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Sacre Investimentos
07 de mai. de 202613 min

Radar Diário de Ações - 07/05/26

Confira os principais acontecimentos das empresas sob nossa cobertura.

Alimentos & Bebidas (Thiago Duarte / Guilherme Guttilla / Bruno Henriques)

  • Minerva (BEEF3); NEUTRO; Preço-alvo R$ 7,00

A Minerva reportou EBITDA de R$1,1 bilhão no 1T, em linha com as estimativas, com destaque para a estratégia operacional adotada ao longo do período. A companhia reduziu volumes no Brasil em resposta ao maior custo do gado e compensou com maior atividade de abate em outras geografias, preservando as margens brutas em relação ao trimestre anterior. A participação das exportações no volume brasileiro caiu 7 p.p. t/t para 58,7%, refletindo dinâmica de preços mais favorável no mercado doméstico. A dívida líquida aumentou R$940 milhões no trimestre, impulsionada principalmente pela necessidade de capital de giro, enquanto fornecedores recuaram R$1,1 bilhão. A posição de caixa caiu R$4 bilhões para R$10,8 bilhões, sendo parte utilizada para redução da dívida bruta. A companhia manteve disciplina financeira, preservando liquidez próxima ao mínimo exigido por sua política interna.

Petróleo & Gás (Rodrigo Almeida / Gustavo Cunha / Bruno Henriques)

  • Ultrapar (UGPA3); COMPRA; Preço-alvo R$ 39,00

A Ultrapar reportou EBITDA ajustado de R$2,3 bilhões no 1T26, 15% acima das estimativas, impulsionado principalmente pelo desempenho da Ipiranga, que apresentou margem de R$275/m³, superior ao trimestre anterior e ao esperado. O resultado foi sustentado por estratégia oportunística de compra de combustíveis no mercado spot, o que favoreceu margens, mas consumiu capital de giro. A Ultragaz entregou EBITDA de R$385 milhões, com volumes estáveis e repasse parcial da inflação, apesar de custos mais elevados do GLP. A Ultracargo registrou EBITDA de R$165 milhões (+15% a/a), beneficiada pelo aumento de capacidade e maior demanda por armazenagem. Já a Hidrovias teve trimestre mais fraco, com EBITDA recorrente de R$182 milhões (-22% a/a), pressionado por menor volume e tarifas. O capex somou R$558 milhões e a alavancagem caiu para 1,5x Dívida Líquida/EBITDA, mesmo com geração de fluxo de caixa neutra no período.

  • Vibra Energia (VBBR3); COMPRA; Preço-alvo R$ 42,00

A Vibra reportou EBITDA de R$2,3 bilhões no 1T26, em linha com as estimativas, com margem de R$258/m³ e forte geração de fluxo de caixa para o acionista de R$1,9 bilhão. O desempenho operacional foi sustentado pela estratégia competitiva de suprimento e pelo ambiente mais favorável no mercado de combustíveis no Brasil. Os volumes cresceram 4% a/a para 8,74 milhões de m³, com destaque para o varejo, que avançou 6% a/a. A rede de postos expandiu em 58 unidades no trimestre, totalizando 7.514 postos, enquanto o volume médio por posto aumentou para 244m³/mês. A Comerc reportou EBITDA de R$192 milhões, pressionado por curtailment e resultados mais fracos em trading e geração distribuída. A dívida líquida recuou para R$18,6 bilhões, com alavancagem de 2,0x Dívida Líquida/EBITDA, refletindo forte geração operacional e melhora do capital de giro.

  • Brava Energia (BRAV3); COMPRA; Preço-alvo R$ 23,00

A Brava entregou EBITDA de US$310 milhões no 1T26, ligeiramente acima das estimativas, impulsionado pela alta dos preços do petróleo e melhora no pricing, apesar da produção estável no trimestre. O lifting cost consolidado caiu para US$14,2/bbl, refletindo maior exposição à produção offshore e redução de custos operacionais. O EBITDA de exploração dobrou em relação ao trimestre anterior, alcançando US$312 milhões, enquanto o de distribuição contribuiu com US$12 milhões. A geração de fluxo de caixa para o acionista foi positiva em US$22 milhões, mesmo com capex de aproximadamente US$100 milhões, direcionado principalmente aos projetos de Papa-Terra e Potiguar. A dívida líquida caiu para US$1,64 bilhão, com alavancagem recuando para 1,8x Dívida Líquida/EBITDA. Cerca de 60% da produção de petróleo permanece protegida por hedge, garantindo maior previsibilidade em um ciclo ainda intensivo em investimentos.

