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Sacre Investimentos
08 de mai. de 202615 min

Radar Diário de Ações - 08/05/26

Confira os principais acontecimentos das empresas sob nossa cobertura.

Agronegócio (Thiago Duarte / Guilherme Guttilla / Bruno Henriques)

  • Camil (CAML3); COMPRA; Preço-alvo R$ 10,00

A Camil encerrou o último trimestre do ano fiscal com EBITDA de R$ 132 milhões, ficando abaixo das expectativas, apesar de receita em linha, sustentada por volumes superiores ao esperado e preços menores. As despesas com vendas, gerais e administrativas cresceram 11% a/a, mesmo com queda de 16% na receita, elevando sua participação para 19,5% da receita líquida. As despesas com pessoal foram o principal fator de pressão, com alta de R$ 41 milhões a/a. No Brasil, os volumes vieram acima do esperado, com crescimento de 2% a/a, beneficiados pelo melhor desempenho em açúcar e arroz, apesar da queda de preços. No mercado internacional, os volumes também surpreenderam positivamente, principalmente no Uruguai. A companhia liberou R$ 1,1 bilhão em capital de giro no trimestre, encerrando o período com alavancagem de 3,9x Dívida Líquida/EBITDA ajustado, acima de 3,4x no ano anterior. 

Construção Civil (Gustavo Cambauva / Gustavo Fabris / Antonio Pascale / Luis Mollo, CFA)

  • Eztec (EZTC3); COMPRA; Preço-alvo R$ 21,00

A Eztec reportou lucro líquido de R$ 120 milhões no 1T, crescimento de 27% a/a, com ROE anualizado de 9%, ligeiramente abaixo das expectativas. A receita líquida somou R$ 323 milhões, alta de 4% a/a, impactada pela forte base de entregas no ano anterior. A margem bruta ficou em 40,8%, retração de 255bps a/a, refletindo pressão operacional no período. O principal destaque foi a forte geração de fluxo de caixa livre, que atingiu R$ 154 milhões, acima das estimativas, equivalente a um yield anualizado de 16%. O desempenho do caixa foi impulsionado pela maior transferência de recebíveis de clientes para bancos, reduzindo o saldo de recebíveis em R$ 101 milhões t/t. A companhia encerrou o trimestre com posição líquida de caixa de R$ 7 milhões, além de R$ 661 milhões em recebíveis financiados diretamente aos clientes, reforçando a solidez do balanço.

  • Allos (ALOS3); COMPRA; Preço-alvo R$ 39,00

A Allos reportou receita líquida de R$ 659 milhões no 1T, crescimento de 7% a/a, em linha com as expectativas, mesmo com impactos do incêndio no Shopping Tijuca. O EBITDA ajustado somou R$ 470 milhões, alta de 7% a/a, com margem de 71%, beneficiado por menores despesas com custos de vendas, gerais e administrativos, compensando custos adicionais relacionados ao incidente. O FFO atingiu R$ 275 milhões, crescimento de 2% a/a. Os indicadores operacionais seguiram sólidos, com vendas mesmas lojas crescendo 5% a/a e aluguel mesmas lojas avançando 5,5% a/a. A taxa de vacância encerrou em 3,7%, queda de 40bps a/a, enquanto o custo de ocupação dos lojistas recuou para 11% das vendas. A inadimplência permaneceu estável em 2,8%, reforçando a resiliência operacional dos ativos.

Saúde & Educação (Samuel Alves / Maria Resende / Marcel Zambello)

  • YDUQS (YDUQ3); COMPRA; Preço-alvo R$ 23,00

A YDUQS reportou receita líquida de R$ 1,5 bilhão no 1T, crescimento de 1% a/a, com EBITDA ajustado de R$ 504 milhões, queda de 2% a/a e margem de 33,4%, retração de 120bps a/a. O lucro líquido ajustado somou R$ 150 milhões, queda de 2% a/a, beneficiado por efeito tributário positivo. Nas operações de Estácio e Wyden, a receita caiu 3% a/a para R$ 1 bilhão, enquanto o EBITDA ajustado recuou 13% a/a, com margem de 25%. A captação total caiu 10% a/a, refletindo forte migração do digital para híbrido após mudanças regulatórias. No segmento Premium, a operação Idomed cresceu 10% a/a em receita, enquanto Ibmec avançou 23% a/a, mantendo forte rentabilidade. O fluxo de caixa livre para o acionista alcançou R$ 276 milhões, alta de 10% a/a, enquanto a alavancagem subiu para 1,53x Dívida Líquida/EBITDA ajustado. 

