Radar Diário de Ações - 03/07/26
Financeiro (Eduardo Rosman / Thiago Paura / Ricardo Buchpiguel / Bruno Henriques)
- Caixa Seguridade (CXSE3); COMPRA; Preço-alvo R$ 23,00
Em reunião com a administração, a companhia destacou que o seguro habitacional continua sendo o principal motor de crescimento, sustentado pela expansão da carteira de crédito imobiliário da Caixa, com expectativa de crescimento em dois dígitos nos próximos anos e forte previsibilidade de resultados devido à longa duração da carteira. As mudanças nas regras de financiamento imobiliário também ampliaram o potencial de crescimento do negócio e contribuíram para maior demanda pelos produtos de previdência. Em contrapartida, o seguro prestamista segue sendo o principal desafio, impactado pela suspensão das operações ligadas ao INSS, pelo ambiente de juros elevados e pela menor capacidade de contratação dos clientes, embora parte desse efeito seja compensada por resultados financeiros mais fortes. A previdência continua apresentando bom desempenho, apoiada por menor dependência de LCIs e por iniciativas voltadas à retenção de recursos e melhoria da atratividade dos produtos. Os segmentos de capitalização, seguros residenciais e seguros de vida também seguem evoluindo, beneficiados por ajustes comerciais, maior recorrência das receitas e ampliação da base de clientes. Por fim, a companhia destacou o potencial do SuperApp da Caixa para aumentar a distribuição, a personalização de ofertas e as oportunidades de cross-selling, mantendo a política de payout de 90% e uma trajetória de crescimento de lucro líquido relativamente estável para os próximos anos.
Transporte & Logística | Bens de Capital | Infraestrutura (Lucas Marquiori / Fernanda Recchia / Samuel Alkmin / Marcel Zambello)
- Embraer (EMBJ3); COMPRA; Preço-alvo R$ 126,00
A Embraer entregou 65 aeronaves no segundo trimestre de 2026, crescimento de 7% em relação ao mesmo período do ano anterior e volume superior às estimativas, sustentado pela melhora contínua na execução operacional e pelo avanço da produção. O desempenho foi impulsionado principalmente pela Aviação Executiva, que entregou 45 jatos, sendo 24 leves e 21 médios, acima dos níveis observados no ano anterior. Na Aviação Comercial, foram entregues 20 aeronaves, incluindo dez E175 e dez jatos E2, em linha com o esperado. Já a divisão de Defesa & Segurança não registrou entregas no trimestre, embora a receita do segmento continue relacionada ao progresso produtivo dos projetos. A companhia também destacou a continuidade da normalização da cadeia de suprimentos e a expectativa de menor impacto dos custos logísticos extraordinários observados em trimestres anteriores. O desempenho de entregas reforça a expectativa de aumento sequencial de volumes e de geração de fluxo de caixa para o acionista ao longo do restante do ano. Além disso, o Farnborough Airshow, programado para julho, permanece como potencial catalisador adicional por meio de novos anúncios de pedidos.