Saúde & Educação (Samuel Alves / Maria Resende / Marcel Zambello)

  • Rede D´Or (RDOR3); COMPRA; Preço-alvo R$ 54,00

A Rede D’Or reportou receita líquida de R$14,6 bilhões no 1T (+11% a/a), em linha com as estimativas, com crescimento consistente tanto em hospitais quanto em seguros. O EBITDA ajustado avançou cerca de 20% a/a, alcançando R$3,14 bilhões, impulsionado pela expansão operacional das duas divisões. No segmento hospitalar, a receita bruta atingiu R$9,2 bilhões (+16% a/a), com crescimento de volumes, maior ticket médio e ocupação de 77,5%. A operação de oncologia se destacou com crescimento de 24% a/a na receita, sustentada por maior número de infusões e ticket médio mais elevado. Na SulAmérica, a receita líquida cresceu 8% a/a, enquanto a sinistralidade melhorou 140bps a/a, reforçando a evolução operacional da seguradora. A alavancagem caiu para 1,75x Dívida Líquida/EBITDA, mesmo após desembolsos financeiros relevantes no período.

  • Ânima Educação (ANIM3); COMPRA; Preço-alvo R$ 7,00

A Ânima reportou receita líquida de R$1,12 bilhão no 1T (+8% a/a), em linha com as estimativas, com crescimento sustentado principalmente pela divisão Ânima Core, enquanto a Inspirali apresentou pressão de margens. O EBITDA ajustado ex-IFRS 16 somou R$376 milhões (+4% a/a), refletindo estabilidade operacional e manutenção do ritmo de geração de caixa. O lucro líquido avançou 11% a/a para R$106 milhões, beneficiado pelo crescimento operacional, apesar de maiores despesas financeiras. Na divisão Core, a receita cresceu 13% a/a, impulsionada por maior captação e reajustes de ticket, enquanto a margem permaneceu estável em 42,3%. Já a Inspirali cresceu 6% a/a em receita, mas teve retração de margem de 450bps, pressionada por maior participação do FIES e investimentos operacionais. A alavancagem caiu para 2,39x Dívida Líquida/EBITDA, sustentada pela forte geração de fluxo de caixa no trimestre. 

  • Cogna (COGN3); COMPRA; Preço-alvo R$ 5,00

A Cogna reportou receita líquida de R$2,14 bilhões no 1T (+32% a/a), acima das estimativas, com crescimento impulsionado pelo segmento de graduação e educação básica. O EBITDA ajustado, excluindo itens não recorrentes, totalizou R$679 milhões (+22% a/a), refletindo evolução operacional e ganhos de escala. O lucro líquido cresceu 49% a/a para R$141 milhões, apesar do aumento das despesas financeiras no período. Na Kroton, a receita líquida avançou 11% a/a, sustentada por maior ticket médio e melhor mix de cursos, apesar da queda de 14% na captação de alunos. O ticket médio subiu 19% a/a, enquanto a base final de alunos recuou 5% a/a. Na educação básica, a receita cresceu 69% a/a para R$951 milhões, impulsionada pelo reconhecimento de receitas do PNLD e crescimento das receitas de assinatura e B2G.

Serviços Básicos (Antonio Junqueira, CFA / Gisele Gushiken, CFA / Maria Schutz / Luis Mollo, CFA)

  • Auren Energia (AURE3); COMPRA; Preço-alvo R$ 20,00

A Auren reportou um 1T fraco, com EBITDA ajustado de R$837 milhões (-27% a/a), impactado principalmente pelo desempenho mais fraco da área de trading e pela menor geração renovável. O EBITDA reportado foi de R$300 milhões, impactado por marcação a mercado de contratos futuros de energia e provisões para contingências. O prejuízo líquido ajustado foi de R$247 milhões, refletindo despesas financeiras líquidas de R$589 milhões e menor contribuição operacional. A alavancagem aumentou para 5,2x Dívida Líquida/EBITDA, acima dos 4,8x registrados no trimestre anterior. O segmento de geração entregou EBITDA ajustado de R$895 milhões (-11% a/a), pressionado por menor GSF, curtailments e ventos mais fracos, com geração eólica e solar abaixo do P90. Como ponto positivo, a companhia registrou ganhos de modulação hídrica de R$97 milhões e redução de despesas operacionais.

  • Axia Energia (AXIA3); COMPRA; Preço-alvo R$ 75,00

A Axia Energia reportou EBITDA ajustado recorde de R$8,6 bilhões no 1T, alta de 71% a/a, beneficiada pela exposição de energia descontratada em um ambiente de preços elevados. O EBITDA regulatório ajustado foi de R$8,1 bilhões, impactado por mudança na metodologia contábil das receitas de transmissão. Apesar do forte resultado, o EBITDA ficou abaixo das estimativas, principalmente por preços de energia menores do que o esperado na parcela vendida no mercado spot. As despesas operacionais somaram R$1,45 bilhão, em linha com o esperado, enquanto provisões operacionais foram praticamente nulas. O lucro líquido ajustado alcançou R$3,5 bilhões, beneficiado por menor alíquota efetiva de imposto e despesas financeiras inferiores ao projetado. A companhia também atualizou seu balanço energético para 2026, 2027 e 2028, com ajustes moderados na exposição a preços.