Serviços Básicos (Antonio Junqueira, CFA / Gisele Gushiken, CFA / Maria Schutz / Luis Mollo, CFA)

  • Engie Brasil (EGIE3); NEUTRO; Preço-alvo R$ 33,00

A Engie Brasil reportou EBITDA ajustado de R$ 1,96 bilhão no 1T, crescimento de 19% a/a e 8% acima das estimativas, impulsionado pela entrada em operação de Serra do Assuruá, Assu Sol e pela consolidação de ativos hídricos adquiridos. O segmento de geração entregou EBITDA de R$ 1,76 bilhão, alta de 20% a/a, sustentado por volumes vendidos 10% maiores e preços médios levemente superiores. A companhia também registrou ganho de R$ 132 milhões com operações no mercado spot, compensando parcialmente curtailments em ativos eólicos e solares. O segmento de transmissão apresentou EBITDA regulatório de R$ 200 milhões, crescimento de 32% a/a, refletindo energização parcial de novos ativos. A TAG registrou EBITDA de R$ 1,72 bilhão, mas com maiores despesas financeiras. O lucro líquido totalizou R$ 792 milhões, enquanto a alavancagem encerrou o trimestre em 3,2x Dívida Líquida/EBITDA. 

  • Alupar (ALUP11); COMPRA; Preço-alvo R$ 48,00

A Alupar reportou EBITDA regulatório de R$ 800 milhões no 1T, em linha com as estimativas e com crescimento de 17% a/a, sustentado pelo melhor desempenho da divisão de geração. A receita líquida atingiu R$ 997 milhões, alta de 16,3% a/a. No segmento de transmissão, o EBITDA somou R$ 673 milhões, crescimento de 16% a/a e em linha com as projeções. Já a geração entregou EBITDA de R$ 152 milhões, alta de 30% a/a, beneficiada por maior volume gerado e ganhos com comercialização de energia. Por outro lado, os custos da holding ficaram acima do esperado, pressionando o resultado consolidado. O lucro líquido regulatório totalizou R$ 149 milhões, abaixo das expectativas, impactado por menores equivalências patrimoniais, maiores despesas financeiras e alíquota efetiva de imposto superior ao projetado. A alavancagem permaneceu estável em 3,2x Dívida Líquida/EBITDA.

  • Sabesp (SBSP3); COMPRA; Preço-alvo R$ 31,00

A Sabesp reportou EBITDA ajustado de R$ 3,78 bilhões no 1T, crescimento de 26% a/a, sustentado pelo reajuste tarifário, iniciativas comerciais e forte disciplina de custos. A receita líquida atingiu R$ 6,02 bilhões, alta de 11% a/a, refletindo o reajuste tarifário de 9,1% e a remoção de descontos para grandes clientes, parcialmente compensados por maior participação de tarifas sociais. O volume faturado ficou estável no período, impactado pela migração de sistemas no final de março. As despesas operacionais ajustadas recuaram 8% a/a, com destaque para queda de 26% em custos com pessoal, redução de inadimplência e menor custo de energia com migração para o mercado livre. O lucro líquido ajustado somou R$ 1,55 bilhão, crescimento de 32% a/a. O capex alcançou R$ 3,7 bilhões, com avanço nas metas operacionais de expansão de conexões de água e esgoto.

Financeiro (ex-Bancos) (Eduardo Rosman / Ricardo Buchpiguel / Antonio Pascale / Bruno Henriques)

  • Caixa Seguridade (CXSE3); COMPRA; Preço-alvo R$ 23,00

A Caixa Seguridade reportou lucro líquido de R$ 1,14 bilhão no 1T, crescimento de 2% t/t e 13% a/a, com ROE de 38%. Os prêmios emitidos avançaram 6% a/a, totalizando R$ 2,5 bilhões, impulsionados pelo seguro habitacional, que cresceu 13% a/a. O segmento de prestamista apresentou recuperação sequencial de 19% t/t, apesar da queda de 21% a/a. A sinistralidade ficou em 22,5%, abaixo do esperado e 21,1 p.p. inferior ao mesmo período do ano anterior, beneficiada por melhora no desempenho do segmento prestamista. As contribuições de previdência cresceram 3% t/t, somando R$ 6,7 bilhões. A receita com títulos de capitalização avançou 28% a/a para R$ 543 milhões, sustentada pela maior participação de pagamentos mensais. O desempenho operacional manteve perfil resiliente, sustentado pela forte integração com a rede de distribuição da Caixa. 

