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Sacre Investimentos
06 de mai. de 202610 min

Radar Diário de Ações - 06/05/26

Confira os principais acontecimentos das empresas sob nossa cobertura.

Construção Civil (Gustavo Cambauva / Gustavo Fabris / Antonio Pascale / Luis Mollo, CFA)

  • Iguatemi (IGTI11); COMPRA; Preço-alvo R$ 25,00

A Iguatemi reportou resultados sem surpresas no 1T, com receita de R$ 370 milhões (+12% a/a), impulsionada pelo crescimento das receitas de aluguel e bom desempenho do varejo. O EBITDA ajustado atingiu R$ 268 milhões (+12% a/a), com margem de 72,5%, enquanto o FFO somou R$ 138 milhões (+2% a/a). As vendas mesmas lojas cresceram 5,2% a/a e os aluguéis mesmas lojas avançaram 6,0% a/a, mantendo trajetória consistente com trimestres anteriores. A taxa de vacância encerrou o período em 2,7%, com melhora de 70bps a/a. O custo de ocupação dos lojistas permaneceu saudável em 11,9% das vendas. A inadimplência recuou para 0,7%, reforçando a qualidade operacional do portfólio. O desempenho operacional permaneceu sólido, com crescimento de receita parcialmente compensado por maiores despesas financeiras.

  • Tenda (TEND3); COMPRA; Preço-alvo R$ 44,00

A Tenda apresentou resultados fortes no 1T, com lucro por ação de R$ 1,25 (+80% a/a) e retorno sobre patrimônio anualizado de 45%. A receita líquida somou R$ 1,18 bilhão (+37% a/a), enquanto a margem bruta ajustada atingiu 35,6%, com expansão de 220bps a/a. O lucro líquido recorrente foi de R$ 152 milhões (+78% a/a), superando as estimativas, beneficiado por menores custos de vendas, gerais e administrativos. A geração de fluxo de caixa recorrente foi de R$ 79 milhões no trimestre, acima das expectativas. A operação principal gerou R$ 130 milhões em caixa, enquanto a Alea consumiu R$ 17 milhões, em linha com o guidance. A alavancagem caiu, encerrando o trimestre com Dívida Líquida/Patrimônio de 24%. O desempenho refletiu melhora operacional consistente e recuperação de rentabilidade.

  • Allos (ALOS3); COMPRA; Preço-alvo R$ 39,00

A Allos anunciou novas transações envolvendo compra e venda de participações minoritárias em shopping centers de seu portfólio. A operação inclui a venda integral de sua participação de 49% no Shopping Curitiba por R$ 194 milhões e a aquisição de 7,3% do Amazonas Shopping por R$ 73 milhões. Também foi realizada uma troca de participação no Shopping Taboão por participações no Shopping Campo Grande e Shopping Villagio Caxias do Sul, além de R$ 20 milhões em caixa. As transações foram realizadas em cap rates semelhantes, entre 9,5% e 10,0%, com base no NOI dos últimos 12 meses. O movimento busca rebalancear o portfólio, reduzindo exposição a ativos menos produtivos e aumentando participação em ativos premium. Os ativos adquiridos apresentam desempenho superior em vendas por metro quadrado e NOI por metro quadrado. O impacto financeiro na alavancagem tende a ser limitado.

Mineração & Siderurgia (Leonardo Correa / Marcelo Arazi / Rodrigo Gotardo / Bruno Henriques)

  • Vale (VALE3); COMPRA; Preço-alvo R$ 90,00

Revisamos o preço-alvo de Vale para R$ 90 por ação, ante R$ 85, incorporando maior visibilidade nos projetos de cobre e atualização de premissas de preços e custos. A análise passou a refletir melhor execução operacional, maior segurança operacional e retorno de caixa consistente, com yield entre 8% e 10%. A principal mudança no modelo foi a elevação da projeção de produção de cobre no longo prazo para 500 mil toneladas por ano, ante 380 mil toneladas anteriormente, com potencial de adicionar cerca de 10% ao valor de mercado. Em minério de ferro, a visão permanece construtiva, com preços resilientes acima de US$ 100 por tonelada, apoiados por fundamentos equilibrados de oferta e demanda e custos mais altos na indústria. A inflação de custos observada no trimestre é vista como conjuntural e amplamente compensada pelo ambiente favorável de preços, sem comprometer o guidance. A gestão reforçou foco na desalavancagem e indicou espaço para acelerar recompras ou dividendos extraordinários caso a dívida líquida fique abaixo de US$ 15 bilhões. Mesmo após forte valorização no ano, a companhia segue negociando a valuation atrativo, com yield de 9% e múltiplo de 4,4x EV/EBITDA.

