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Sacre Investimentos
14 de abr. de 20267 min

Radar Diário de Ações - 14/04/26

Confira os principais acontecimentos das empresas sob nossa cobertura.

Construção Civil (Gustavo Cambauva / Gustavo Fabris / Antonio Pascale / Luis Mollo, CFA)

  • Mitre (MTRE3); NEUTRO; Preço-alvo R$ 4,80

As vendas líquidas foram de R$329 milhões (+1% a/a), com velocidade de vendas de 13%, impactada pela menor venda de estoques (-62% a/a). As vendas brutas totalizaram R$365 milhões (+7% a/a) e cancelamentos foram de R$36 milhões (+135% a/a), resultando em desempenho levemente acima das estimativas. No trimestre, houve o lançamento de um projeto residencial de alta renda no valor de R$917 milhões (+195% a/a), com 35% já vendidos no período. Não houve entregas no trimestre, e a companhia indicou que o pipeline de 2026 já está bem vendido, sem aumento relevante de estoques concluídos. O desempenho operacional foi pressionado pela menor venda de estoque, apesar do bom desempenho do lançamento. A velocidade de vendas permaneceu abaixo do observado anteriormente. O cenário segue desafiador para o segmento de média e alta renda, afetando vendas e retorno. A recomendação permanece neutra, mesmo com valuation descontado.

  • Even (EVEN3); NEUTRO; Preço-alvo R$ 9,50

As vendas líquidas totalizaram R$252 milhões (+2% a/a), com velocidade de vendas fraca de 7%, refletindo menor desempenho de estoques e ausência de lançamentos no período. As vendas brutas somaram R$295 milhões (-6% a/a) e os cancelamentos foram de R$43 milhões (-36% a/a), resultando em desempenho abaixo das estimativas. O trimestre não contou com novos lançamentos, fazendo com que as vendas fossem compostas exclusivamente por estoques. Por outro lado, as entregas totalizaram R$468 milhões (+45% a/a), contribuindo para o resultado operacional. O desempenho foi impactado pela sazonalidade e por um ambiente macro mais fraco para o segmento de média e alta renda. A estratégia de focar em projetos maiores e diferenciados foi mantida. Ainda assim, os resultados operacionais foram considerados fracos no período. A recomendação permanece neutra diante do cenário macro desafiador.

  • Cyrela (CYRE3); COMPRA; Preço-alvo R$ 40,00

Vendas líquidas totalizaram R$2,94 bilhões (-3% a/a), com velocidade de vendas de 16%, refletindo menor volume de lançamentos no período. As vendas foram distribuídas entre alta renda (R$1,3 bilhão), média renda (R$456 milhões) e baixa renda (R$1,19 bilhão). O VSO caiu para 16% no 1T26, ante 20% no 1T25. Os lançamentos somaram R$2,43 bilhões (-50% a/a), com 12 projetos, impactados principalmente pelo segmento de alta renda. Apesar disso, os lançamentos apresentaram bom desempenho comercial, com 45% vendidos no trimestre. O trimestre foi marcado por desaceleração na velocidade de vendas e menor volume de lançamentos. Ainda assim, a companhia segue aumentando sua exposição ao segmento de baixa renda. A recomendação permanece de compra, com valuation atrativo.

Financeiro (Eduardo Rosman / Thiago Paura / Ricardo Buchpiguel / Bruno Henriques)

  • Nota Setorial - Financeiro (ex-Bancos)

BB Seguridade expectativa para o 1T26

O trimestre deve apresentar desempenho em linha, com crescimento ainda desigual entre segmentos e pressão na receita, especialmente no segmento rural e vida prestamista. A estimativa de lucro líquido para 2026 foi revisada para R$8,6 bilhões (-6% a/a), refletindo menor crescimento e base de comparação mais desafiadora no resultado financeiro. Dados da SUSEP indicam lucro de aproximadamente R$2,1 bilhões no 1T26, com crescimento moderado a/a e leve queda t/t. Os prêmios emitidos devem apresentar queda, enquanto os prêmios ganhos permanecem estáveis. A sinistralidade deve aumentar t/t por sazonalidade, mas melhorar a/a. O segmento de previdência apresenta recuperação após desempenho mais fraco em 2025. O resultado financeiro segue pressionado, enquanto corretagem e capitalização mostram estabilidade. A recomendação permanece neutra. 

