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Sacre Investimentos
16 de set. de 20264 min

Mineração & Siderurgia: Um evento pontual ou sinais de melhora?

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Recebemos os dados do Instituto Aço Brasil (IaBr) referentes a agosto, que mostraram um resultado um pouco melhor do que o temido para a indústria siderúrgica brasileira, com as vendas domésticas apresentando crescimento positivo a/a enquanto as importações permaneceram bastante abaixo dos níveis observados no ano passado. As vendas domésticas de aço atingiram 1,86 milhão de toneladas, alta de 1,8% a/a e praticamente estáveis t/t, com a melhora novamente concentrada nos aços planos, cujas vendas cresceram 6,2% a/a. Do lado das importações, os volumes atingiram 395 mil toneladas, queda de 19,5% a/a, prolongando o movimento de redução observado nos últimos meses, embora ligeiramente acima do nível registrado em julho. De forma geral, enxergamos agosto como mais um passo na direção correta, mas ainda evitaríamos classificar esse movimento como uma recuperação significativa da demanda, com o consumo aparente acumulado no ano recuando 4,2% e os aços longos permanecendo particularmente fracos. Olhando para frente, o principal evento para o setor continua sendo a potencial implementação de medidas antidumping para bobinas laminadas a quente (HRC), cuja decisão é esperada até o final do ano. Dentro do setor, continuamos preferindo as duas empresas que temos defendido há mais tempo, dada sua menor exposição ao mercado brasileiro. A Ternium negocia a aproximadamente 3,4x EV/EBITDA estimado para 2027 e oferece um yield de geração de fluxo de caixa de aproximadamente 14%, enquanto a Gerdau negocia a aproximadamente 3,9x EV/EBITDA estimado para 2027 e um yield de geração de fluxo de caixa de aproximadamente 10%. Reiteramos nossa recomendação de Compra para ambas.

Melhor do que o temido; vendas domésticas melhoram; importações caem

Recebemos os dados do Instituto Aço Brasil (IaBr) referentes a agosto, que mostraram um resultado um pouco melhor do que o temido para a indústria siderúrgica brasileira, com as vendas domésticas apresentando crescimento positivo a/a enquanto as importações permaneceram bastante abaixo dos níveis observados no ano passado. As vendas domésticas de aço atingiram 1,86 milhão de toneladas, alta de 1,8% a/a e praticamente estáveis t/t, com a melhora novamente concentrada nos aços planos, cujas vendas cresceram 6,2% a/a. Do lado das importações, os volumes atingiram 395 mil toneladas, queda de 19,5% a/a, prolongando o movimento de redução observado nos últimos meses, embora ligeiramente acima do nível registrado em julho. De forma geral, enxergamos agosto como mais um passo na direção correta, mas ainda evitaríamos classificar esse movimento como uma recuperação significativa da demanda, com o consumo aparente acumulado no ano recuando 4,2% e os aços longos permanecendo particularmente fracos. Olhando para frente, o principal evento para o setor continua sendo a potencial implementação de medidas antidumping para bobinas laminadas a quente (HRC), cuja decisão é esperada até o final do ano. Dentro do setor, continuamos preferindo as duas empresas que temos defendido há mais tempo, dada sua menor exposição ao mercado brasileiro. A Ternium negocia a aproximadamente 3,4x EV/EBITDA estimado para 2027 e oferece um yield de geração de fluxo de caixa de aproximadamente 14%, enquanto a Gerdau negocia a aproximadamente 3,9x EV/EBITDA estimado para 2027 e um yield de geração de fluxo de caixa de aproximadamente 10%. Reiteramos nossa recomendação de Compra para ambas.

Demanda em duas velocidades; aços planos fortes, aços longos fracos

As vendas domésticas de aço apresentaram um desempenho razoável em agosto, atingindo 1,86 milhão de toneladas, alta de 1,8% a/a e praticamente estáveis t/t. A melhora voltou a se concentrar nos aços planos, cujos embarques cresceram 6,2% a/a, para 1,11 milhão de toneladas, enquanto as vendas de aços longos permaneceram mais fracas, com queda de 3,2% a/a para 737 mil toneladas. No acumulado do ano, as vendas domésticas agora apresentam leve crescimento (+0,3% a/a), embora a demanda aparente ainda esteja em queda de aproximadamente 5%, refletindo um ambiente de demanda subjacente ainda fraco, especialmente em aços longos (-6,4% no acumulado do ano), além de menores importações.

As importações continuam caindo...

As importações continuaram evoluindo na direção correta, totalizando 395 mil toneladas em agosto, queda de 19,5% a/a, embora ligeiramente acima dos níveis de julho. A redução foi impulsionada pelos aços planos (-17% a/a), enquanto as importações de aços longos cresceram 21%. Mais importante, a tendência acumulada no ano continua melhorando, com as importações totais recuando 20,2% a/a e a penetração das importações diminuindo para 18,5%, ante 22,1% no ano anterior. A penetração das importações de aços planos caiu de forma ainda mais relevante, para 17%, ante 21%. Apesar da melhora, a penetração das importações continua historicamente elevada, sugerindo que ainda existe espaço relevante para os produtores nacionais recuperarem participação de mercado caso a normalização recente das importações continue. Olhando para frente, as principais variáveis a monitorar são: a capacidade das autoridades de fechar brechas relacionadas à triangulação e reclassificação de NCMs, a decisão final sobre as medidas antidumping para HRC esperada até o final do ano e se os embarques domésticos ganharão tração durante o segundo semestre de 2026 (os indicadores de demanda vêm enfraquecendo de forma disseminada...). Em resumo, agosto foi um resultado incrementalmente positivo para os produtores domésticos de aços planos, mas o ambiente de demanda fraca, a forte inflação de custos (principalmente frete) e o ambiente de preços pressionado continuam sendo as principais limitações para uma reprecificação mais significativa no curto prazo.

Ativos Analisados

BR
BRAP4
Bradespar
NEUTRO
Alvo: R$ 12.00
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CBAV3
CBA
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CMIN3
CSN Mineração
NEUTRO
Alvo: R$ 6.50
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CSNA3
CSN
NEUTRO
Alvo: R$ 10.00
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GGBR4
Gerdau
COMPRA
Alvo: R$ 28.00
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GOAU4
Metalurgica Gerdau
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USIM5
Usiminas
NEUTRO
Alvo: R$ 10.00
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VALE3
Vale