Global Asset Strategy | Janeiro 2026
Ver Relatório CompletoCenário EUA
Em 2026, para a economia, vemos mais suporte do que ventos contrários, com projeção de crescimento do PIB real (2,3%). No que tange aos mandatos do Fed, o mercado de trabalho deve transitar de um perfil de “no-hire, no-fire” para uma normalização gradual. Por sua vez, a inflação deve mover-se de um ambiente distorcido por tarifas para um padrão mais limpo de desinflação no segundo semestre. Nesse contexto, o Fed deve seguir calibrando a política monetária para mantê-la no nível neutro, praticando dois cortes de 25 bps em 2026 (junho e setembro). No cenário político, as Mid-term elections, em novembro, adicionam uma camada de atenção à narrativa americana.
Cenário Europa & China
Na Zona do Euro, esperamos que a demanda doméstica siga sustentada pelo mercado de trabalho resiliente. Sobre a inflação, projetamos alguma desaceleração à frente, mas com balanço de riscos equilibrado. Nesse ambiente, julgamos que não há espaço para novos cortes de juros pelo BCE em 2026.
Na China, em 2026, o setor externo deve seguir como o principal vetor de crescimento da economia, enquanto, internamente, a demanda das famílias permanece enfraquecida. O investimento residencial também deverá permanecer pressionado. Por outro lado, o investimento em infraestrutura deve receber apoio adicional pelos governos locais.
Estratégia Renda Fixa & Renda Variável.
Em Renda Fixa, seguimos projetando volatilidade no mercado de juros no curto prazo. Esse contexto exige uma gestão mais próxima de duration e de risco de crédito, com preferência por ativos de maior qualidade. Mantemos a duration abaixo do benchmark de sete anos, atualmente em cinco anos.
Em Renda Variável, reconhecemos que 2026 terá um desafio adicional relativamente aos últimos anos, com o valuation ainda como ponto de atenção, permanecendo acima da média dos últimos cinco anos. Para o posicionamento tático e estratégico em 2026, a nossa expectativa de retorno sustenta a sobrealocação geográfica nos Estados Unidos, financiada por uma subalocação na Europa e nos mercados emergentes.
BTG Pactual Macro Strategy
