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Sacre Investimentos
12 de ago. de 20269 min

Radar Diário de Ações - 121/08/26

Confira os principais acontecimentos das empresas sob nossa cobertura.

Construção Civil (Gustavo Cambauva / Gustavo Fabris / Bruno Carrenho)

  • Direcional (DIRR3); COMPRA; Preço-alvo R$ 20,00

 

A Direcional apresentou resultados sólidos no segundo trimestre, com receita líquida de R$ 1,28 bilhão, crescimento de 20% a/a, e lucro bruto ajustado de R$ 548 milhões, alta de 23% a/a, sustentado por uma margem bruta ajustada de 42,8%. O lucro líquido atingiu R$ 202 milhões, crescimento de 10% a/a, resultando em um ROE anualizado de 35% no período. A companhia também registrou geração recorrente de fluxo de caixa livre de R$ 87 milhões, após ajustes relacionados à venda de recebíveis, alienação de SPEs e distribuição de dividendos da Riva. Com a forte geração de caixa, a dívida líquida encerrou o trimestre em R$ 801 milhões, equivalente a uma relação Dívida Líquida/Patrimônio Líquido de 29%. O trimestre foi marcado pela combinação de crescimento de receitas, rentabilidade elevada e disciplina financeira. A companhia segue posicionada para capturar o forte momento do programa Minha Casa Minha Vida, mantendo indicadores operacionais e financeiros robustos.

  • Cury (CURY3); COMPRA; Preço-alvo R$ 44,00

 

A Cury apresentou resultados em linha com as expectativas no segundo trimestre, com receita líquida de R$ 1,69 bilhão, crescimento de 26% a/a, e lucro bruto ajustado de R$ 674 milhões, também avançando 26% a/a. A margem bruta ajustada atingiu 39,8%, permanecendo estável na comparação anual e apresentando melhora sequencial. O lucro líquido somou R$ 270 milhões, alta de 14% a/a, enquanto o lucro por ação alcançou R$ 0,88, em linha com as estimativas, resultando em um ROE anualizado de 65%. A companhia gerou R$ 154 milhões de fluxo de caixa livre no trimestre, apoiada pelo forte crescimento da produção e pela venda de mais de R$ 2 bilhões em recebíveis para instituições financeiras. A posição líquida de caixa encerrou o período em R$ 290 milhões, mesmo após o pagamento de aproximadamente R$ 270 milhões em dividendos. Além disso, foram anunciados R$ 190 milhões adicionais em dividendos, elevando o montante já anunciado em 2026 para R$ 490 milhões.

Saúde & Educação (Samuel Alves / Maria Resende / Marcel Zambello)

  • Blau (BLAU3); NEUTRO; Preço-alvo R$ 13,00

 

A Blau apresentou resultados mais fracos no segundo trimestre, com receita líquida de R$ 487 milhões, crescimento de 5% a/a, e lucro bruto de R$ 212 milhões, alta de 13% a/a. O EBITDA ajustado alcançou R$ 126 milhões, avanço de apenas 3% a/a, refletindo o aumento de 27% a/a das despesas recorrentes de vendas, gerais e administrativas, enquanto a margem EBITDA ajustada recuou 50 pontos-base para 25,9%. Os resultados contábeis foram impactados por um item não recorrente de R$ 23 milhões relacionado a um earn-out em disputa judicial. As despesas financeiras líquidas aumentaram 35% a/a, mas o lucro líquido ajustado atingiu R$ 71 milhões, crescimento de 12% a/a e acima das estimativas. A geração de fluxo de caixa para o acionista tornou-se positiva, impulsionada pela melhora do capital de giro e pela redução do capex, enquanto a posição líquida de caixa aumentou para R$ 64 milhões. Apesar da melhora na geração de caixa e do balanço sólido, os resultados ainda refletiram crescimento limitado da rentabilidade e continuidade do ciclo de investimentos da companhia.

