Pular para o conteúdo principal
Sacre Investimentos
01 de jul. de 20267 min

Radar Diário de Ações - 01/07/26

Confira os principais acontecimentos das empresas sob nossa cobertura.

Estratégia (Carlos Sequeira, CFA / Leonardo Correa / Antonio Junqueira, CFA / Osni Carfi / Bruno Ferreira / Bruno Henriques)

  • Carteira recomendada de ações – 10SIM

Reduzindo marginalmente o risco

As ações brasileiras perderam espaço perante os investidores estrangeiros. Com a inflação acima da meta, o Banco Central do Brasil tem pouco espaço para cortar os juros. E com os juros de curto prazo prestes a subir nos EUA, isso limita ainda mais a sua capacidade de reduzir as taxas de juros locais. Ao mesmo tempo, o aumento dos gastos do governo às vésperas das eleições presidenciais de outubro está pressionando as taxas reais de longo prazo, que encerraram junho em 7,9%. Embora as ações brasileiras pareçam baratas, um cenário mais incerto pela frente e a ausência de claros catalisadores de curto prazo nos levaram a tornar a carteira 10SIM um pouco mais defensiva.

Reduzindo exposição a ações de maior duration; adicionando Ambev

Estamos reduzindo nossa exposição a ações de fluxo de caixa de maior duration ao retirar Localiza e Equatorial da carteira, mantendo 20% da Carteira 10SIM em serviços básicos (geradoras de energia Eneva e Axia) e outros 10% em Motiva (negociada a uma TIR real de 13%). Também estamos adicionando a fabricante de bebidas Ambev, após um longo período. A Ambev adiciona uma posição defensiva à nossa carteira com uma combinação de balanço patrimonial sólido, negócio resiliente, forte geração de caixa e dividend yield atrativo (7,5%). Com um portfólio único de marcas difícil de ser igualado pela concorrência, a Ambev está agora muito bem-posicionada para recuperar participação de mercado.

Allos está de volta; aumentando exposição ao segmento de baixa renda via Cury

A operadora de shoppings Allos volta à Carteira 10SIM com uma participação de 5%. Allos tem um modelo de negócios previsível, oferece proteção contra a inflação e está sendo negociada a um dividend yield de 13% e uma TIR real de 13%. Ainda no setor imobiliário, estamos aumentando nossa exposição a construtoras de baixa renda ao aumentar o peso da Cury de 5% para 10%.

 

Mantendo Petrobras por mais um mês

Estamos mantendo a Petrobras na Carteira 10SIM por mais um mês, como hedge em caso de deterioração nas condições geopolíticas no Oriente Médio. Além disso, mesmo com o petróleo a US$70, o dividend yield de 2026 pode atingir ~11% e os resultados trimestrais devem ser fortes. A fabricante de aeronaves Embraer, Itaú e a desenvolvedora de software Totvs completam a Carteira 10SIM.

 

  • Carteira recomendada de ações – Small Caps

As novidades

Banco Inter e Marcopolo são as novidades da carteira neste mês.

Quem permanece e quem sai

Copasa, Sanepar, Smartfit, 3tentos, Orizon, Tenda, Pague Menos e Bemobi permanecem na carteira, enquanto Banco Pine e SBF deixam a seleção

 

Estratégia (Bruno Henriques / Marcel Zambello)

  • Carteira recomendada de ações – Dividendos

Mudanças para julho

Para a carteira de julho, retiramos os papéis de Motiva (MOTV3) e Equatorial (EQTL3), abrindo espaço para a inclusão de Tim (TIMS3) e Ambev (ABEV3).

Performance

Em junho, nossa Carteira Recomendada de Dividendos apresentou uma performance de 3,6%, contra 1,8% do IDIV e -1,0% do IBOV. Desde o dia 8 de novembro de 2019, a nossa Carteira Recomendada de Dividendos acumula uma rentabilidade de 157,0%, contra 100,7% do IDIV e 59,8% do IBOV.

Estratégia (Bruno Henriques / Marcel Zambello)

  • Carteira recomendada de Ações Internacionais

EUA: um novo cenário

O segundo semestre começa em um ambiente macro mais favorável para os ativos de risco, impulsionado pela normalização do mercado de petróleo após o acordo entre Estados Unidos e Irã, que reduziu as pressões sobre os preços da energia e ajudou a melhorar as expectativas para a inflação. Ao mesmo tempo, a economia americana continua demonstrando resiliência, sustentada por um mercado de trabalho aquecido, consumo robusto e pelo ciclo estrutural de investimentos em inteligência artificial, fatores que reforçam nossa expectativa de crescimento de 2,75% do PIB norte americano em 2026.

