Estratégia Brasil: O que você precisa saber antes das eleições de 2026
Ver Relatório CompletoCandidatos definidos; campanha oficial acaba de começar
Com o encerramento do período de convenções em 5 de agosto, os partidos definiram seus candidatos e alianças presidenciais. Os registros de candidatura foram protocolados até 15 de agosto, e a campanha eleitoral oficial teve início em 16 de agosto. A propaganda gratuita em rádio e televisão está prevista para ocorrer entre 28 de agosto e 1º de outubro. O primeiro turno será realizado em 4 de outubro e, caso necessário, o segundo turno ocorrerá em 25 de outubro. Os dois principais concorrentes são o presidente Lula, do PT, que disputa a reeleição tendo novamente Geraldo Alckmin como candidato a vice-presidente, e o PL, que confirmou o senador Flávio Bolsonaro como candidato à Presidência, com o deputado federal Alfredo Gaspar como candidato a vice-presidente. Além da eleição presidencial, os eleitores escolherão 27 governadores, os 513 deputados federais e 54 dos 81 senadores. O Brasil possui aproximadamente 159 milhões de eleitores aptos a votar.
Campanha é financiada quase exclusivamente com recursos públicos
Os recursos de campanha são parte central da disputa eleitoral. Desde a proibição das doações empresariais em 2015, as campanhas passaram a ser financiadas principalmente por recursos públicos, por meio do Fundo Especial de Financiamento de Campanha (FEFC). A maior parte dos R$ 5 bilhões disponíveis no fundo é destinada aos partidos de maior porte. Apenas 2% do montante é distribuído igualmente entre todos os partidos, enquanto os outros 98% refletem o desempenho eleitoral e a representação no Congresso Nacional. Desse total, 35% são distribuídos de acordo com a votação obtida na última eleição para a Câmara dos Deputados, 48% com base na representação na Câmara e 15% conforme a representação no Senado. O PL, do senador Bolsonaro, receberá aproximadamente R$ 882 milhões, enquanto o PT, do presidente Lula, terá acesso a cerca de R$ 615 milhões.
TV e rádio seguem relevantes, mas menos decisivos
O tempo de propaganda em rádio e televisão seguirá a mesma lógica básica das eleições anteriores: 10% serão divididos igualmente entre os partidos e federações que atingiram a cláusula de desempenho, enquanto 90% serão distribuídos proporcionalmente ao número de deputados federais eleitos em 2022. Nas coligações presidenciais, apenas os seis maiores partidos ou federações de cada aliança contam para o cálculo da distribuição proporcional. Embora a propaganda gratuita em rádio e TV tenha perdido parte de sua relevância à medida que os eleitores passaram a consumir mais conteúdo político em plataformas digitais, ela continua desempenhando papel importante no reconhecimento dos candidatos. Com base na configuração atual, o presidente Lula deverá contar com aproximadamente 5 minutos e 32 segundos em cada bloco eleitoral presidencial, contra 4 minutos e 20 segundos para o senador Flávio Bolsonaro e 2 minutos e 2 segundos para Ronaldo Caiado.
Uma disputa altamente polarizada e equilibrada
A corrida presidencial brasileira caminha novamente para uma disputa altamente polarizada. O presidente Lula segue liderando as pesquisas nacionais mais recentes, mas o cenário permanece equilibrado, com vantagem relativamente estreita na maior parte das simulações de segundo turno. Na média, os cenários de primeiro turno apontam uma liderança de aproximadamente 7,5 pontos percentuais para Lula. Entretanto, essa diferença cai para cerca de 4,2 pontos percentuais nas simulações de segundo turno, com algumas pesquisas mais recentes indicando uma vantagem de apenas 3 pontos percentuais.