  • Viveo (VVEO3); NEUTRO; Preço-alvo R$ 1,30

 

A Viveo apresentou resultados do segundo trimestre com crescimento moderado de receita líquida, que atingiu R$ 2,91 bilhões, alta de 3% a/a, enquanto a expansão das margens seguiu como principal destaque. A margem bruta avançou 160 pontos-base para 16,6%, impulsionando o lucro bruto para R$ 484 milhões, crescimento de 15% a/a. O EBITDA ajustado totalizou R$ 217 milhões, alta de 22% a/a, com margem de 7,4%, marcando o sétimo trimestre consecutivo de melhora sequencial da rentabilidade operacional. Apesar da evolução operacional, as despesas financeiras permaneceram elevadas, resultando em prejuízo líquido ajustado de R$ 21 milhões e prejuízo líquido contábil de R$ 35 milhões. A geração de fluxo de caixa livre após capex alcançou R$ 125 milhões, enquanto o ciclo de caixa apresentou nova melhora, refletindo avanços na gestão de capital de giro. A dívida líquida atingiu R$ 2,92 bilhões, equivalente a 3,73x Dívida Líquida/EBITDA, levando a companhia a renegociar suas debêntures e lançar um aumento de capital para fortalecer a estrutura financeira e apoiar a continuidade da reestruturação operacional.

  • Cruzeiro do Sul (CSED3); COMPRA; Preço-alvo R$ 7,50

 

A Cruzeiro do Sul apresentou resultados sólidos no segundo trimestre, com receita líquida de R$ 780 milhões, crescimento de 8% a/a, e lucro bruto de R$ 402 milhões, alta de 10% a/a, beneficiado pela melhora do mix de cursos ligados à área de saúde e pela expansão da margem bruta para 51,5%. O EBITDA ajustado atingiu R$ 232 milhões, crescimento de 15% a/a, com margem de 30%, refletindo ganhos de alavancagem operacional e recuperação da rentabilidade. O lucro líquido somou R$ 101 milhões, ficando acima das estimativas, apoiado principalmente pela redução das despesas financeiras. No ensino presencial, o crescimento das mensalidades médias e a elevada taxa de rematrícula compensaram a queda da base de alunos, enquanto no ensino digital o avanço dos cursos híbridos e a melhora da retenção sustentaram o crescimento das receitas. A geração de fluxo de caixa livre operacional após capex alcançou R$ 74 milhões, superando significativamente o resultado do mesmo período do ano anterior. A dívida líquida avançou de forma moderada para R$ 523 milhões, mantendo a alavancagem estável em 0,8x Dívida Líquida/EBITDA nos últimos 12 meses.

Serviços Básicos (Antonio Junqueira, CFA / Gisele Gushiken, CFA / Maria Schutz / Bruno Henriques)

  • Taesa (TAEE11); VENDA; Preço-alvo R$ 37,00

 

A Taesa apresentou resultados em linha com as expectativas no segundo trimestre, com receita líquida regulatória de R$ 679 milhões, alta de 9,3% a/a, impulsionada pela energização de novos projetos, reforços em linhas existentes e reajustes inflacionários da RAP. O EBITDA alcançou R$ 577 milhões, crescimento de 10,6% a/a, com margem de 85%, refletindo a evolução da base de ativos e despesas operacionais controladas. O resultado financeiro foi pressionado pelo aumento da atualização monetária das dívidas indexadas ao IPCA, enquanto o resultado de equivalência patrimonial ficou ligeiramente abaixo das estimativas. Em contrapartida, a linha de imposto de renda foi beneficiada pelos efeitos fiscais relacionados ao pagamento de juros sobre o capital próprio. Como resultado, o lucro líquido regulatório totalizou R$ 207 milhões, abaixo das estimativas e inferior ao registrado no mesmo período do ano anterior. A alavancagem permaneceu estável em 4,7x Dívida Líquida/EBITDA na comparação trimestral. Além dos resultados, a companhia anunciou R$ 207 milhões em dividendos, correspondentes a um payout de 100% do lucro líquido regulatório do trimestre.

Financeiro (Eduardo Rosman / Ricardo Buchpiguel / Antonio Pascale / Bruno Henriques)

  • B3 (B3SA3); NEUTRO; Preço-alvo R$ 20,00

 

A B3 reportou lucro líquido de R$ 1,70 bilhão no segundo trimestre, alta de 28% a/a e em linha com o consenso, mas impulsionado principalmente por itens não recorrentes e efeitos abaixo da linha operacional. O lucro líquido recorrente somou R$ 1,38 bilhão, ficando abaixo das estimativas, enquanto a receita líquida atingiu R$ 2,77 bilhões, com crescimento de 9% a/a, mas ligeiramente inferior ao projetado. As receitas recorrentes permaneceram como principal destaque, com avanço de 17% a/a, impulsionadas especialmente pelos negócios de renda fixa e crédito, enquanto derivativos apresentaram desempenho mais fraco. As despesas totais cresceram devido a maiores gastos com pessoal e custos extraordinários relacionados a mudanças na diretoria executiva. O EBITDA ajustado alcançou R$ 1,94 bilhão, com margem de 70,1%, apresentando queda sequencial. O resultado financeiro foi favorecido por ajustes monetários e pelo ganho não recorrente com a venda da participação na Dimensa, enquanto a alíquota efetiva de imposto recuou em função de benefícios fiscais ligados ao pagamento de juros sobre o capital próprio.

