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Sacre Investimentos
07 de ago. de 202616 min

Radar Diário de Ações - 07/08/26

Confira os principais acontecimentos das empresas sob nossa cobertura.

Petróleo & Gás (Rodrigo Almeida / Gustavo Cunha / Marcel Zambello)

  • Petrobras (PETR4); COMPRA; Preço-alvo R$ 40,00

A Petrobras apresentou resultados fortes no segundo trimestre, com EBITDA de aproximadamente US$ 18,9 bilhões, acima do consenso, impulsionado pelo aumento da produção de petróleo, melhores preços realizados e redução dos custos de extração. A geração de fluxo de caixa para o acionista permaneceu robusta, mesmo impactada por efeitos temporários relacionados ao programa de subvenção dos combustíveis e por maior necessidade de capital de giro. O segmento de Exploração e Produção continuou sendo o principal destaque, beneficiado pelo maior volume produzido e pela maior participação do pré-sal, enquanto Gás e Energia também apresentou evolução positiva. A dívida líquida recuou para US$ 60,4 bilhões, reduzindo a alavancagem para cerca de 1,1x Dívida Líquida/EBITDA. A companhia anunciou dividendos de aproximadamente US$ 3,4 bilhões, equivalentes a cerca de 3% de yield trimestral. As perspectivas para o terceiro trimestre permanecem favoráveis, sustentadas pelo crescimento da produção, melhora da dinâmica de capital de giro e manutenção de margens sólidas no refino.

  • PetroReconcavo (RECV3); NEUTRO; Preço-alvo R$ 12,00

A PetroReconcavo apresentou EBITDA de R$ 396 milhões no segundo trimestre, alta de 28% t/t, sustentado pela valorização do Brent, melhores preços realizados e ganhos de eficiência na operação de midstream. A geração de fluxo de caixa para o acionista alcançou R$ 80 milhões, enquanto a alavancagem permaneceu estável em 1,0x Dívida Líquida/EBITDA. Os custos operacionais aumentaram devido à maior compra de gás de terceiros durante a parada programada da UPGN Guamaré, elevando o lifting cost para US$ 16,8/boe. O capex totalizou R$ 193 milhões, com redução dos investimentos em perfuração e instalações e aumento das atividades de workover. A companhia anunciou R$ 100 milhões em juros sobre o capital próprio, equivalente a um yield de aproximadamente 3,4%. A recuperação da produção, a melhora dos contratos de gás natural e a aceleração do programa de workover continuam sendo os principais fatores para impulsionar volumes e geração de caixa nos próximos períodos, enquanto parte do potencial de alta do petróleo permanece limitada pelas operações de hedge.

 

Construção Civil (Gustavo Cambauva / Gustavo Fabris / Bruno Carrenho)

  • Mitre (MTRE3); NEUTRO; Preço-alvo R$ 4,80

A Mitre apresentou resultados em linha com as expectativas no segundo trimestre, com receita líquida de R$ 271 milhões (+5% a/a) e lucro bruto ajustado de R$ 105 milhões (+27% a/a), resultando em uma margem bruta ajustada de 39%, avanço de 660 pontos-base em relação ao mesmo período do ano anterior. O lucro líquido atingiu R$ 15 milhões (+46% a/a), beneficiado pela melhora operacional, mas pressionado por despesas e participação dos minoritários maiores do que o esperado. O ROE anualizado permaneceu em um nível modesto de 6%. A companhia registrou consumo de caixa de R$ 12 milhões no período, ligeiramente melhor que as expectativas. Ao final do trimestre, a dívida líquida somava R$ 498 milhões, equivalente a uma alavancagem de 46% do patrimônio líquido. O trimestre foi marcado por rentabilidade ainda abaixo do custo de capital e geração de caixa ligeiramente negativa, em um ambiente macroeconômico ainda desafiador para o segmento de média e alta renda.