  • Taesa (TAEE11); VENDA; Preço-alvo R$ 37,00

A Taesa reportou receita líquida regulatória de R$656 milhões no 1T26, em linha com as estimativas e alta de 9,6% a/a, impulsionada pela energização de novos projetos, reforços operacionais e reajustes da RAP indexados ao IGP-M e IPCA. O EBITDA atingiu R$562 milhões, também em linha com as projeções, com crescimento de 10,3% a/a, refletindo a expansão operacional e estabilidade de custos. As despesas operacionais totalizaram R$93 milhões, mantendo-se sob controle no trimestre. O resultado financeiro líquido ficou pressionado, com despesas financeiras de R$309 milhões, acima do esperado, impactando o lucro líquido regulatório, que somou R$192 milhões, abaixo das projeções. O resultado de equivalência patrimonial ficou em R$90 milhões. A alavancagem permaneceu estável em 4,7x Dívida Líquida/EBITDA, e a companhia anunciou R$193 milhões em dividendos adicionais no período.

Financeiro (Eduardo Rosman / Ricardo Buchpiguel / Antonio Pascale / Bruno Henriques)

  • Bradesco (BBDC4); NEUTRO; Preço-alvo R$ 23,00

O Bradesco reportou lucro líquido ajustado de R$6,8 bilhões no 1T, com crescimento de 5% t/t e 16% a/a, marcando o nono trimestre consecutivo de expansão sequencial dos resultados. A receita apresentou bom desempenho, sustentada pela evolução da margem financeira e pelo avanço da carteira de crédito, que cresceu 0,6% t/t e 9,5% a/a. A margem financeira total avançou 4% t/t, enquanto o índice de inadimplência acima de 90 dias subiu apenas 10bps t/t, comportamento considerado positivo diante da sazonalidade do período. As provisões para perdas com crédito somaram R$9,7 bilhões (+10% t/t e +27% a/a), pressionadas por casos corporativos específicos e maior custo de risco no varejo. O índice de capital principal encerrou em 10,2%, com queda de 100bps t/t, parcialmente compensado pela reorganização da operação de saúde. As despesas operacionais recuaram 4% t/t, refletindo disciplina de custos e redução de estrutura operacional.

Telecom & Tech (Carlos Sequeira, CFA / Osni Carfi / Bruno Henriques)

  • Totvs (TOTS3); COMPRA; Preço-alvo R$ 55,00

A Totvs apresentou forte desempenho operacional no 1T, com receita da divisão de Gestão de R$1,43 bilhão (+16% a/a), impulsionada pelo crescimento de receitas recorrentes e forte atividade comercial. A receita recorrente anualizada atingiu R$5,73 bilhões, com adições líquidas robustas no período, sustentando o crescimento da operação principal. O EBITDA da divisão de Gestão somou R$430 milhões (+24% a/a), com expansão de margem para 30,2%, refletindo ganhos de eficiência operacional. A RD Station entregou receita de R$171 milhões (+14,9% a/a), com evolução consistente de rentabilidade e EBITDA de R$24,6 milhões (+38% a/a). A Techfin originou R$3,26 bilhões em crédito, com receita líquida de R$98,5 milhões (+11% a/a), apesar de maiores provisões para perdas. Consolidado, o EBITDA atingiu R$456 milhões (+22,6% a/a), com margem de 27,7% e lucro líquido caixa de R$252 milhões (+17% a/a). 

Transporte & Logística | Bens de Capital | Infraestrutura (Lucas Marquiori / Fernanda Recchia / Samuel Alkmin / Marcel Zambello)

  • Marcopolo (POMO4); NEUTRO; Preço-alvo R$ 10,00

A Marcopolo reportou um 1T26 mais fraco, com desempenho operacional abaixo das estimativas, pressionado principalmente por margens menores e mix menos favorável. A companhia indicou melhora gradual do backlog e do mix para o 2T, reforçando a percepção de que o 1T26 pode ter sido o piso operacional do ano. A administração destacou que a demanda segue sustentada pela frota envelhecida no Brasil, embora juros elevados e incerteza macro ainda limitem a recuperação de volumes. O segmento rodoviário segue mais pressionado, enquanto urbanos e micro-ônibus mostram maior resiliência. As estimativas de produção foram revisadas para 15,1 mil ônibus em 2026 e 15,9 mil em 2027, com receita líquida projetada em R$9,6 bilhões e R$11 bilhões. As margens EBITDA foram ajustadas para 18,2% e 18,0%, refletindo crescimento de volumes ainda fraco e mix menos favorável. Reiteramos recomendação neutra com preço-alvo de R$ 10.

