 bilhão (+32,4% a/a), e manutenção de um patamar adequado de liquidez, em R$ 2,5 bilhões, oferecendo suporte à execução do plano de investimentos da companhia. Por outro lado, o EBITDA recuou 25,8% a/a, com margem de 31,2%, refletindo principalmente despesas associadas ao encerramento de contratos emergenciais e os efeitos da conclusão do desinvestimento de um dos ativos da companhia. Nesse contexto, a elevação da dívida líquida para R$ 19,8 bilhões (ante R$ 18,5 bilhões no 1T26) e da alavancagem para 3,2x (vs. 2,8x no 1T26) merece acompanhamento, especialmente diante do volume relevante de Capex a ser realizado ao longo dos próximos trimestres. Esperamos, contudo, que a entrada em operação e a realização dos testes de projetos como Azulão e Parnaíba, a partir de 2027, contribuam para o fortalecimento da geração de caixa da companhia à medida que o ciclo de investimentos avance.

Principais indicadores

Cronograma de amortizacao e perfil da divida

Evolucao da alavancagem

Composicao acionaria

Destaques Financeiros

Indicador2T262T25Var.6M266M25Var.
Receita Operacional Líquida3.9763.514+13,1%8.6587.938+9,1%
EBITDA ICVM 527/121.2391.668-25,8%2.9293.196-8,3%
Margem EBITDA31,2%47,5%-16,3 p.p.33,8%40,3%-6,4 p.p.
Resultado Líquido Eneva31365-91,4%554749-26,0%
Investimentos (Competência)1.5901.589+0,1%3.6412.449+48,7%
Fluxo de Caixa Operacional1.6801.268+32,4%3.1922.287+39,6%
Dívida Líquida19,815,3+29,4%---
Dív. Líq./EBITDA LTM3,18x2,71x+0,47x---

1) Investimentos excluem o capex da UTE Pecém II após a desconsolidação do ativo da Eneva ao final do 1T26, no processo de venda.

2) Dívida líquida: dívida bruta menos caixa, equivalentes de caixa e títulos e valores mobiliários.

3) EBITDA acumulado conforme ICVM 527/12 nos últimos 12 meses (LTM). No 2T25, inclui resultado LTM de ativos adquiridos no 4T24, conforme covenant aprovado pelos credores.

Acesse a analise completa.

Os dados apresentados nas tabelas e graficos foram elaborados com base nas informações divulgadas pela Companhia e podem divergir dos números reportados no relatório de Equity Research, em função dos ajustes que a equipe de análise pode realizar a seu critério. A composição da estrutura acionária da companhia foi construída com base nas informações divulgadas no site de Relacionamento com Investidores da companhia na data de geração do material.