Pular para o conteúdo principal
Sacre Investimentos
05 de ago. de 20266 min

Radar Diário de Ações - 05/08/26

Confira os principais acontecimentos das empresas sob nossa cobertura.

Construção Civil (Gustavo Cambauva / Gustavo Fabris / Bruno Carrenho)

  • Tenda (TEND3); COMPRA; Preço-alvo R$ 44,00

A Tenda reportou um segundo trimestre forte, com lucro líquido 12% acima das estimativas, impulsionado pela expansão da margem bruta para 37%, refletindo controle de custos e ganhos de eficiência na construção. A receita líquida atingiu R$1,29 bilhão, com crescimento de 30% a/a, enquanto o EBITDA ajustado avançou 67% a/a, resultando em margem de 19% e retorno sobre patrimônio anualizado de 47%. A companhia também gerou R$78 milhões de fluxo de caixa para o acionista no trimestre, beneficiada pelo avanço dos repasses para os bancos, aumento da produção e ganhos em operações de swap, mantendo uma estrutura de capital confortável. Em paralelo aos resultados, a empresa revisou para cima suas projeções para 2026, elevando as metas de vendas, EBITDA e lucro líquido da operação Tenda, enquanto ajustou negativamente apenas as expectativas para a Alea. A geração de caixa, a rentabilidade elevada e a melhora operacional sustentaram o aumento do guidance consolidado de lucro líquido para o ano. O desempenho reforça a evolução consistente da companhia em margens, crescimento e disciplina financeira, mantendo uma trajetória operacional favorável.

Shoppings (Gustavo Cambauva / Gustavo Fabris / Bruno Carrenho)

  • Iguatemi (IGTI11); COMPRA; Preço-alvo R$ 25,00

A Iguatemi apresentou um trimestre misto, com FFO de R$175 milhões (+17% a/a), superando as expectativas, e EBITDA ajustado de R$295 milhões, refletindo uma queda de 17% a/a devido a uma base de comparação mais forte associada aos efeitos da aquisição da Pátios, em linha com o esperado. Do lado operacional, o SSS (+1,7%) e o SSR (+2,7%) vieram abaixo das projeções, refletindo uma base de comparação mais difícil. Ainda assim, os indicadores de qualidade seguiram muito fortes, com vacância de apenas 3,1%, custo de ocupação saudável e inadimplência praticamente nula, reforçando a resiliência do portfólio premium de shoppings da companhia.

Mineração & Siderurgia (Leonardo Correa / Marcelo Arazi / Rodrigo Gotardo / Marcel Zambello)

  • Gerdau (GGBR4); COMPRA; Preço-alvo R$ 28,00

A Gerdau reportou EBITDA ajustado de R$3,43 bilhões no 2T26, cerca de 5% acima das expectativas, impulsionado principalmente pelo forte desempenho das operações nos Estados Unidos, que responderam por aproximadamente 74% do EBITDA consolidado. No Brasil, a rentabilidade seguiu em recuperação, com margem EBITDA avançando para 10,5%, sinalizando que o pior momento operacional pode ter ficado para trás. Apesar da geração de caixa livre ainda modesta no trimestre, a expectativa é de aceleração no segundo semestre, beneficiada pela redução do capital de giro e menor intensidade de investimentos.

Petróleo & Gás (Rodrigo Almeida / Gustavo Cunha / Marcel Zambello)

  • PRIO (PRIO3); COMPRA; Preço-alvo R$ 72,00

A PRIO apresentou resultados robustos e em linha com as expectativas no segundo trimestre de 2026, sustentados pelo forte crescimento da produção e por preços mais elevados do petróleo. A produção avançou 11% t/t para 172 mil barris por dia, enquanto o custo de extração caiu para US$ 8,9 por barril, frente a US$ 9,4 no trimestre anterior. O EBITDA ajustado permaneceu praticamente estável em US$ 879 milhões, uma vez que o efeito positivo dos preços do petróleo e da redução dos descontos foi compensado pelo imposto de exportação e pelo aumento dos royalties. A geração de fluxo de caixa para o acionista atingiu aproximadamente US$ 440 milhões, impactada por capex ainda elevado e maior necessidade de capital de giro no período. A dívida líquida caiu para US$ 4,05 bilhões e a alavancagem recuou para 1,5x Dívida Líquida/EBITDA, refletindo melhora do perfil financeiro. Em julho, a produção avançou para 196 mil barris por dia, impulsionada principalmente pelos ativos de Frade, Albacora Leste e Peregrino, enquanto os volumes comercializados atingiram o maior patamar do ano. A companhia manteve a recomendação de compra e segue avaliando alternativas de alocação de capital, incluindo potenciais dividendos e recompras de ações.