Saúde & Educação (Samuel Alves / Maria Resende / Marcel Zambello)

  • Bradsaúde (SAUD3); COMPRA; Preço-alvo R$ 18,00

A gestão reforçou uma visão conservadora para o restante do ano, apesar do bom desempenho no 1T, destacando que a melhora da sinistralidade ainda exige acompanhamento. A estratégia segue focada em crescer sem comprometer a rentabilidade, com decisões comerciais baseadas em horizontes de dois a três anos. O crescimento deve vir da expansão de planos regionais e do fortalecimento da oferta premium fora dos mercados centrais, apoiado por uma rede hospitalar mais robusta. A companhia destacou investimentos em parcerias e projetos greenfield para ampliar sua exposição ao segmento hospitalar e fortalecer sua competitividade regional. A contribuição hospitalar ao lucro líquido pode alcançar 15% em sete anos, ante 1% atualmente. A política de dividendos ainda está em definição, equilibrando retorno ao acionista e investimentos. Em diagnósticos, a participação em Fleury permanece alinhada aos objetivos estratégicos.

Serviços Básicos (Antonio Junqueira, CFA / Gisele Gushiken, CFA / Maria Schutz / Luis Mollo, CFA)

  • Copel (CPLE3); COMPRA; Preço-alvo R$ 18,40

A Copel reportou EBITDA ajustado recorde de R$ 1,76 bilhão no 1T, 18% acima das estimativas e 17% superior ao mesmo período do ano anterior. O principal destaque foi o segmento de geração e transmissão, que entregou R$ 1,02 bilhão em EBITDA ajustado, impulsionado por ganhos com modulação hídrica e maior exposição aos preços spot no submercado Sul. O segmento de distribuição também apresentou desempenho sólido, com EBITDA ajustado de R$ 762 milhões, alta de 10% a/a. O lucro líquido reportado alcançou R$ 694 milhões, beneficiado por menores despesas financeiras e maior equivalência patrimonial. O volume distribuído cresceu 2,1% a/a, enquanto perdas permaneceram em 7,7%, abaixo do limite regulatório. Os indicadores operacionais melhoraram, com redução de DEC e FEC. O controle de custos também permaneceu sólido, com PMSO crescendo abaixo da inflação.

Financeiro (Eduardo Rosman / Ricardo Buchpiguel / Antonio Pascale / Bruno Henriques)

  • Itau Unibanco (ITUB4); COMPRA; Preço-alvo R$ 52,00

O Itaú reportou lucro líquido de R$ 12,3 bilhões no 1T, em linha com as estimativas, com ROE de 24,8%, impactado pela antecipação do pagamento de dividendos extraordinários em dezembro. Sem esse efeito, o lucro líquido teria ficado próximo de R$ 12,7 bilhões. A qualidade do ativo permaneceu como destaque, com clientes pessoa física apresentando menor alavancagem e menor inadimplência em relação ao mercado. A carteira corporativa mostrou aumento de garantias e redução da concentração de risco entre grandes empresas. As provisões somaram R$ 10,2 bilhões, cobrindo 105% da formação de inadimplência no período. A carteira de crédito cresceu 9% a/a, puxada por crédito consignado e imobiliário. As despesas operacionais vieram abaixo das estimativas, reforçando disciplina de custos, enquanto o índice CET1 encerrou o trimestre em 12%. O banco segue com balanço sólido e indicadores operacionais saudáveis.

Telecom & Tech (Carlos Sequeira, CFA / Osni Carfi / Bruno Henriques)

  • TIM Part (TIMS3); COMPRA; Preço-alvo R$ 22,00

A TIM reportou resultados sólidos no 1T, com receita de serviços crescendo 6,5% a/a, ligeiramente abaixo das estimativas. A receita móvel atingiu R$ 6,25 bilhões (+5,6% a/a), enquanto a receita fixa avançou 10% a/a organicamente e 22,8% a/a considerando a aquisição da V8. O EBITDA somou R$ 3,3 bilhões (+6,6% a/a), em linha com as estimativas e aderente ao guidance anual. O lucro líquido cresceu 1,4% a/a para R$ 821 milhões, impactado por maiores despesas financeiras e tributárias. O capex totalizou R$ 1,35 bilhão, abaixo do esperado, contribuindo para um crescimento de 17% a/a na geração operacional de fluxo de caixa. No pós-pago, a receita avançou 7,5% a/a, impulsionada por reajustes de preços, upselling e expansão da base. A remuneração ao acionista segue como um dos principais pilares para 2026.

