FS Biocombustíveis - Nota de Crédito
Ver Relatório CompletoFS Bio – Mudança na estratégia de expansão reflete no DOWNGRADE DE rating
No dia 10 de julho de 2026 a Fitch rebaixou os ratings em moeda local e estrangeira da FS Bio para B+, de BB-, e seus Ratings Nacionais de Longo Prazo para ‘A (bra)’, de ‘AA- (bra), com perspectiva Estável. Ainda, a Fitch também rebaixou os ratings em moeda local e estrangeira da Andre Maggi Participações (Amaggi) para 'BB-', de 'BB', e seu Rating Nacional de Longo Prazo para 'AA (bra)', de 'AA+ (bra).
Esse movimento está bastante em linha com nosso último relatório publicado no dia 18 de junho de 2026 “Resultados (4T26) - FS Biocombustíveis” (leia aqui), sendo reflexo da mudança estratégica para um crescimento mais acelerado com a antecipação da quinta planta, como mencionado no relatório que assim promoveria um aumento da alavancagem acima do inicialmente previsto.
Nossa opinião
A FS encerrou o ano com forte execução operacional, reportando EBITDA de R$ 3,5 bilhões (+31% a/a), lucro líquido de R$ 1,6 bilhão (+71% a/a) e alavancagem líquida de 2,5x, sustentados por preços favoráveis do etanol, disciplina na compra de milho e elevada disponibilidade operacional. O anúncio da planta de Querência, menos de um ano após Campo Novo do Parecis, altera a tese de crédito de curto prazo ao transformar a expansão em um ciclo simultâneo, elevando de forma relevante o capex projetado para o FY27, pressionando a alavancagem e postergando a normalização do balanço. Ainda assim, funding, liquidez e execução seguem como pontos fortes, com R$ 4,4 bilhões em caixa no FY26, liquidez proforma entre R$ 6,5 bilhões e R$ 7,0 bilhões e projetos já em estágio avançado.
A revisão de crédito decorre menos de risco de financiamento e mais da postura financeira da companhia, que ao combinar a nova expansão com distribuição de dividendos, consome a flexibilidade adicional gerada pela transação com a Amaggi, o que direcionou também o movimento de rebaixamento por parte da agência de rating. Com isso, a alavancagem projetada em nosso relatório sobe para 4,0x no FY27, antes de iniciar redução gradual. Embora o perfil de crédito de longo prazo siga sólido, a aceleração da expansão adia a desalavancagem e reduz o potencial de compressão adicional de spreads de seus papéis, levando a uma postura mais conservadora/neutra de alocação em seus ativos.