Financeiro (Eduardo Rosman / Ricardo Buchpiguel / Antonio Pascale / Bruno Henriques)

  • Itau Unibanco (ITUB4); COMPRA; Preço-alvo R$ 52,00

O Itaú registrou lucro líquido recorrente de R$12,4 bilhões no 2T26, com ROE de 24,5%, em um trimestre marcado por crescimento mais moderado das receitas. O principal destaque continuou sendo a qualidade dos ativos, com inadimplência controlada, recuperação de crédito acima do esperado e provisões conservadoras. Embora as receitas de serviços tenham mostrado alguma fraqueza, o banco manteve forte expansão da carteira de crédito e reforçou ainda mais sua posição de capital, com índice CET1 de 12,3%. O resultado reforça a visão de que 2026 é um ano de transição, mas com o banco permanecendo como o incumbente mais sólido e bem posicionado do setor financeiro brasileiro.

Varejo & Consumo (Luiz Guanais / Yan Cesquim / Beatriz Cendon / Bruno Carrenho)

  • Raia Drogasil (RADL3); COMPRA; Preço-alvo R$ 30,00

A Raia Drogasil apresentou mais um trimestre de crescimento consistente, com receita bruta avançando 18,3% a/a e vendas nas mesmas lojas crescendo 12,5%, refletindo expansão de volumes, ganho de participação de mercado e forte desempenho em praticamente todas as categorias. A companhia abriu 76 lojas líquidas no trimestre, atingindo 3.687 unidades, enquanto sua participação de mercado nacional alcançou 19,7%, com ganhos em todas as regiões do país. As vendas digitais continuaram se destacando, avançando 52% a/a e representando 31% da receita do varejo. Apesar da pressão decorrente do maior peso dos medicamentos GLP-1 no mix de vendas, a margem bruta permaneceu praticamente estável, sustentada por acordos comerciais mais favoráveis, ganhos de eficiência e menores perdas de estoque. O EBITDA ajustado cresceu 18% a/a, com margem estável, demonstrando a capacidade da companhia de compensar pressões de mix por meio de produtividade e controle de custos. A geração de caixa continuou forte, acompanhada de melhora da alavancagem e fortalecimento adicional do balanço patrimonial. O desempenho reforça a combinação de crescimento de mercado, expansão orgânica, liderança digital e elevada eficiência operacional, sustentando a trajetória de crescimento de longo prazo da companhia.

  • Vulcabras (VULC3); COMPRA; Preço-alvo R$ 21,00

A Vulcabras entregou mais um trimestre de crescimento consistente, com receita líquida de R$995 milhões (+11% a/a), impulsionada principalmente pelo avanço de 13% das vendas de calçados esportivos. As margens sofreram leve pressão devido ao aumento dos custos de mão de obra, frete e insumos derivados de petróleo, mas o EBITDA recorrente ainda cresceu 9% a/a, alcançando R$209 milhões. A alavancagem permanece bastante controlada em 0,7x EBITDA, enquanto marcas como Mizuno e Under Armour seguem ganhando espaço no mercado brasileiro, sustentando a perspectiva positiva para os próximos trimestres.

  • C&A (CEAB3); COMPRA; Preço-alvo R$ 19,00

A C&A apresentou resultados em linha com as expectativas, evidenciando a resiliência da operação de vestuário. As vendas mesmas lojas (SSS) cresceram 4,1% a/a, mesmo diante de uma base de comparação bastante forte, enquanto a receita de vestuário avançou 5,6%. O principal destaque foi a expansão das margens, impulsionada por maior disciplina comercial e melhor gestão de estoques. O lucro líquido ajustado atingiu R$130 milhões e a companhia encerrou o período com geração positiva de caixa e alavancagem de apenas 0,2x EBITDA, reforçando a qualidade da execução operacional.