ISA Energia - Radar de Resultados 3T26
ISA Energia (ISAE4)
(Participação BTG Equity Research) · Resultado 3T26
Comentário de Resultado
A receita líquida somou R$ 1,5 bilhão no 3T26, alta de 21% em relação ao 2T26, enquanto o EBITDA ajustado, excluindo o ganho não recorrente da troca de ativos Madeira/Garanhuns, atingiu R$ 1,3 bilhão, também acima do trimestre anterior, com margem EBITDA ajustada de 82,7%. O resultado passou a refletir a consolidação da linha de transmissão do Madeira a partir de agosto, que contribuiu com R$ 132,0 milhões para a receita, além do efeito positivo de R$ 150,1 milhões referente à parcela de ajuste aprovada no último reajuste tarifário. O lucro líquido ajustado foi de R$ 625,0 milhões, ante R$ 435,0 milhões no trimestre anterior, enquanto as despesas financeiras líquidas totalizaram R$ 348,0 milhões. No balanço, a alavancagem recuou para 3,5x Dívida Líquida/EBITDA, ante 3,78x no 2T26. A posição de caixa avançou para R$ 3,0 bilhões em setembro de 2026, frente a R$ 2,4 bilhões no trimestre anterior, enquanto o custo médio da dívida caiu de 12,36% para 11,8% ao ano. Além disso, a companhia segue acompanhando o tema SEFAZ, com quatro audiências de mediação realizadas em 2026 e uma nova rodada prevista para 2027. Os recebíveis relacionados ao tema somam R$ 2,9 bilhões, enquanto a provisão registrada é de R$ 516,0 milhões, sem atualização monetária.
Nossa Visão:
Do ponto de vista de crédito, houve redução da alavancagem para 3,50x Dívida Líquida/EBITDA, ante 3,78x no 2T26, embora a dívida bruta tenha aumentado em função das captações por meio das 23ª e 24ª emissões de debêntures institucionais, que totalizaram R$ 2,5 bilhões a CDI + 0,42% a.a. O cronograma de amortização permanece alongado, com cerca de 90% dos vencimentos concentrados a partir de 2030, enquanto o caixa e equivalentes de R$ 2,97 bilhões reforçam a posição de liquidez. Adicionalmente, a operação de liability management da 21ª emissão, realizada no 1T26, combinada à redução das taxas de CDI e IPCA, contribuiu para a queda do custo médio nominal da dívida para 11,80% a.a. (7,27% em termos reais, considerando o IPCA acumulado). A companhia também manteve desempenho operacional robusto, com EBITDA ajustado de aproximadamente R$ 1,25 bilhão. Nesse contexto, seguiremos acompanhando a evolução do Capex, a execução dos projetos e os desdobramentos da disputa com a SEFAZ, envolvendo recebíveis de aproximadamente R$ 2,87 bilhões.
Composição Acionária
Destaques Financeiros
| Indicador | 3T26 | 2T26 | vs 2T26 | 3T25 | vs 3T25 |
|---|---|---|---|---|---|
| Receita Líquida | 1.510 | 1.243 | +21% | 1.290 | +17% |
| EBITDA Ajustado | 1.250 | 967 | +29% | 1.050 | +19% |
| Margem EBITDA Ajustada | 82,8% | 77,8% | +5,0 p.p. | 81,4% | +1,4 p.p. |
| Lucro Líquido Ajustado | 625 | 174 | +259% | 435 | +44% |
| Dív. Líq./EBITDA | 3,50x | 3,78x | -0,28x | 3,72x | -0,22x |
| Caixa e Equivalentes | 2.968 | 1.800 | +65% | 2.400 | +24% |
| Recebíveis SEFAZ | 2.870 | 2.870 | 0% | 2.870 | 0% |
| Provisão SEFAZ | 516 | 516 | 0% | 516 | 0% |
Valores em R$ milhões, exceto margens e alavancagem.
EBITDA ajustado exclui ganho nao recorrente da troca Madeira/Garanhuns.
Os dados apresentados nas tabelas e graficos foram elaborados com base nas informações divulgadas pela Companhia e podem divergir dos números reportados no relatório de Equity Research, em função dos ajustes que a equipe de análise pode realizar a seu critério. A composição da estrutura acionária da companhia foi construída com base nas informações divulgadas no site de Relacionamento com Investidores da companhia na data de geração do material.