  • LOG (LOGG3); COMPRA; Preço-alvo R$ 35,00

A LOG apresentou resultados em linha com as expectativas no segundo trimestre, com receita líquida de R$ 66 milhões (+7% a/a), EBITDA ajustado de R$ 49 milhões (+6% a/a) e FFO de R$ 9 milhões. O desempenho operacional permaneceu sólido, sustentado pelo bom momento do segmento logístico. No período, a companhia entregou dois projetos, totalizando 81,5 mil m² de ABL, ambos já integralmente locados, refletindo a forte demanda pelos ativos. A vacância encerrou o trimestre em apenas 1%, enquanto o aluguel nas mesmas propriedades avançou 1,8% em termos reais e o ticket médio alcançou R$ 25 por m², crescimento de 17% a/a. A empresa também anunciou a venda do ativo LOG Recife II por R$ 210 milhões, em uma operação realizada a um cap rate estimado de aproximadamente 8%, implicando margem bruta próxima de 41%. A estratégia de reciclagem de portfólio segue contribuindo para a geração de valor, combinando desenvolvimento de ativos com rentabilidade elevada e posterior monetização.

  • MRV (MRVE3); COMPRA; Preço-alvo R$ 12,00

A MRV anunciou que sua subsidiária norte-americana Resia vendeu o empreendimento Memorial, em Atlanta, além de cinco terrenos, em uma transação total de US$ 170 milhões. Para acelerar o processo de desalavancagem, os ativos foram vendidos com desconto em relação ao valor contábil, o que levará ao reconhecimento de um Impairment de US$ 61 milhões (aproximadamente R$ 305 milhões) nos resultados do segundo trimestre de 2026. No acumulado do ano, a Resia já vendeu cerca de US$ 400 milhões em ativos, contribuindo para uma redução estimada de US$ 290 milhões na dívida líquida. A companhia segue priorizando a diminuição do endividamento, considerado o principal objetivo da operação nos Estados Unidos. Apesar das perdas associadas à venda dos ativos e da necessidade potencial de capital adicional para concluir a liquidação da Resia, o processo de desalavancagem continua avançando. A ação permanece negociando a níveis considerados descontados, especialmente sob a perspectiva de normalização dos resultados futuros.

  • Allos (ALOS3); COMPRA; Preço-alvo R$ 39,00

A Allos apresentou resultados acima das expectativas no segundo trimestre, com receita líquida de R$ 717 milhões (+9% a/a), impulsionada pelo forte desempenho das receitas de serviços e mídia em shopping centers. O EBITDA ajustado atingiu R$ 512 milhões (+12% a/a), com margem de 71,4%, enquanto o FFO por ação alcançou R$ 0,66 (+14% a/a), acima das estimativas. O lucro líquido somou R$ 308 milhões, beneficiado pelo desempenho das operações de desenvolvimento imobiliário. Os indicadores operacionais permaneceram saudáveis, embora as vendas nas mesmas lojas e os aluguéis nas mesmas lojas tenham continuado impactados pelo Shopping Tijuca. A vacância encerrou o trimestre em 3,8%, o custo de ocupação dos lojistas ficou em 10,3% das vendas e a inadimplência recuou para 1,4%. Os resultados reforçaram a solidez operacional da companhia, com crescimento de EBITDA e FFO acima do esperado e geração consistente de resultados.

  • Eztec (EZTC3); COMPRA; Preço-alvo R$ 21,00

A Eztec apresentou resultados em linha com as expectativas no segundo trimestre, com receita líquida de R$ 377 milhões (-16% a/a) e lucro líquido de R$ 110 milhões (-21% a/a), equivalente a um ROE anualizado de 8,5%. A margem bruta atingiu 41,9%, acima das estimativas, beneficiada pela venda de terrenos, mas esse efeito positivo foi compensado por despesas operacionais maiores. A geração de caixa foi de R$ 22 milhões no período, abaixo do esperado, refletindo um desempenho mais fraco na conversão operacional. Ainda assim, a companhia encerrou o trimestre praticamente sem alavancagem, com posição líquida de caixa de R$ 1 milhão. Além disso, mantém R$ 756 milhões em recebíveis de financiamentos concedidos diretamente aos clientes, corrigidos pela inflação mais 10% ao ano. O trimestre foi marcado por estabilidade operacional e manutenção de uma estrutura de capital bastante conservadora.

