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Sacre Investimentos
08 de jul. de 20264 min

Radar Diário de Ações - 08/07/26

Confira os principais acontecimentos das empresas sob nossa cobertura.

Construção Civil (Gustavo Cambauva / Gustavo Fabris / Marcel Zambello)

  • Cury (CURY3); COMPRA; Preço-alvo R$ 44,00

A Cury apresentou resultados operacionais sólidos no segundo trimestre, com vendas líquidas de R$2,05 bilhões, queda de 10% a/a, acompanhadas por uma velocidade de vendas ainda elevada de 40,5%. As vendas brutas atingiram R$2,22 bilhões, enquanto os cancelamentos somaram R$171 milhões, mantendo-se em níveis controlados e contribuindo para a geração de vendas líquidas robustas. No período, a companhia lançou 11 empreendimentos, totalizando R$2,26 bilhões em valor potencial de vendas, distribuídos entre São Paulo e Rio de Janeiro. Os lançamentos apresentaram forte aceitação comercial, com cerca de 56% das unidades comercializadas ainda dentro do trimestre. A empresa também construiu 5,7 mil unidades habitacionais e transferiu R$2,0 bilhões em recebíveis para instituições financeiras. A geração de fluxo de caixa para o acionista alcançou R$145 milhões, acima do esperado, marcando o 29º trimestre consecutivo de geração positiva. O desempenho reforça a capacidade operacional da companhia, sustentada pelo bom momento do programa Minha Casa Minha Vida, crescimento esperado de resultados e forte geração de caixa.

  • Tenda (TEND3); COMPRA; Preço-alvo R$ 44,00

A Tenda apresentou resultados operacionais sólidos no segundo trimestre, com vendas líquidas consolidadas de R$1,4 bilhão, alta de 17% a/a, sustentadas principalmente pelo desempenho das operações presenciais, que alcançaram R$1,32 bilhão em vendas. As vendas brutas totalizaram R$1,61 bilhão, enquanto os cancelamentos somaram R$207 milhões, impactados parcialmente por um projeto que teve unidades canceladas devido a pendências de licenciamento. A companhia lançou 17 empreendimentos no período, totalizando R$1,76 bilhão em valor potencial de vendas, acima do observado no mesmo trimestre do ano anterior. Os lançamentos foram distribuídos entre a marca Tenda e a operação industrializada Alea. A empresa também transferiu R$1,08 bilhão em recebíveis para instituições financeiras e encerrou o trimestre com banco de terrenos de R$33,8 bilhões, após aquisições de aproximadamente R$5 bilhões no período. Apesar da leve desaceleração da velocidade de vendas em relação ao trimestre anterior, a companhia manteve desempenho comercial saudável, acompanhado de aumentos nos preços de lançamento e de vendas.

Transporte & Logística | Bens de Capital | Infraestrutura (Lucas Marquiori / Fernanda Recchia / Samuel Alkmin / Marcel Zambello)

  • Localiza&Co (RENT3); COMPRA; Preço-alvo R$ 65,00

O acompanhamento da frota de seminovos da Localiza em junho aponta continuidade da estratégia de renovação da frota e melhora na qualidade dos veículos destinados à revenda. A companhia apresenta concentração maior de veículos com baixa quilometragem e modelos mais novos quando comparada à Movida, com 74% dos veículos anunciados possuindo menos de 45 mil quilômetros e cerca de 81% da frota composta por modelos 2024/25 e 2025/26. A composição por categoria permaneceu relativamente estável, com predominância de hatches, seguida por SUVs, sedãs e picapes, embora a participação de SUVs tenha voltado a crescer recentemente. Nos preços médios dos seminovos da Localiza, os maiores avanços no ano ocorreram nos sedãs e SUVs, enquanto as picapes apresentaram queda. Os dados também mostram aceleração do processo de renovação da frota, com aumento da participação de veículos de menor quilometragem e redução da exposição a unidades mais antigas. Além disso, a concentração em modelos mais recentes permanece superior à da principal concorrente, favorecendo a execução das vendas de seminovos e a gestão dos valores residuais dos veículos.

Varejo & Consumo (Luiz Guanais / Yan Cesquim / Beatriz Cendon / Marcel Zambello)

  • Nota Setorial - Varejo & Consumo

O evento reuniu executivos de Renner, Netshoes, C&A, Azzas e Vivara e reforçou, de forma geral, as teses de investimento já conhecidas pelo mercado, sem introduzir novos catalisadores relevantes de curto prazo. As empresas destacaram que a demanda por consumo discricionário no primeiro semestre de 2026 foi melhor do que o esperado, sustentando uma visão construtiva para o segundo semestre, enquanto inteligência artificial, personalização, produtividade das lojas e integração omnicanal permaneceram entre as principais prioridades estratégicas. A Renner reiterou foco em execução, expansão de lojas no segundo semestre, ganhos de produtividade e disciplina na concessão de crédito, enquanto a C&A destacou os avanços do programa de transformação operacional e a expansão do conceito Ace. Na Azzas, as atenções continuam voltadas para a reestruturação da Hering, redução de estoques, disciplina de custos e avaliação de alternativas estratégicas envolvendo ativos do portfólio, incluindo a Farm. A Netshoes reforçou seu posicionamento especializado em artigos esportivos, apoiada por logística, inteligência artificial e expansão do ecossistema de lifestyle esportivo. Já a Vivara manteve foco em geração de caixa, otimização de estoques, ajustes operacionais na Life e melhoria de rentabilidade por meio de precificação e eficiência produtiva.