  • B3 (B3SA3); NEUTRO; Preço-alvo R$ 19,00

A B3 reportou lucro líquido de R$ 1,48 bilhão no 1T, crescimento de 63% t/t e 33,5% a/a, impulsionado pela melhora nas condições de mercado e maior volatilidade. A receita líquida atingiu R$ 2,9 bilhões, alta de 20% a/a e recorde para um trimestre, sustentada pelo crescimento das receitas pró-cíclicas e recorrentes. As receitas ligadas a derivativos e ações avançaram 23,7% a/a, enquanto receitas recorrentes cresceram 17% a/a, com destaque para Data Analytics Solutions (+23%), renda fixa e crédito (+15%) e soluções de mercado de capitais (+29%). As despesas totais somaram R$ 919 milhões, alta de 11% a/a, impactadas pelo reajuste salarial anual. O resultado financeiro foi positivo em R$ 112 milhões, crescimento de 18% t/t. O lucro antes dos impostos totalizou R$ 2,1 bilhões, alta de 31% a/a, reforçando a combinação de receitas previsíveis e alavancagem operacional. 

Telecom & Tech (Carlos Sequeira, CFA / Osni Carfi / Bruno Henriques)

  • Locaweb (LWSA3); COMPRA; Preço-alvo R$ 7,00

A LWSA reportou receita líquida de R$ 362,8 milhões no 1T, em linha com as estimativas e crescimento de 10% a/a, mantendo trajetória de expansão. A divisão de Commerce avançou 14,3% a/a, enquanto BeOnline & SaaS ficou estável em relação ao ano anterior. O EBITDA ajustado alcançou R$ 91 milhões, alta de 28,4% a/a e 6,1% acima das estimativas, com margem de 25,1%, expansão de 360bps a/a. O desempenho foi impulsionado principalmente pela eficiência em custos SG&A, que recuaram 10,4% a/a, beneficiados por estrutura mais enxuta e maior adoção de inteligência artificial. O capex ficou em R$ 24,6 milhões, abaixo das projeções. A geração de fluxo operacional de caixa atingiu R$ 55,5 milhões, superando as expectativas. O fluxo de caixa livre somou R$ 80,6 milhões, favorecido também por dinâmica positiva de capital de giro. 

Transporte & Logística | Bens de Capital | Infraestrutura (Lucas Marquiori / Fernanda Recchia / Samuel Alkmin / Marcel Zambello)

  • Localiza&Co (RENT3); COMPRA; Preço-alvo R$ 65,00

A Localiza reportou receita líquida de R$ 12,3 bilhões no 1T, crescimento de 21% a/a e 3% acima das estimativas, enquanto o EBITDA totalizou R$ 4,1 bilhões, alta de 24% a/a. Ajustando efeitos não recorrentes, o EBITDA ficou em R$ 3,8 bilhões, crescimento de 15% a/a, com lucro líquido ajustado de R$ 1 bilhão, alta de 24% a/a. A operação de aluguel de carros manteve estabilidade em volumes (+1% a/a), com diária média de R$ 157 e taxa de utilização de 82%. No aluguel de frotas, as receitas cresceram 4% a/a, com margem EBITDA de 76%. O destaque foi o segmento de Seminovos, com receita de R$ 7,1 bilhões (+35% a/a), suportada pela venda de 95,4 mil veículos e margem EBITDA de 3,1%. A dívida líquida encerrou em R$ 30,2 bilhões, com alavancagem de 2,1x Dívida Líquida/EBITDA, abaixo de 2,3x no trimestre anterior. 

