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Sacre Investimentos
11 de mai. de 20265 min

Radar Diário de Ações - 11/05/26

Confira os principais acontecimentos das empresas sob nossa cobertura.

Estratégia (Carlos Sequeira, CFA / Osni Carfi / Bruno Henriques)

  • Eleições Presidenciais Brasil 2026

As eleições presidenciais de 2026 seguem com cenário polarizado, com o presidente Lula e o senador Flávio Bolsonaro liderando as intenções de voto com ampla vantagem sobre os demais candidatos. Na visão consolidada, Lula avançou 0,3 p.p. em relação a março, enquanto Flávio Bolsonaro recuou 0,3 p.p. Governadores como Ronaldo Caiado e Romeu Zema aparecem com apenas 4-5% e 3-4% das intenções de voto, respectivamente, tornando improvável uma terceira via competitiva. Lula e Flávio Bolsonaro já concentram mais de 75% das intenções de voto no primeiro turno. Nas simulações de segundo turno, os dois aparecem tecnicamente empatados, com Flávio liderando por apenas 0,5 p.p., com 45% das intenções de voto. Desde meados de dezembro, o desempenho de Flávio Bolsonaro nas pesquisas foi relevante, embora os números do segundo turno tenham permanecido estáveis nos últimos meses.

Mineração & Siderurgia (Leonardo Correa / Marcelo Arazi / Rodrigo Gotardo / Bruno Henriques)

  • Nota Setorial - Mineração & Siderurgia

O minério de ferro continua surpreendendo positivamente, com preços acima de US$100/t e recentemente superiores a US$110/t, impulsionados principalmente pela inflação de custos e não pela demanda. Frete e diesel adicionaram mais de US$10/t à curva marginal de custos, elevando o piso de preços da commodity. A demanda chinesa segue resiliente, com importações crescendo mais de 5% no acumulado do ano e utilização dos altos-fornos próxima de 90%, enquanto os riscos de oferta permanecem graduais, com Simandou adicionando apenas cerca de 15Mt em 2026. A China Mineral Resources Group - CMRG vem gerando apenas concessões marginais de preços, sem alterar os fundamentos do mercado. As importações chinesas atingiram aproximadamente 104,7Mt em março, enquanto a produção de gusa chegou a 2,39Mt/dia em abril. Simandou exportou entre 2,8Mt e 3,0Mt no acumulado do ano, com impacto ainda pouco relevante para um mercado superior a 1,5 bilhão de toneladas.

Petróleo & Gás (Rodrigo Almeida / Gustavo Cunha / Bruno Henriques)

  • Nota Setorial - Petróleo & Gás

Petrobras e Braskem divulgarão seus resultados do 1T26 nesta semana, com foco na melhora sequencial dos resultados da Petrobras e na condição financeira da Braskem. Para a Petrobras, a projeção é de EBITDA próximo de US$13 bilhões, impulsionado pela produção recorde de aproximadamente 2,58 milhões de barris por dia (+3% t/t e +16% a/a), além da alta de 23% t/t do Brent, maior produção e menor lifting cost. Apesar da expectativa de margens menores, a companhia deve distribuir US$2,1 bilhões em dividendos no trimestre, equivalente a um yield trimestral de aproximadamente 1,5%. Para a Braskem, a expectativa é de EBITDA de cerca de US$230 milhões, refletindo melhora t/t dos spreads e volumes estáveis no Brasil e nos mercados dos Estados Unidos e Europa. O México deve ser o principal destaque negativo do trimestre, após menor disponibilidade de matéria-prima reduzir a utilização para 55%, frente a 85% no 4T25. A teleconferência da Braskem deve focar principalmente nos impactos da guerra no Oriente Médio sobre spreads e competitividade da companhia, especialmente no mercado brasileiro. Distribuidoras de combustíveis também devem passar por revisões positivas de estimativas após os resultados do 1T26, favorecendo revisões de lucro para Ultrapar e Vibra.

Serviços Básicos (Antonio Junqueira, CFA / Gisele Gushiken, CFA / Maria Schutz / Luis Mollo, CFA)

  • Copasa (CSMG3); COMPRA; Preço-alvo R$ 52,00

A Copasa apresentou resultados razoáveis no 1T, com receita líquida ex-construção de R$1,91 bilhão, alta de 2,5% a/a, mas ligeiramente abaixo das estimativas, refletindo volumes praticamente estáveis e reajuste tarifário de 6,56%. O ajuste positivo de totalizou R$40 milhões, abaixo dos R$62 milhões registrados no primeiro trimestre de 2025. Os custos ex-D&A somaram R$1,12 bilhão, pressionados principalmente por maiores despesas com inadimplência, serviços, materiais e outras linhas operacionais. Como resultado, o EBITDA atingiu R$790 milhões, queda de 3% a/a e 5% abaixo das estimativas. Excluindo outros efeitos, o EBITDA ajustado teria alcançado R$752 milhões, em linha com as projeções. O lucro líquido totalizou R$368 milhões, impactado por despesas financeiras líquidas maiores do que o esperado e efeitos de derivativos e variação cambial. A alavancagem aumentou levemente para 2,4x Dívida Líquida/EBITDA frente a 2,3x no quarto trimestre de 2025.

Varejo & Consumo (Luiz Guanais / Yan Cesquim / Beatriz Cendon / Luis Mollo, CFA)

  • Smart Fit (SMFT3); COMPRA; Preço-alvo R$ 31,00

A Smart Fit atualizou seu acompanhamento operacional com foco no TotalPass, que vem se tornando uma variável operacional cada vez mais relevante para a companhia. O TotalPass encerrou o trimestre com 2,1 milhões de clientes no Brasil e México, crescimento de 24% t/t, enquanto a rede parceira no Brasil superou 34 mil academias e estúdios. A participação de mercado do TotalPass Brasil atingiu 34%, avanço de 9 p.p. a/a, enquanto o México manteve posição dominante de 81%. O segmento “Outros”, que inclui TotalPass Brasil, Queima Diária e Studios, alcançou receita líquida de R$192,9 milhões, alta de 102% a/a, representando 9% da receita líquida consolidada. A margem bruta caixa do segmento expandiu para 85,7%, alta de 13,3 p.p. a/a, impulsionada pelo desempenho do TotalPass Brasil. Em 2025, o TotalPass representou aproximadamente 12% da receita do Brasil e 15% dos acessos às academias próprias da Smart Fit, indicando melhora na monetização por atendimento. A companhia também destacou melhora nas métricas operacionais, maior participação do TotalPass e evolução gradual do ticket médio ponderado dos planos no Brasil.