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Sacre Investimentos
02 de set. de 20264 min

Radar Diário de Ações - 02/09/26

Confira os principais acontecimentos das empresas sob nossa cobertura.

Petróleo & Gás (Rodrigo Almeida / Gustavo Cunha / Marcel Zambello)

  • OceanPact (OPCT3); COMPRA; Preço-alvo R$ 14,00

 

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A OceanPact anunciou a conclusão da fusão com a CBO após a aprovação final do CADE, com fechamento previsto para 16 de setembro. A combinação das operações criará uma das maiores plataformas brasileiras de embarcações de apoio offshore, com maior escala operacional, estrutura de capital mais robusta e fortalecimento da posição competitiva no setor. A companhia espera aceleração dos resultados nos próximos anos, impulsionada pela mobilização de novos contratos, captura de sinergias e crescimento da frota operacional. A expectativa é de crescimento do EBITDA de aproximadamente 14% em 2027 e 26% em 2028, acompanhado por redução gradual da alavancagem para cerca de 2,2x Dívida Líquida/EBITDA. O fortalecimento do balanço também deve permitir uma política mais relevante de distribuição de dividendos a partir de 2027, além de possíveis receitas adicionais relacionadas aos direitos econômicos vinculados ao caso UP Coral. A transação reforça a estratégia de crescimento, desalavancagem e criação de valor da companhia, sustentada pela expansão das operações offshore e pela captura de oportunidades decorrentes do ciclo positivo do setor de Óleo & Gás.

Transportes (Lucas Marquiori / Fernanda Recchia / Samuel Alkmin / Marcel Zambello)

  • Localiza&Co (RENT3); COMPRA; Preço-alvo R$ 63,00

 

 Os preços de veículos usados apresentaram deterioração relevante em agosto, com queda média de 1,3% m/m, significativamente pior do que o padrão histórico recente, refletindo principalmente o avanço de montadoras chinesas e a intensificação da concorrência no mercado automotivo brasileiro. A pressão foi observada em todas as faixas de ano-modelo, enquanto os preços dos veículos novos também seguiram em leve queda devido às campanhas comerciais e aos lançamentos da linha 2027. A participação das montadoras chinesas continuou crescendo de forma acelerada, alcançando aproximadamente 32% do mercado de varejo de veículos leves no acumulado do ano e impulsionando uma dinâmica mais agressiva de preços. Apesar desse ambiente mais desafiador para os seminovos, os indicadores de crédito para veículos permaneceram resilientes, com expansão da carteira de financiamento e níveis de inadimplência ainda controlados. A companhia segue adotando uma postura mais conservadora em suas premissas de depreciação, criando proteção adicional para os resultados. Embora a pressão sobre os preços dos usados continue sendo um tema relevante para o mercado, o valuation permanece atrativo e a operação segue sustentada por fundamentos sólidos.

  • Motiva (MOTV3); COMPRA; Preço-alvo R$ 20,00

 

A Motiva concluiu a venda de sua plataforma de aeroportos por R$ 5,2 bilhões, valor superior ao inicialmente esperado devido a ajustes monetários adicionais. Os recursos serão destinados principalmente à redução do endividamento e à absorção de prejuízos acumulados, fortalecendo a estrutura financeira da companhia. Com a operação, a alavancagem deve recuar para aproximadamente 3,0x Dívida Líquida/EBITDA, ante 3,6x anteriormente, reduzindo despesas financeiras e ampliando a flexibilidade para investimentos futuros. A transação também simplifica a estrutura corporativa ao concentrar o foco nos negócios principais de concessões rodoviárias e mobilidade urbana. Além dos benefícios financeiros imediatos, a companhia poderá utilizar créditos fiscais acumulados para reduzir pagamentos de impostos e melhorar a conversão de caixa. A estratégia de simplificação do portfólio, que já incluiu desinvestimentos em ativos não estratégicos, reforça a capacidade da empresa de capturar oportunidades de expansão brownfield e continuar fortalecendo sua geração de caixa e eficiência operacional.

Construção Civil (Gustavo Cambauva / Gustavo Fabris / Bruno Carrenho)

  • Eztec (EZTC3); COMPRA; Preço-alvo R$ 21,00

 

A Eztec informou que está em estágio avançado de negociação para locação do projeto Esther Towers, composto por duas torres corporativas AAA localizadas na região da Chucri Zaidan, em São Paulo. O empreendimento soma aproximadamente 94 mil m² de ABL e deve começar a gerar receita recorrente relevante após a conclusão das entregas previstas para o fim de 2026 e terceiro trimestre de 2027. A companhia estima que os ativos possam gerar aproximadamente R$ 130 milhões anuais de NOI, valor equivalente a cerca de 20% das projeções de lucro líquido para 2027. Além da geração recorrente de receita, a monetização futura das torres por meio de uma eventual venda representa uma importante fonte potencial de criação de valor. Considerando um cap rate de aproximadamente 8%, o projeto poderia ser avaliado em torno de R$ 1,6 bilhão, equivalente a cerca de 45% do valor da empresa. A companhia manteria uma estrutura financeira confortável, enquanto o desenvolvimento e eventual monetização do Esther Towers permanecem como um dos principais potenciais de valorização ainda não refletidos nos resultados atuais.