Transporte & Logística | Bens de Capital | Infraestrutura (Lucas Marquiori / Fernanda Recchia / Samuel Alkmin / Marcel Zambello)

  • JSL (JSLG3); COMPRA; Preço-alvo R$ 18,00

A JSL reportou resultados do 1T em linha com as estimativas, com receita líquida de R$ 2,4 bilhões (+2% a/a), refletindo a retomada gradual do crescimento com a nova estrutura comercial. O EBITDA reportado somou R$ 297 milhões (-35% a/a), impactado por reprovisionamento contábil do Sistema S e impairment na venda de ativos. Excluindo esses efeitos, o EBITDA ajustado atingiu R$ 471 milhões (+3% a/a), com margem de 20%, estável em relação ao ano anterior. A divisão de Serviços Dedicados apresentou receita de R$ 1,7 bilhão, pressionada pela redução intencional no segmento de grãos e revisão de contratos. A Intralog cresceu 11% a/a, impulsionada por novos contratos e maior atividade de montadoras chinesas. A JSL Digital avançou 29% a/a em receita, mantendo perfil de crescimento mais acelerado. A alavancagem encerrou o trimestre em 2,8x Dívida Líquida/EBITDA e novos contratos somaram R$ 706 milhões. 

Varejo & Consumo (Luiz Guanais / Yan Cesquim / Beatriz Cendon / Luis Mollo, CFA)

  • C&A (CEAB3); COMPRA; Preço-alvo R$ 19,00

A C&A reportou resultados do 1T ligeiramente acima das estimativas, com recuperação gradual do crescimento de vendas mesmas lojas em vestuário e melhora de margem bruta. A receita líquida consolidada cresceu 0,5% a/a para R$ 1,6 bilhão, com vendas de vestuário avançando 6,2% a/a e SSS de 4,8% a/a. As vendas de eletrônicos e beleza recuaram 36% a/a, refletindo a descontinuidade da categoria de eletrônicos, apesar do bom desempenho em beleza. A margem bruta consolidada expandiu 160bps a/a, sustentada por maior disciplina de preços e melhor gestão de sortimento. O EBITDA ajustado somou R$ 116 milhões, com margem de 7,2%, enquanto o lucro líquido ajustado atingiu R$ 13 milhões, acima das estimativas. A geração de fluxo de caixa foi negativa em R$ 172 milhões, impactada por maiores investimentos e necessidade de capital de giro. A companhia mantém disciplina na operação de crédito e expansão de eficiência operacional.

  • Vulcabras (VULC3); COMPRA; Preço-alvo R$ 21,00

A Vulcabras reportou resultados sólidos e em linha no 1T, com crescimento de receita líquida de 11% a/a para R$ 776 milhões, apoiado por expansão de volumes de 7% a/a. O segmento de calçados esportivos avançou 11% a/a, sustentado pela evolução da marca e melhora do mix de produtos, enquanto vestuário cresceu 3% a/a. As vendas domésticas subiram 13% a/a, compensando a queda de 30% a/a nas operações internacionais. A margem bruta expandiu 20bps a/a para 40,4%, mesmo com pressão de custos de mão de obra e derivados de petróleo, compensada por ganhos de produtividade e controle de custos. O EBITDA ajustado cresceu 12% a/a para R$ 157 milhões, com margem de 20,2%. O lucro líquido ajustado recuou 19% a/a para R$ 86 milhões devido ao aumento das despesas financeiras. A geração de fluxo de caixa foi de R$ 156 milhões, reduzindo a Dívida Líquida/EBITDA para 0,7x.

  • Raia Drogasil (RADL3); COMPRA; Preço-alvo R$ 30,00

A Raia Drogasil reportou resultados sólidos no 1T, com crescimento de vendas mesmas lojas de 14,3%, acima das estimativas e bem acima da inflação de medicamentos. A receita bruta avançou 20% a/a para R$ 12 bilhões, com produtividade das lojas crescendo cerca de 10%. O destaque foi a categoria de medicamentos de marca, com alta de 29%, impulsionada por produtos GLP-1, enquanto genéricos cresceram 18% e OTC avançou 14%. A companhia abriu 67 lojas líquidas no trimestre, totalizando 313 nos últimos 12 meses. A participação de mercado nacional atingiu 19,6%, com ganho de 1,5 ponto percentual a/a. A margem bruta ficou estável em 28,3%, enquanto o EBITDA ajustado cresceu 32% a/a para R$ 821 milhões. A geração de fluxo de caixa livre foi de R$ 285 milhões, apoiada por forte ganho de capital de giro.