Movida - Radar de Resultados 3T26
Movida (MOVI3)
(Participação BTG Equity Research) · Resultado 3T26
Comentário de Resultado
A receita líquida somou R$ 3,9 bilhões no 3T26, alta de 2,8% a/a e de 2,8% t/t, enquanto o EBITDA avançou para R$ 1,8 bilhão, alta de 21,4% a/a e de 6,4% t/t, com margem EBITDA de 46,4%, expansão de 7,1 p.p. a/a e de 1,6 p.p. t/t, ao passo que o lucro líquido atingiu R$ 152,1 milhões, crescimento de 117,3% a/a e de 12,2% t/t. No RAC, a receita líquida foi de R$ 1,2 bilhão, alta de 23,8% a/a e de 5,6% t/t, sustentada por 7,4 milhões de diárias, alta de 22,3% a/a, diária média de R$ 167,0, alta de 4,9% a/a, e ocupação de 78%, 5,9 p.p. acima do 3T25, enquanto a margem EBITDA ficou em 69,1%, alta de 0,7 p.p. a/a e de 1,4 p.p. t/t. Em GTF, a receita líquida atingiu R$ 1,2 bilhão, alta de 15,0% a/a e de 3,4% t/t, com EBITDA de R$ 942,0 milhões, alta de 19,1% a/a e de 5,2% t/t, e margem de 79,3%, expansão de 2,7 p.p. a/a e de 1,4 p.p. t/t, refletindo diária média de R$ 108,6, alta de 10,1% a/a, e 12,3 milhões de diárias, alta de 4,5% a/a. Por outro lado, Seminovos permaneceu mais fraco, com receita líquida de R$ 1,5 bilhão, queda de 16,2% a/a, 20,1 mil veículos vendidos, queda de 18,1% a/a, e margem EBITDA de 1,1%, estável, embora a margem bruta tenha ficado em 5,8%, alta de 0,9 p.p. a/a, sustentada por maior participação do varejo. A frota consolidada encerrou o trimestre em 294 mil veículos, ante 286 mil no 2T26, a idade média da frota de RAC caiu para 12 meses, queda de 4% t/t, e o capex líquido recuou para R$ 1,4 bilhão, versus R$ 2,4 bilhões no trimestre anterior. Na estrutura de capital, a dívida bruta subiu para R$ 21,0 bilhões, ante R$ 20,6 bilhões no 2T26, e a dívida líquida avançou para R$ 17,5 bilhões, ante R$ 17,2 bilhões, enquanto o caixa alcançou R$ 3,5 bilhões e a alavancagem reportada caiu para 2,56x, versus 2,74x no 3T25, com a alavancagem ajustada recuando para 3,8x, ante 3,9x no 2T26.
Nossa Visão
A geração de caixa foi pressionada pelo custo da dívida ainda elevado e pela expansão dos investimentos em frota, enquanto o endividamento aumentou em função de captações associadas à gestão de passivos, incluindo a 28ª e a 29ª emissões de debêntures no 3T26. Por outro lado, houve evolução das margens no RAC e no GTF, apesar da desaceleração nas vendas de seminovos, contribuindo para uma melhora gradual das condições operacionais. A companhia encerrou o trimestre com caixa robusto de R$ 3,5 bilhões e avançou na gestão de passivos, com queda do spread médio da dívida (CDI+) de 1,9% a.a. no 3T25 para 1,8% a.a. no 3T26, além do alongamento do prazo médio de 3,2 para 4,2 anos. A alavancagem reportada recuou de 2,74x no 3T25 para 2,56x no 3T26, atingindo o menor nível em seis anos e permanecendo abaixo do covenant de 3,5x, enquanto a alavancagem ajustada (considerando passivos das montadoras) recuou de 4,0x no 2T26 para 3,8x no 3T26. Nesse contexto, a redução da alavancagem segue como prioridade, e continuaremos acompanhando a evolução do Capex, o ritmo de desmobilização da frota via venda de seminovos e o custo da dívida em um cenário de juros elevados por mais tempo.
Os dados apresentados nas tabelas e graficos foram elaborados com base nas informações divulgadas pela Companhia e podem divergir dos números reportados no relatório de Equity Research, em função dos ajustes que a equipe de análise pode realizar a seu critério. A composição da estrutura acionária da companhia foi construída com base nas informações divulgadas no site de Relacionamento com Investidores da companhia na data de geração do material.
