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Sacre Investimentos
05 de jun. de 20263 min

Radar Diário de Ações - 05/06/26

Confira os principais acontecimentos das empresas sob nossa cobertura.

Agronegócio (Thiago Duarte / Guilherme Guttilla / Bruno Henriques)

  • Nota Setorial - Agronegócio

Dados da SECEX

As exportações brasileiras de carne bovina e de aves apresentaram melhora em maio, impulsionadas principalmente pela demanda chinesa e pela redução dos custos do gado, enquanto os spreads nos Estados Unidos recuaram em todas as proteínas. Na carne bovina, volumes e preços de exportação avançaram com embarques mais fortes para a China, e os spreads domésticos também melhoraram devido aos menores custos. Em aves e suínos, os spreads de exportação cresceram apenas marginalmente, enquanto no mercado interno as aves registraram forte melhora de rentabilidade e os suínos permaneceram pressionados pela queda de preços. Nos Estados Unidos, os spreads recuaram em bovinos, aves e suínos devido ao aumento dos custos ou à fraqueza dos preços. 

Ameaça de doença no Texas pressiona perspectivas do setor bovino

A confirmação da presença da bicheira-do-novo-mundo próxima à fronteira do Texas e a suspeita de um caso dentro do estado aumentaram as preocupações sobre a oferta de gado nos Estados Unidos. O Texas responde por parcela relevante dos abates do país e abriga unidades importantes da JBS e da Tyson. Uma infestação pode reduzir a disponibilidade de animais para abate, elevar os preços do gado e pressionar ainda mais as margens dos frigoríficos. Embora existam tratamentos disponíveis, o controle da doença exige medidas complexas e demoradas. Por outro lado, uma eventual confirmação da doença nos Estados Unidos pode enfraquecer os argumentos para manter restritas as importações de gado do México, possibilitando a entrada de cerca de 1,5 milhão de cabeças adicionais. Apesar desse possível alívio de curto prazo, o ambiente de rentabilidade do setor continua desafiador nos próximos anos.

Petróleo & Gás (Rodrigo Almeida / Gustavo Cunha / Bruno Henriques)

  • Braskem (BRKM5); NEUTRO; Preço-alvo R$ 9,00

A IG4 assumirá a maior parte da Novonor e passará a compartilhar o controle da Braskem com a Petrobras, detendo 51% das ações com direito a voto e 34% do capital total. Um novo acordo de acionistas prevê divisão do conselho, com a IG4 responsável pela estratégia e finanças e a Petrobras pelas operações. A companhia segue enfrentando restrições de liquidez, com necessidade crescente de capital de giro e posição de caixa considerada apertada. Notícias recentes indicam a possibilidade de uma recuperação extrajudicial para alongamento dos vencimentos da dívida sem aumento de capital ou redução do principal. Apesar da expectativa de melhora operacional e financeira sob a nova estrutura de controle, a necessidade de novas linhas de crédito permanece um fator relevante de monitoramento. A recomendação permanece neutra, com preço-alvo de R$ 9 por ação ao final de 2026.

  • Petrobras (PETR4); COMPRA; Preço-alvo R$ 62,00

Desde o início do conflito, o governo brasileiro implementou programas de subvenção para manter os preços dos combustíveis estáveis sem comprometer a política de preços da Petrobras. A companhia deverá receber aproximadamente US$ 2,5 bilhões do governo até o final de junho, sendo a maior parte relacionada ao diesel. As subvenções elevaram significativamente os preços realizados dos combustíveis no segundo trimestre de 2026, favorecendo a geração de resultados. Entretanto, atrasos nos reembolsos aumentaram os valores a receber e podem pressionar o capital de giro caso os pagamentos não ocorram dentro do prazo esperado. Ainda existem incertezas regulatórias para a adesão de distribuidores e importadores ao programa. A combinação de crescimento operacional, elevada utilização das refinarias, preços favoráveis dos combustíveis e suporte dos preços do petróleo sustenta a visão positiva para a companhia, cuja recomendação permanece de compra.