  • Rumo (RAIL3); COMPRA; Preço-alvo R$ 23,00

A Rumo reportou receita líquida de R$ 3,3 bilhões no 1T, alta de 11% a/a, sustentada por preços melhores do que o esperado e forte crescimento de volumes transportados. O volume atingiu recorde de 20,2 bilhões de TKU, crescimento de 26% a/a, com destaque para a operação Norte, que avançou 27% a/a, impulsionada pelo agronegócio. O EBITDA ajustado somou R$ 1,7 bilhão, em linha com as estimativas, com margem de 53%, abaixo dos 55% do ano anterior, refletindo pressão operacional. Na operação Norte, a margem EBITDA ajustada foi de 58%, enquanto a operação Sul entregou 34%. O capex totalizou R$ 1,8 bilhão, concentrado na expansão da operação Norte e no projeto LDRV. A dívida líquida subiu para R$ 17 bilhões, elevando a alavancagem para 2,1x Dívida Líquida/EBITDA. 

  • GPS (GGPS3); COMPRA; Preço-alvo R$ 26,00

A GPS reportou receita líquida de R$ 4,5 bilhões no 1T, alta de 9% a/a, em linha com as estimativas, refletindo desaceleração do crescimento orgânico e menor expansão de margens. O EBITDA ajustado, excluindo IFRS 16, somou R$ 437 milhões, crescimento de 9% a/a, com margem de 9,7%, abaixo do patamar histórico de 10%. A margem foi pressionada por custos de implementação de novos contratos e provisões sazonais, apesar de algum alívio em provisões trabalhistas. O lucro líquido ajustado totalizou R$ 158 milhões, queda de 12% a/a, impactado pela menor eficiência operacional e juros elevados. O crescimento orgânico desacelerou para 7% a/a, refletindo ajustes em contratos adquiridos e ambiente mais competitivo. A companhia encerrou o trimestre com caixa de R$ 3,7 bilhões e dívida líquida de R$ 2,7 bilhões, mantendo alavancagem estável em 1,6x Dívida Líquida/EBITDA. 

  • Ecorodovias (ECOR3); COMPRA; Preço-alvo R$ 14,00

A Ecorodovias reportou receita líquida de R$ 1,8 bilhão no 1T, crescimento de 9% a/a, com EBITDA ajustado de R$ 1,4 bilhão, alta de 12% a/a e margem ajustada de 78%, acima das estimativas. O principal destaque foi a expansão de margens, mesmo com provisões de manutenção que impactaram o resultado reportado. O segmento de concessões rodoviárias registrou receita bruta ajustada de R$ 1,9 bilhão, crescimento de 10% a/a, impulsionado por reajustes tarifários e tráfego resiliente. O tráfego consolidado avançou 21% a/a, com melhor desempenho de veículos pesados (+2% a/a em base comparável), beneficiados pelo aumento das exportações de açúcar e celulose. O lucro líquido recorrente totalizou R$ 77 milhões, queda de 29% a/a, pressionado pelo maior custo financeiro. O capex foi de R$ 974 milhões e a alavancagem subiu para 3,9x Dívida Líquida/EBITDA ajustado.

  • Simpar (SIMH3); COMPRA; Preço-alvo R$ 11,00

A Simpar reportou receita líquida de R$ 11,1 bilhões no 1T, crescimento de 6% a/a, com EBITDA de R$ 3 bilhões, alta de 8% a/a, em linha com as estimativas. Ajustando itens não recorrentes relacionados às aquisições da JSL, efeitos do Sistema S e despesas administrativas da Automob, o EBITDA ajustado atingiu R$ 3,2 bilhões, crescimento de 14% a/a. O prejuízo líquido ajustado (ex-participação de minoritários) foi de R$ 64 milhões negativos, melhor do que o esperado, refletindo um resultado financeiro menos pressionado. Entre as subsidiárias, a Vamos apresentou vendas de ativos resilientes e receitas de serviços saudáveis, enquanto a Movida entregou forte desempenho operacional, com melhora em tarifas, ocupação e margens. A JSL reportou crescimento mais fraco, mas com margens resilientes e evolução operacional gradual, enquanto a Automob ainda segue impactada pelo processo de integração operacional. A alavancagem permaneceu estável em 3,0x Dívida Líquida/EBITDA, com ROIC trimestral de 18%, enquanto a dívida bruta consolidada subiu para R$ 56,7 bilhões. Após o aumento de capital de R$ 1,8 bilhão e potenciais reciclagens de portfólio, a trajetória de desalavancagem permanece em curso.