  • Frasle Mobility (FRAS3); COMPRA; Preço-alvo R$ 30,00

A Fras-le reportou um 1T com crescimento fraco, com receita líquida de R$1,3 bilhão (-6% a/a), refletindo impactos operacionais relacionados à migração de ERP na Nakata. O EBITDA totalizou R$210 milhões (-20% a/a), com margem de 17%, uma retração de 2,8 p.p. em relação ao mesmo período do ano anterior. O lucro líquido ficou em R$44 milhões, abaixo dos R$68 milhões registrados no 1T25, pressionado pelo ambiente de crescimento mais desafiador. Os volumes consolidados recuaram 6% a/a, com maior impacto no segmento Ride & Comfort (-26% a/a), além de retrações em Braking e Transmission & Powertrain. A receita doméstica caiu 15% a/a, impactada pelo mercado de reposição mais fraco, parcialmente compensado pelo crescimento nas montadoras. A alavancagem subiu para 1,6x Dívida Líquida/EBITDA, enquanto o capex somou R$21 milhões e o ROIC permaneceu estável em 14%.

  • Mills (MILS3); COMPRA; Preço-alvo R$ 19,00

A Mills apresentou mais um trimestre forte, com receita líquida de R$461 milhões (+12% a/a), impulsionada pelo bom desempenho operacional e margens superiores ao esperado. O EBITDA reportado foi de R$268 milhões (+30% a/a), beneficiado por créditos tributários não recorrentes, enquanto o EBITDA ajustado somou R$235 milhões (+14% a/a), com margem de 51%. A divisão de locação gerou receita de R$382 milhões (+10% a/a), sustentada por uma frota de 16,3 mil equipamentos e margem EBITDA de 48%. O segmento de formas e escoramentos registrou receita líquida de R$80 milhões (+20% a/a), com EBITDA ajustado de R$52 milhões e margem de 65%, refletindo forte alavancagem operacional. O capex somou R$97 milhões, concentrado em expansão e renovação de frota. A alavancagem caiu para 1,1x Dívida Líquida/EBITDA, enquanto o ROIC avançou para 21%.

Varejo & Consumo (Luiz Guanais / Yan Cesquim / Beatriz Cendon / Luis Mollo, CFA)

  • Smart Fit (SMFT3); COMPRA; Preço-alvo R$ 30,00

A SmartFit entregou um 1T sólido, com receita líquida de R$2,1 bilhões (+25% a/a), sustentada pelo aumento no número médio de alunos por unidade, expansão da base de academias e maior ticket médio. A base total de membros atingiu 5,6 milhões (+6% a/a), enquanto os assinantes digitais somaram 467 mil (+13% a/a), com crescimento consistente fora do Brasil e México. O lucro operacional manteve forte evolução, com lucro bruto de R$1,1 bilhão (+28% a/a) e margem bruta de 51,8% (+110bps a/a). O EBITDA consolidado alcançou R$672 milhões (+29% a/a), com expansão de margem, enquanto o lucro líquido ajustado foi de R$207 milhões (+47% a/a). A geração de fluxo de caixa operacional somou R$635 milhões, com conversão de 95% do EBITDA, e geração de fluxo de caixa de R$85 milhões. A alavancagem encerrou em 1,14x Dívida Líquida/EBITDA, levemente acima do ano anterior.

  • Dimed (PNVL3); COMPRA; Preço-alvo R$ 19,00

A Panvel apresentou um 1T forte, com vendas no varejo de R$1,55 bilhão (+15,1% a/a), sustentadas pelo crescimento de mesmas lojas de 11,5% e ganho de produtividade por unidade. A receita bruta consolidada atingiu R$1,6 bilhão (+16% a/a), impulsionada principalmente pelo crescimento de genéricos (+22% a/a) e medicamentos de marca (+20% a/a). O lucro bruto somou R$463 milhões (+15% a/a), com margem de 29,5%, praticamente estável na comparação anual. O EBITDA ajustado alcançou R$81 milhões (+26% a/a), com margem de 5,2%, refletindo melhor alavancagem operacional. O lucro líquido ajustado totalizou R$38 milhões (+38% a/a), pressionado por maiores despesas financeiras e tributárias. Mesmo com pressão sazonal sobre capital de giro, a alavancagem caiu para 0,88x Dívida Líquida/EBITDA, abaixo do trimestre anterior e do mesmo período do ano anterior.