Saúde & Educação (Samuel Alves / Maria Resende / Marcel Zambello)

  • Fleury (FLRY3); NEUTRO; Preço-alvo R$ 18,00

O Fleury apresentou resultados sólidos no segundo trimestre, com receita líquida de R$ 2,31 bilhões (+14% a/a), impulsionada principalmente pelo crescimento orgânico de 12% no segmento B2C e pela contribuição de aquisições recentes. O lucro bruto avançou 22% a/a para R$ 644 milhões, com expansão de 170 pontos-base na margem bruta, enquanto o EBITDA atingiu R$ 613 milhões (+15% a/a), com margem de 26,5%. O lucro líquido somou R$ 222 milhões, crescimento de 46% a/a, beneficiado pelo aumento das receitas, menores despesas financeiras e menor alíquota efetiva de impostos. O desempenho operacional foi sustentado pelo crescimento dos volumes de exames, pela evolução dos negócios regionais e pelo avanço das operações B2B e de Novos Elos. A geração de fluxo de caixa foi um dos destaques do trimestre, com fluxo de caixa operacional após capex de R$ 508 milhões e fluxo de caixa para o acionista de R$ 230 milhões. A alavancagem permaneceu confortável em 1,1x Dívida Líquida/EBITDA, mesmo após pagamento de dividendos e compromissos relacionados a aquisições. citeturn174search3? no citation available for Fleury text provided by user directly so omit?

Serviços Básicos (Antonio Junqueira, CFA / Gisele Gushiken, CFA / Maria Schutz / Bruno Henriques)

  • Energisa (ENGI11); COMPRA; Preço-alvo R$ 59,00

A Energisa apresentou resultados abaixo das expectativas no segundo trimestre, com EBITDA ajustado de R$ 1,95 bilhão, praticamente estável em relação ao ano anterior e 6% abaixo das estimativas. O desempenho foi pressionado principalmente pela área de distribuição, que sofreu com aumento de 12% a/a nas despesas operacionais, especialmente nas concessões EMT e EMS, apesar do crescimento de 4,5% a/a do volume distribuído, perdas controladas e melhora dos indicadores de qualidade. O lucro líquido reportado foi negativo em R$ 40 milhões, impactado por efeitos não recorrentes relacionados ao acordo da ERO com o estado de Rondônia e por despesas financeiras elevadas. Excluindo os efeitos extraordinários, o lucro líquido ajustado seria de R$ 88 milhões. Os demais negócios, incluindo geração, transmissão, serviços e (re)energisa, também apresentaram resultados abaixo das expectativas. A companhia encerrou o trimestre com alavancagem de 3,1x Dívida Líquida/EBITDA e anunciou R$ 251 milhões em dividendos, equivalentes a R$ 0,50 por unit.

  • Alupar (ALUP11); COMPRA; Preço-alvo R$ 47,00

A Alupar apresentou resultados abaixo das expectativas no segundo trimestre, com receita líquida de R$ 946 milhões (+10% a/a) e EBITDA de R$ 725 milhões (+7% a/a), impactado principalmente pelo desempenho mais fraco dos ativos eólicos e solares, afetados por curtailments, além de maiores despesas na holding. O segmento de transmissão manteve desempenho sólido, com EBITDA de R$ 649 milhões (+13% a/a), beneficiado pelos reajustes da RAP e pela energização de novos projetos ao longo de 2025. Já a divisão de geração registrou EBITDA de R$ 105 milhões, queda de 18% a/a, pressionada pela menor produção de energia renovável e por custos acima do esperado. O lucro líquido regulatório somou R$ 159 milhões, abaixo das estimativas, refletindo o menor resultado operacional e uma carga tributária mais elevada. A companhia anunciou R$ 69 milhões em dividendos no trimestre, totalizando R$ 138 milhões distribuídos no primeiro semestre, enquanto a alavancagem permaneceu estável em 3,2x Dívida Líquida/EBITDA.

