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Sacre Investimentos
09 de jul. de 20264 min

Radar Diário de Ações - 09/07/26

Confira os principais acontecimentos das empresas sob nossa cobertura.

Saúde & Educação (Samuel Alves / Maria Resende /  Marcel Zambello)

  • Hypera Pharma (HYPE3); NEUTRO; Preço-alvo R$ 24,00

O mercado brasileiro de GLP-1 continua apresentando forte potencial de crescimento, com uma população elegível estimada em aproximadamente 51 milhões de adultos e demanda potencial de cerca de 40 milhões de pacientes-mês por ano até 2030. Após o vencimento da patente da semaglutida em março de 2026, a concorrência no segmento de genéricos de marca começou a se acelerar, com novos produtos chegando ao mercado e descontos relevantes em relação aos medicamentos de referência. Nesse contexto, a Hypera desponta como uma das principais candidatas a capturar participação nesse mercado por meio do Semavy, atualmente em análise regulatória, apoiada por sua forte presença em genéricos, medicamentos prescritos e uma plataforma comercial que alcança aproximadamente 50 mil farmácias. As estimativas indicam que a semaglutida poderá adicionar cerca de R$380 milhões em receita em 2027 e aproximadamente R$960 milhões em 2030, representando perto de 7% da receita líquida da companhia. Embora o impacto sobre o EBITDA seja mais incerto devido ao aumento da concorrência e à pressão de preços ao longo do tempo, a semaglutida é vista como o principal catalisador potencial para os resultados futuros da empresa. Apesar da incorporação desse cenário nas estimativas, a visibilidade sobre participação de mercado, penetração e rentabilidade ainda é limitada, motivo pelo qual a recomendação permanece neutra.

Transporte & Logística | Bens de Capital | Infraestrutura (Lucas Marquiori / Fernanda Recchia / Samuel Alkmin / Marcel Zambello)

  • Rumo (RAIL3); COMPRA; Preço-alvo R$ 23,00

A Rumo reportou volume transportado de 8 bilhões de TKU em junho, crescimento de 7% a/a, sustentado principalmente pelo forte desempenho do Corredor Norte, que movimentou 6,8 bilhões de TKU e continuou operando próximo da capacidade máxima. O transporte de soja atingiu 3,4 bilhões de TKU, enquanto farelo de soja totalizou 1,2 bilhão de TKU, alta de 45% a/a, ao passo que os volumes de milho permaneceram pressionados em apenas 36 milhões de TKU devido ao ritmo mais lento da colheita e das exportações. A produtividade do Corredor Norte alcançou 227 milhões de TKU por dia, acima dos 209 milhões registrados no mesmo período do ano anterior. No Corredor Sul, os volumes somaram 1,2 bilhão de TKU, mantendo estabilidade em relação ao ano anterior após a recuperação dos impactos das enchentes de 2024. No acumulado do segundo trimestre, os volumes consolidados atingiram 23,8 bilhões de TKU, crescimento de 9% a/a e acima das estimativas. Apesar da expectativa de aceleração mais relevante dos embarques de milho nos próximos meses, os resultados continuam evidenciando a força do transporte de grãos e a posição competitiva da companhia em participação de mercado e precificação.

Varejo & Consumo (Luiz Guanais / Yan Cesquim / Beatriz Cendon / Marcel Zambello)

  • Nota Setorial - Varejo & Consumo

Os dados de junho da Scanntech mostram que o varejo alimentar continua em um ambiente de crescimento limitado, sustentado principalmente por preços e mix, e não por aumento de volume. As vendas mesmas lojas cresceram 2,6% a/a no mês, enquanto o preço por unidade avançou 4,3%, mas as unidades vendidas permaneceram negativas em 1,6%, evidenciando a fragilidade da demanda. O volume físico recuou 0,6% em junho, após estabilidade no primeiro semestre, à medida que o efeito positivo das embalagens maiores perdeu intensidade. As categorias de perecíveis e bebidas cresceram 6% a/a em vendas nominais, impulsionadas por carne bovina (+14%), queijo (+8%), amendoim (+16%) e snacks (+11%), enquanto bazar avançou 12% graças aos produtos ligados à Copa do Mundo. Em contrapartida, a mercearia básica permaneceu pressionada, com quedas de vendas em arroz (-26%), açúcar (-21%) e café (-7%), e o canal de beleza recuou 7% em valor e 16% em unidades. O estudo também destaca o avanço do uso de medicamentos GLP-1, que cresceu 239% em um ano e já é associado a um potencial impacto de aproximadamente 0,5% ao ano sobre as vendas de alimentos. O cenário segue mais favorável para proteínas, bebidas e fragrâncias, enquanto empresas de varejo alimentar continuam operando com espaço limitado para repasses de preços sem comprometer a demanda.