Fed Watch – Março 2026 | BTG Pactual
Ver Relatório CompletoResumo: O FOMC decidiu manter a taxa de juros no intervalo de 3,50% a 3,75% em sua reunião de março, confirmando a pausa já sinalizada após a decisão de janeiro. A decisão reflete um Comitê com postura mais hawkish, influenciada por choques energéticos de natureza geopolítica e pela resiliência da inflação de serviços. Nesse contexto, o Comitê julga apropriado acompanhar a evolução dos dados antes de realizar novos ajustes na política monetária. Avaliamos que, diante da adição de incertezas domésticas e externas, o Comitê dificilmente terá convicção suficiente para retomar o ciclo de cortes já em junho, cenário que, no início do ano, era nosso base.
Nossa visão: A coletiva reforçou a percepção de que o Fed passou a operar com uma função de reação mais assimétrica: a inflação ainda elevada e o risco de novos choques de oferta elevam o limiar para cortes.
Avaliamos que, diante das incertezas domésticas — como o nível final das tarifas, o momento em que Kevin Warsh assumirá a presidência do Fed e a persistência da inflação de serviços, somadas às incertezas externas, em especial o recente choque nos preços do petróleo (cuja magnitude, duração e efeitos secundários ainda são incertos), nossa convicção em relação ao cenário-base inicial (com cortes em junho e setembro) diminuiu. O viés, agora, passa a ser de postergação ou até mesmo de retirada dos cortes ao longo de 2026.
Condicionamos a concretização do cenário base atual de corte de juros em junho e setembro à retomada de um progresso mais claro no processo de desinflação, à manutenção das expectativas de longo prazo ancoradas e a evidências mais concretas de dissipação dos riscos associados ao choque do petróleo e às tarifas. Até lá, a mensagem central deve permanecer de cautela: o Fed segue em compasso de espera, com viés hawkish.
Em anexo, segue nosso relatório completo.
BTG Pactual Macro Strategy