Financeiro (Eduardo Rosman / Ricardo Buchpiguel / Antonio Pascale / Bruno Henriques)

  • Wiz (WIZC3); NEUTRO; Preço-alvo R$ 10,00

A Wiz apresentou lucro líquido de R$ 53,6 milhões no segundo trimestre, alta de 34% t/t e 8% a/a, superando as estimativas apesar de um cenário ainda desafiador para o crescimento das receitas. A receita líquida atingiu R$ 235 milhões, pressionada principalmente pelos impactos das mudanças regulatórias no crédito consignado sobre as operações da Promotiva e da BMG Corretora. Em contrapartida, subsidiárias como Omni e Inter Seguros continuaram apresentando forte desempenho, ajudando a compensar a fraqueza de outras unidades de negócios. As despesas operacionais permaneceram sob controle, enquanto a redução das despesas financeiras e uma carga tributária menor contribuíram para o crescimento do lucro líquido. A desalavancagem seguiu avançando de forma consistente, com a dívida líquida recuando para R$ 139 milhões e a alavancagem caindo para apenas 0,3x Dívida Líquida/EBITDA. Apesar da avaliação atrativa e da melhora operacional em algumas subsidiárias, a companhia ainda enfrenta desafios para retomar um crescimento mais consistente das receitas.

  • Porto Seguro (PSSA3); NEUTRO; Preço-alvo R$ 58,00

A Porto Seguro reportou lucro líquido recorrente de R$ 889 milhões no segundo trimestre, com ROE de 22,7%, resultado sustentado principalmente pelo forte desempenho das operações de seguros, saúde e serviços. A vertical de seguros apresentou crescimento dos prêmios, melhora da sinistralidade e manutenção de elevada rentabilidade, enquanto a unidade de saúde registrou expansão de 36% no lucro líquido e crescimento da base de beneficiários. O principal ponto negativo ficou concentrado no Porto Bank, onde a inadimplência e as provisões para perdas com crédito aumentaram, pressionando os resultados da operação financeira. Ainda assim, o banco apresentou melhora de eficiência e avanço das receitas de serviços e margem financeira. O resultado financeiro consolidado também evoluiu positivamente, contribuindo para compensar parte da piora observada no crédito. As revisões de guidance concentraram-se principalmente nas operações bancárias, mas tiveram impacto limitado sobre a expectativa de lucro líquido consolidado da companhia. 

Transportes (Lucas Marquiori / Fernanda Recchia / Samuel Alkmin / Marcel Zambello)

  • Localiza&Co (RENT3); COMPRA; Preço-alvo R$ 65,00

A Localiza apresentou resultados sólidos no segundo trimestre, com receita líquida de R$ 12,3 bilhões (+25% a/a) e lucro líquido de R$ 1,0 bilhão (+31% a/a), ambos acima das estimativas. As operações de aluguel continuaram apresentando bom desempenho, com crescimento de volumes tanto em aluguel de carros quanto em gestão de frotas, além de melhora das taxas de utilização e manutenção de margens elevadas. No segmento de seminovos, a receita avançou 39% a/a, impulsionada pela venda de 92 mil veículos, embora a margem EBITDA tenha recuado para 1,9%, pressionada por um mix menos favorável e maiores despesas relacionadas à expansão e rebranding das lojas. A companhia também registrou benefícios relacionados a créditos de PIS/Cofins e menor alíquota efetiva de impostos, contribuindo para o desempenho do lucro líquido. A dívida líquida atingiu R$ 32,4 bilhões, com alavancagem de 2,2x Dívida Líquida/EBITDA, refletindo a expansão da frota. Apesar da pressão recente sobre as ações, os resultados reforçaram a resiliência operacional dos negócios de aluguel e a capacidade da companhia de sustentar crescimento e rentabilidade em um ambiente mais desafiador.