Caixa Seguridade expectativa para o 1T26

O trimestre deve apresentar desempenho em linha, com lucro estimado em aproximadamente R$1,1 bilhão (+13% a/a), sustentado pelo crescimento de seguros habitacionais. O crescimento de prêmios deve ocorrer em níveis de 5-7%, impulsionado principalmente pelo segmento imobiliário. O seguro prestamista segue fraco, com recuperação gradual ao longo do ano, enquanto outros segmentos apresentam estabilidade. A sinistralidade permanece em níveis saudáveis, apesar de aumento sequencial. As contribuições de previdência devem permanecer estáveis, enquanto receitas de gestão crescem com o aumento de reservas. O segmento de capitalização segue com crescimento forte, enquanto cartas de crédito permanecem estáveis. O desempenho operacional apresenta maior consistência em relação aos pares. Reiteramos recomendação de compra.

  • Nota Setorial - Financeiro

ABC Brasil expectativa para o 1T26

A expectativa é de um trimestre mais fraco, com lucro líquido de aproximadamente R$255 milhões e ROE de 15%, abaixo das estimativas de mercado. O desempenho deve ser impactado por menor geração de receitas de tarifas e maior custo de risco. A carteira de crédito deve apresentar leve retração t/t, enquanto a margem financeira tende a recuar após base elevada no trimestre anterior. Provisões devem aumentar em um cenário macro mais desafiador, com deterioração das condições de crédito corporativo. Opex permanece controlado, mas a rentabilidade segue pressionada. A visibilidade de resultados diminuiu, com maior incerteza sobre spreads e qualidade de ativos. O valuation se tornou menos atrativo após forte valorização recente. A recomendação foi alterada para neutra com preço-alvo de R$ 29.

Banrisul expectativa para o 1T26

A expectativa é de um trimestre fraco, com lucro líquido de aproximadamente R$210 milhões e ROE de 7,5%, significativamente abaixo das estimativas de mercado. O desempenho reflete deterioração da qualidade de ativos, com aumento da inadimplência e maior custo de crédito. O crescimento da carteira de crédito deve permanecer limitado, enquanto provisões aumentam diante de menor recuperação de créditos. A margem financeira deve crescer marginalmente, mas não suficiente para compensar o impacto das provisões. A rentabilidade estrutural segue baixa, com ROE projetado próximo a 10% em 2026. Há riscos adicionais relacionados ao agronegócio e à renovação de contratos. O valuation permanece descontado, mas com fundamentos pressionados. A recomendação foi alterada para venda com preço-alvo de R$ 15.

Banco Pine expectativa para o 1T26

A expectativa é de um trimestre forte, com lucro líquido recorrente de aproximadamente R$140 milhões e ROE de 35,6%, acima das estimativas de mercado. O crescimento da carteira deve atingir entre 10% e 15% t/t, impulsionado por segmentos de maior retorno, como crédito consignado privado. A margem financeira ajustada ao risco deve ser destaque, apoiada pelo crescimento de volumes e melhora no mix. O desempenho também reflete efeitos de timing na carteira de crédito. As projeções de longo prazo foram revisadas positivamente, com crescimento sustentado em linhas de crédito específicas. As condições de funding melhoraram após upgrades de rating. O valuation permanece atrativo, com forte momentum operacional. A recomendação é de compra com preço-alvo de R$ 18.

Transporte & Logística | Bens de Capital | Infraestrutura (Lucas Marquiori / Fernanda Recchia / Samuel Alkmin / Marcel Zambello)

  • Marcopolo (POMO4); NEUTRO; Preço-alvo R$ 10,00

Março apresentou melhora a/a e a comparação m/m foi impulsionada por efeitos de calendário, com o Carnaval ocorrendo em fevereiro, o que gerou base de comparação mais fraca, enquanto o 1T mostrou desempenho fraco. A produção consolidada da indústria totalizou 2.913 unidades (+6% a/a; +23% m/m) e os volumes da companhia atingiram 1.385 unidades (+4% a/a; +33% m/m). No trimestre, a produção somou 6.799 unidades (-2% a/a; -16% t/t) e os volumes da companhia foram de 2.994 unidades (-7% a/a; -21% t/t). No mercado doméstico, a produção foi de 2.673 unidades (+10% a/a), com maior participação de micro e minibus, enquanto segmentos de maior valor agregado seguem com baixa contribuição. Exportações totalizaram 240 unidades (-22% a/a), refletindo base forte no ano anterior. O mix permaneceu concentrado em urbanos, micro e minibus, com menor exposição a rodoviários. O 1T deve ser fraco devido à sazonalidade, com receita líquida estimada em R$1,7 bilhão (+2% a/a), EBITDA de R$261 milhões (+6% a/a) e lucro líquido de R$206 milhões (-15% a/a). Mantém-se visão neutra, com volumes pressionados e maior visibilidade de crescimento necessária.