Global Asset Strategy | Agosto 2026
Ver Relatório CompletoCenário EUA
Julho foi marcado pela retomada do choque de energia, após a deterioração das relações entre Estados Unidos e Irã e o novo fechamento do Estreito de Hormuz. Ainda assim, a economia americana permanece resiliente: embora o PIB tenha avançado 1,5% no 2T26, sua composição mostrou consumo firme e continuidade do capex em IA. O núcleo do PCE desacelerou, mas o supernúcleo elevado e a energia mantêm riscos altistas para a inflação. Nesse ambiente, o Fed manteve os juros entre 3,50% e 3,75%, com três dissidentes favoráveis a uma alta. Apesar da leitura dovish da comunicação de Warsh, seguimos esperando altas de 25 bps em setembro e dezembro.
Cenário Europa & Ásia
Na Zona do Euro, o ECB manteve a taxa de depósito em 2,25% após a alta de junho. A inflação segue resistente, com o índice cheio e o núcleo acima de níveis confortáveis, enquanto a atividade permanece mista e a fraqueza da demanda final mantém o crescimento contido. Essa combinação sustenta uma postura cautelosa e a expectativa de apenas mais uma alta neste ano. Na China, a economia segue dividida, com exportações, manufatura e tecnologia resilientes, mas consumo, investimento e crédito privado frágeis. No Japão, inflação e salários elevados preservam o viés de aperto do BoJ e aumentam a possibilidade de uma nova alta antes do intervalo semestral habitual.
Estratégia Renda Fixa & Renda Variável.
Em renda fixa, a inclinação da curva americana abriu espaço para elevar gradualmente a duration para entre cinco e cinco anos e meio, ainda abaixo do benchmark de sete anos. Mantemos o overweight na classe, com retorno concentrado no carry, e reduzimos IG corporativo em favor de títulos soberanos e TIPS, preservando a sobrealocação em IG total e a neutralidade em high yield.
Em renda variável, apesar da correção provocada pela geopolítica, pelos juros elevados e pelas dúvidas sobre o retorno do capex, os resultados seguem construtivos, sobretudo em IA. Mantemos postura neutra para equities e reduzimos o excesso de concentração nos Estados Unidos, que continuam sendo o núcleo da sobrealocação, complementado pela posição neutra em Ásia emergente.
BTG Pactual Macro Strategy