  • Tupy (TUPY3); NEUTRO; Preço-alvo R$ 35,00

 A Tupy apresentou resultados fracos, porém em linha com as expectativas no segundo trimestre, com receita líquida de R$ 2,5 bilhões (-6% a/a) e EBITDA ajustado de R$ 156 milhões (-26% a/a), resultando em margem de 6%. O desempenho foi impactado pela demanda mais fraca no mercado doméstico, especialmente nos segmentos de veículos pesados e agronegócio, além de volumes ainda moderados nas exportações. A divisão de Componentes Estruturais e Contratos de Manufatura registrou queda nas receitas domésticas, enquanto a área de Energia e Descarbonização também apresentou retração devido à menor venda de grupos geradores. O lucro líquido ficou negativo em R$ 11 milhões, embora melhor do que o esperado. A companhia continuou executando iniciativas de eficiência operacional, produtividade e manutenção, que geraram benefícios ao longo do semestre. A alavancagem encerrou o período em 4,1x Dívida Líquida/EBITDA, ligeiramente acima do trimestre anterior, refletindo uma base de EBITDA mais pressionada nos últimos 12 meses.

Varejo & Consumo (Luiz Guanais / Yan Cesquim / Beatriz Cendon / Bruno Carrenho)

  • Magazine Luiza (MGLU3); COMPRA; Preço-alvo R$ 12,00

O Magazine Luiza apresentou resultados fracos no segundo trimestre, refletindo a continuidade da pressão sobre o comércio eletrônico, parcialmente compensada pelo forte desempenho das lojas físicas. As vendas mesmas lojas cresceram 9,7% a/a, impulsionadas principalmente pela demanda por produtos relacionados à Copa do Mundo, enquanto o GMV consolidado recuou 5% a/a para R$ 14,5 bilhões. A receita líquida atingiu R$ 9 bilhões, queda de 3% a/a. Apesar do menor volume online, a margem bruta expandiu 10 pontos-base para 30,6%, apoiada por disciplina comercial e controle de custos. O EBITDA ajustado alcançou R$ 709 milhões, com margem estável em 8%, sustentado pelo desempenho das lojas físicas e pela melhora dos resultados da Luizacred. O lucro líquido ajustado permaneceu negativo em R$ 50 milhões, impactado pelo aumento das despesas financeiras. A geração operacional de caixa foi positiva, beneficiada pela redução dos estoques, enquanto a operação financeira apresentou melhora da rentabilidade e indicadores de crédito saudáveis, com queda da inadimplência e manutenção de níveis robustos de cobertura.

  • Panvel (PNVL3); COMPRA; Preço-alvo R$ 19,00

A Panvel apresentou resultados sólidos no segundo trimestre, com crescimento de 15,8% a/a nas vendas do varejo, impulsionado pela aceleração das vendas nas mesmas lojas para 13,5% e pelo ganho de participação de mercado na Região Sul. A receita bruta consolidada cresceu 16% a/a, sustentada principalmente pelo avanço dos medicamentos de marca, genéricos e produtos de higiene, beleza e cuidados pessoais. As vendas de medicamentos GLP-1 cresceram 63,6% a/a e passaram a representar 11,3% da receita do varejo. A margem bruta recuou para 30,2% devido à maior participação dos medicamentos GLP-1, porém o ganho de alavancagem operacional mais do que compensou essa pressão. O EBITDA ajustado pré-IFRS16 atingiu R$ 88,5 milhões (+26% a/a), com expansão de 40 pontos-base na margem, enquanto o lucro líquido ajustado alcançou R$ 39 milhões (+39% a/a), acima das estimativas. A alavancagem permaneceu controlada em 0,9x Dívida Líquida/EBITDA, reforçando a sólida posição financeira e a capacidade de sustentar o crescimento da operação.