Varejo & Consumo (Luiz Guanais / Yan Cesquim / Beatriz Cendon / Luis Mollo, CFA)

  • MercadoLibre (MELI34); COMPRA

O Mercado Livre apresentou forte expansão de GMV no 1T, com crescimento consolidado de 42% a/a em Dólar, impulsionado principalmente pelo Brasil (+38% a/a), México (+28% a/a) e Argentina (+41% a/a em base neutra de câmbio). O volume de itens vendidos cresceu de forma relevante em todas as geografias, reforçando a expansão do ecossistema. A carteira de crédito avançou 87% a/a, com maior participação de cartões de crédito, pressionando o NIMAL e elevando provisões no Brasil. A margem bruta recuou 3 p.p. a/a, impactada pela redução do limite para frete grátis e pela expansão do negócio 1P. As despesas com vendas e marketing aumentaram 1 p.p. a/a, refletindo maior investimento em aquisição de tráfego. O EBIT atingiu US$ 611 milhões, queda de 20% a/a e 1% abaixo das estimativas, com margem de 6,9%. O lucro líquido somou US$ 417 milhões, beneficiado por menor carga tributária e efeito cambial positivo.

  • Vivara (VIVA3); COMPRA; Preço-alvo R$ 36,00

A Vivara apresentou receita bruta de R$ 752 milhões no 1T, crescimento de 14% a/a, enquanto a receita líquida avançou 11% a/a para R$ 595 milhões. O desempenho foi sustentado por repasse de preços e expansão de vendas, especialmente na categoria Jewelry, que cresceu 18% a/a. A categoria Life avançou 8,2% a/a, com aumento de ticket médio, mas queda de volumes, refletindo elasticidade negativa de demanda. O lucro bruto totalizou R$ 416 milhões, alta de 14% a/a, com margem bruta de 69,8%, expansão de 200bps a/a. Apesar disso, o EBITDA ajustado ficou em R$ 97 milhões, queda de 4% a/a, pressionado pelo aumento de despesas com marketing, frete e pré-operacionais. O lucro líquido somou R$ 88 milhões, recuo de 28% a/a. O fluxo de caixa livre foi negativo em R$ 90 milhões, enquanto estoques subiram 5% t/t, atingindo R$ 1,55 bilhão. 

  • Arezzo (AZZA3); COMPRA; Preço-alvo R$ 40,00

A Azzas reportou receita bruta consolidada de R$ 3,1 bilhões no 1T, queda de 5,8% a/a e abaixo das estimativas, refletindo desempenho mais fraco nas divisões Basic e Shoes & Bags. A receita líquida caiu 8% a/a para R$ 2,5 bilhões, pressionada por maiores devoluções e menor geração de créditos de ICMS. A divisão Fashion Women foi o destaque positivo, com crescimento de 4,5% a/a, apoiada pela expansão internacional da FARM Rio. Já a divisão Basic recuou 18,5% a/a, ainda impactada pela normalização de estoques e menor intensidade promocional. O lucro bruto somou R$ 1,35 bilhão, queda de 9% a/a, com margem bruta de 54,5%. O EBITDA recorrente atingiu R$ 329 milhões, retração de 23,2% a/a, com margem de 13,2%. A geração operacional de caixa melhorou para R$ 148 milhões, enquanto o capex caiu 27% a/a, refletindo maior disciplina de alocação de capital.

  • Lojas Renner (LREN3); COMPRA; Preço-alvo R$ 20,00

A Renner reportou receita líquida consolidada de varejo de R$ 2,9 bilhões no 1T, alta de 4,3% a/a, com vendas mesmas lojas crescendo 3,2% a/a, refletindo um ambiente de consumo ainda desafiador. No segmento de vestuário, a receita avançou 5,1% a/a, indicando recuperação gradual de demanda. O lucro bruto consolidado atingiu R$ 1,6 bilhão, crescimento de 7,4% a/a, com margem bruta de 56,7%, expansão de 160bps a/a, impulsionada por maior participação de vendas a preço cheio e gestão mais eficiente de estoques. O EBITDA ajustado consolidado somou R$ 539 milhões, alta de 8% a/a, com margem de 18,7%. O lucro líquido ajustado alcançou R$ 200 milhões, crescimento de 19% a/a. Na operação financeira Realize, a carteira de crédito caiu 0,6% a/a, enquanto a inadimplência acima de 90 dias recuou para 14,9% da carteira, refletindo política de crédito mais conservadora.