Telecom & Tech (Carlos Sequeira, CFA / Osni Carfi / Bruno Carrenho)

  • Bemobi (BMOB3); COMPRA; Preço-alvo R$ 35,00

 

A Bemobi apresentou mais um trimestre de forte crescimento, com receita líquida ex-Paytime de R$ 201 milhões, alta de 15% a/a, ou 20% a/a em moeda constante, enquanto a consolidação da Paytime elevou o crescimento da receita consolidada para 30% a/a. O desempenho foi impulsionado principalmente pelas operações de Pagamentos, que cresceram 75% a/a, e SaaS, com avanço de 21% a/a, além da evolução contínua da divisão de microcrédito. A companhia registrou o nono trimestre consecutivo de crescimento anual de dois dígitos, sustentando uma trajetória consistente de expansão operacional. A rentabilidade também permaneceu como destaque, com margem EBITDA de 35%, ou 37% desconsiderando a Paytime, refletindo ganhos de eficiência mesmo diante dos investimentos em crescimento. O lucro líquido ajustado atingiu R$ 45,2 milhões, alta de 30% a/a e acima das estimativas. A expansão dos negócios foi apoiada pelo crescimento do volume transacionado e pela conquista de novos clientes nos segmentos de saneamento, educação, saúde e condomínios. A combinação de crescimento acelerado, elevada rentabilidade e expansão das operações sustentou mais um trimestre de evolução consistente dos resultados.

Transportes (Lucas Marquiori / Fernanda Recchia / Samuel Alkmin / Marcel Zambello)

  • Vamos (VAMO3); COMPRA; Preço-alvo R$ 4,50

 A Vamos apresentou resultados do segundo trimestre em linha com as expectativas, com receita líquida de R$ 1,6 bilhão, alta de 11% a/a, e EBITDA de R$ 972 milhões, crescimento de 7% a/a. O lucro líquido atingiu R$ 101 milhões, avanço de 9% a/a e acima das estimativas, beneficiado por melhores tendências operacionais e uma menor alíquota efetiva de impostos, apesar do impacto dos juros elevados. A divisão de locação registrou receita de R$ 1,5 bilhão, impulsionada pelo crescimento das vendas de ativos e pela expansão das receitas de serviços, enquanto o EBITDA da unidade avançou 9% a/a. As retomadas de ativos permaneceram sob controle, sem deterioração relevante, e o backlog manteve-se estável em R$ 13 bilhões. O capex totalizou R$ 975 milhões no trimestre, refletindo a continuidade da expansão dos negócios e dos investimentos na operação Sempre Novo. A alavancagem recuou para 3,0x Dívida Líquida/EBITDA nos últimos 12 meses, sustentada pela redução da dívida líquida e pela melhora da execução operacional.

  • Armac (ARML3); COMPRA; Preço-alvo R$ 6,00

A Armac apresentou resultados do segundo trimestre abaixo das estimativas, mas com crescimento operacional relevante, registrando receita líquida de R$ 546 milhões, alta de 21% a/a, e EBITDA ajustado de R$ 222 milhões, avanço de 33% a/a. A margem EBITDA ajustada atingiu 40%, refletindo maior eficiência da operação de locação, apesar das margens ainda fracas na venda de equipamentos usados. O lucro líquido ajustado foi de R$ 10 milhões, estável na comparação anual e abaixo das estimativas. O capex orgânico somou R$ 458 milhões no trimestre, concentrado principalmente na renovação e expansão da frota. As vendas de ativos permaneceram resilientes e contribuíram positivamente para a rentabilidade da companhia. A dívida líquida encerrou o período em R$ 2,2 bilhões, enquanto a alavancagem expandida recuou para 2,6x Dívida Líquida/EBITDA, refletindo melhora gradual da estrutura financeira. A companhia continuou avançando em sua reestruturação operacional por meio da expansão da presença regional, renovação da frota, captura de sinergias comerciais e manutenção da disciplina de preços.