  • Lojas Quero Quero (LJQQ3); COMPRA; Preço-alvo R$ 3,50

A Lojas Quero-Quero apresentou sinais encorajadores de recuperação no segundo trimestre, com receita bruta consolidada de R$ 835 milhões (+10% a/a) e receita líquida de R$ 726 milhões (+9% a/a), impulsionadas principalmente pela melhora da operação de varejo. As vendas nas mesmas lojas aceleraram para 6,7%, consolidando a recuperação gradual observada desde o terceiro trimestre de 2025, enquanto as receitas de serviços financeiros cresceram 14% a/a. Apesar da evolução das vendas, a margem bruta consolidada recuou para 26%, pressionada pelo aumento das provisões, maiores custos de captação e uma política de crédito mais conservadora. O EBITDA ajustado ficou praticamente estável em R$ 34 milhões, enquanto o prejuízo líquido atingiu R$ 51 milhões. A carteira de crédito com juros cresceu 15% a/a para R$ 1,05 bilhão, embora a inadimplência acima de 90 dias tenha avançado para 12,5%. A dívida líquida ajustada encerrou o trimestre em R$ 399 milhões, com alavancagem de 2,9x Dívida Líquida/EBITDA, refletindo um cenário ainda desafiador para consumo e crédito.

  • Lojas Renner (LREN3); COMPRA; Preço-alvo R$ 20,00

A Renner apresentou resultados abaixo das expectativas no segundo trimestre, com receita líquida consolidada de R$ 3,69 bilhões (+1,1% a/a) e vendas nas mesmas lojas de apenas 0,5%, refletindo um ambiente de consumo mais fraco, impactos da Copa do Mundo e maior competição de plataformas internacionais. Diante desse cenário, a companhia revisou seu guidance de crescimento de receita para 2026, passando de 9%-13% para 4%-8%, embora tenha mantido inalteradas as demais metas de expansão, rentabilidade e retorno sobre o capital. O principal destaque positivo continuou sendo a margem bruta, que avançou para 57,5%, beneficiada por maior participação de vendas a preço cheio, gestão disciplinada de estoques e ganhos na cadeia de suprimentos. O EBITDA ajustado consolidado totalizou R$ 845 milhões, praticamente estável em relação ao ano anterior, enquanto o lucro líquido alcançou R$ 405 milhões. Na Realize, a política de crédito mais conservadora ajudou a preservar a qualidade da carteira, apesar da menor originação e do crescimento limitado da base de clientes. O trimestre foi marcado por rentabilidade resiliente, mas por uma recuperação de vendas mais lenta do que o esperado.

  • Assaí (ASAI3); COMPRA; Preço-alvo R$ 11,00

O Assaí apresentou resultados ligeiramente abaixo das expectativas no segundo trimestre, com receita líquida de R$ 19,2 bilhões (+0,9% a/a) e vendas mesmas lojas de 0,9%, refletindo um ambiente de consumo ainda pressionado pelo elevado endividamento das famílias e pela perda de poder de compra dos consumidores de baixa renda. Apesar disso, a companhia continuou ganhando participação de mercado e registrou fluxo recorde superior a 40 milhões de clientes por mês. A margem bruta seguiu como principal destaque, avançando para 17,1%, beneficiada pela maturação das lojas, melhor gestão comercial e maior participação de serviços de maior rentabilidade. O EBITDA ajustado atingiu R$ 1,07 bilhão, praticamente estável em relação ao ano anterior, enquanto o lucro líquido recorrente alcançou R$ 344 milhões. A geração de caixa e a qualidade do balanço continuaram melhorando, com a alavancagem recuando para 2,37x Dívida Líquida/EBITDA, o menor nível desde 2021. Mesmo diante de um cenário desafiador para o consumo, a companhia segue avançando no processo de desalavancagem e expansão gradual de margens.