A mudança de postura do Fed sob a presidência de Kevin Warsh reforça um maior foco na inflação, ao adotar uma comunicação mais assertiva e reduzir a sinalização de flexibilização monetária. Assim, entendemos que o principal catalisador para os mercados deixa de ser o crescimento econômico e passa a ser a trajetória da política monetária. Diante desse cenário, revisamos nossa expectativa e passamos a projetar duas altas de juros de 25 pontos-base em 2026, em setembro e dezembro, elevando a taxa básica para o intervalo entre 4,00% e 4,25% ao final do ano.

Carteira para Julho/26 | sai Apple e entra GE Vernova

Para o mês de julho, realizamos cinco alterações na carteira. Retiramos a Apple e incluímos a GE Vernova, além de aumentarmos as posições em Alphabet, Bank of America, Eli Lilly e Johnson & Johnson.

A saída da Apple reflete a expectativa de maior pressão sobre as margens, devido ao aumento dos custos de memória em um ambiente mais desafiador para repasse de preços. Em seu lugar, incluímos a GE Vernova para ampliar a exposição ao ciclo estrutural de investimentos em infraestrutura de energia. A companhia é líder em turbinas a gás e deve ser uma das principais beneficiárias de uma eventual revisão positiva dos planos de investimentos dos hyperscalers durante a temporada de resultados do 2T26.

Também aumentamos a posição em Bank of America por enxergarmos uma tese de retorno de capital aos acionistas significativamente superior à média do S&P 500, sustentada pelo ritmo acelerado de recompras de ações. Por fim, reforçamos a exposição ao setor de saúde para aumentar a defensividade da carteira, concentrando a alocação em Eli Lilly e Johnson & Johnson, companhias líderes em seus respectivos segmentos.

 

Construção Civil (Gustavo Cambauva / Gustavo Fabris / Marcel Zambello)

  • Tenda (TEND3); COMPRA; Preço-alvo R$ 44,00

Em visita às operações da Alea em Ribeirão Preto, a companhia destacou que a rápida expansão das atividades e a instabilidade da mão de obra foram os principais fatores que limitaram a rentabilidade do negócio até o momento. Como prioridade para 2026, a empresa pretende estabilizar a execução dos canteiros de obras e aumentar a verticalização das operações, com foco em ganhos de produtividade e redução do CPV em relação aos níveis de 2025. A internalização da mão de obra, concluída no segundo trimestre de 2026, foi apontada como um dos principais pilares da reestruturação, acompanhada da implementação de incentivos ligados à produtividade para reduzir rotatividade e absenteísmo. A companhia já observa avanços operacionais, com alguns canteiros atingindo a construção de quatro casas por dia. Paralelamente, a Alea continua avaliando maior integração de etapas construtivas dentro da fábrica, especialmente acabamentos, com o objetivo de ampliar a industrialização da produção até o segundo semestre de 2027. Apesar de enxergar oportunidades de expansão para novas regiões, a empresa seguirá concentrada nos polos de Tupã e Ribeirão Preto até a completa estabilização das operações.

Transporte & Logística | Bens de Capital | Infraestrutura (Lucas Marquiori / Fernanda Recchia / Samuel Alkmin / Marcel Zambello)

  • Embraer (EMBJ3); COMPRA; Preço-alvo R$ 126,00

A aproximação do Farnborough Airshow, principal evento do setor de aviação em 2026, ocorre em um contexto de demanda ainda elevada por aeronaves, apesar das incertezas geopolíticas e dos impactos recentes do conflito no Oriente Médio sobre os preços dos combustíveis. A companhia chega ao evento com uma carteira de pedidos mais robusta do que na edição anterior e mantém perspectiva de robusta entrada de pedidos em 2026, ainda que abaixo dos fortes níveis observados em 2025. No segmento de defesa, o ambiente segue favorável, sustentado pelo aumento dos gastos militares, especialmente na Europa, e pelo forte interesse pelo KC-390, além de campanhas comerciais em diversos países. Na aviação comercial, a demanda por renovação de frotas e os elevados níveis de backlog da indústria continuam apoiando novas encomendas, mesmo diante de desafios de curto prazo para as companhias aéreas. A subsidiária Eve também pode gerar notícias relacionadas ao avanço do programa de eVTOL e ao desenvolvimento do processo de certificação. Já a divisão de serviços continua apresentando demanda sólida e potencial para novos contratos, beneficiada por margens mais elevadas e estrutura leve em ativos. A expectativa é de que o evento gere fluxo relevante de anúncios e atualizações para os diferentes segmentos de negócios da companhia.